28 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Bari perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Gabriel Repciuc agarrou este contra o Cremonese. 2‑1 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Bari.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Nehemias González será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Bari as despedidas começaram em silêncio.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Bari lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Julio Rodrigues e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel20/12/2032
Luis Hasa desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Sandro Kulenović. 1‑0 sobre o Genoa, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Os exames médicos acabam com o negócio de Luis Hasa
Estava tudo acordado com o Fiorentina, e então o médico falou. O Bari desistiu de uma contratação por conselho de alguém que nunca o viu jogar, que é exatamente como deve funcionar.
A proposta do Udinese por Michele Cerofolini foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Verba acordada, salário acordado, e o Sorrento à espera com uma camisola. No Bari ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Bari ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
$1.1M era o máximo que o clube pagaria, e o Genoa pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
O Bari perguntou e o Udinese disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Juventus fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Bari ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Gaetano Oristanio e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Leonardo Mendicino está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Bari ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Matías Calegari, e o treinador deixou.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Eduardas Jurjonas será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Bari as despedidas começaram em silêncio.
Gaetano Oristanio e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Bari sabem-no.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ylber Ramadani está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Thiago Mansilla tem a sua resposta do Bari; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Ismaël Doukouré assinar alguma coisa — um contrato no Bari ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Segue-se o Venezia, e há um homem no balneário do Bari que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Thomas Alberti está nela.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Eduardas Jurjonas será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Bari as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bari coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Leonardo Mendicino estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
8 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Segue-se o Palermo, e as duas equipas para que a divisão olha encontram-se. A quem ganhar dirão que nada está decidido no mesmo fôlego em que lhe dão os parabéns.
Um erro na defesa é um momento; um erro na baliza é um golo. Michele Cerofolini sabe-o, a bancada percebeu-o de imediato, e não havia mais ninguém atrás dele para o transformar noutra coisa.
Marash Kumbulla e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A porta ficou fechada muito depois do apito final. O que ali se disse é com eles; se resultou, decide-se no sábado.
O banco01/12/2031
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑2 Pietro Lombardi saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 53 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Juventus perdeu-o em tudo menos nos papéis.
A proposta do Lazio por Scott McTominay foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Juventus a ouviu como outra coisa.
As regras permitem-no e dói na mesma. Gabriel Repciuc acertou condições com o Bari para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Destiny Udogie está nela.