Uma média de 7.49 na época, com 25 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
64 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Raphael Veiga produziu-o, e o 8.58 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 6 golos entre o Club America e o Tigres, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Nota 8.47 — daquelas que um cronista aponta duas vezes para ter a certeza. Saiu-lhe tudo o que tentou, e o que não tentou não valia a pena.
Plantel22/02/2027
Palavras no treino do Club America sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alexis Gutiérrez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Em resumo
Notas dos jogadoresCarlos Álvarez em notas de excelência
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Club America podem fingir não ter ouvido.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Club America perdeu-o em tudo menos nos papéis.
A primeira derrota em 11 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Atlas; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
O Club America ofereceu $1.8M; o Tigres disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Derrota por 0‑1, e justa. O treinador foi curto nas palavras no final, o que provavelmente foi sensato.
Plantel08/02/2027
Alexis Gutiérrez desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O prémio de melhor jovem do mês vai para um jogador de 18 anos do Club America que pareceu um produto acabado durante quatro jornadas seguidas. As quatro seguintes é que decidem se é.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Club America coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Raphael Veiga produziu-o, e o 8.46 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Uma média de 7.42 na época, com 20 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
A série sem derrotas chega aos 9 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
A proposta seguiu esta semana para o Morelia, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Os papéis estão assinados: Pablo Lara chega do Pumas UNAM num negócio de $450.0K. Agora vem a parte difícil.
Plantel18/01/2027
Pablo Lara consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Pablo Lara acabou de assinar pelo Club America e, por uma vez, a resposta importava.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Santos Laguna fica com o seu homem, e o Club America volta a uma lista com um nome riscado.
A primeira derrota em 7 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Pachuca; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
Plantel18/01/2027
Palavras no treino do Club America sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Víctor Dávila está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
51 dias de fora para Diego Reyes depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Queretaro vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
18 golos e uma média de 7.20 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
O Club America pagou $330.0K e o Queretaro aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
60 dias de fora para Diego Reyes depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Queretaro vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Queretaro coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Guillermo Allison, e o treinador deixou.
A porta ficou fechada muito depois do apito final. O que ali se disse é com eles; se resultou, decide-se no sábado.
Plantel23/11/2026
Bernardo Parra desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
O banco23/11/2026
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑3 Santiago Romo saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Queretaro coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Carlos Villanueva estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Jhojan Julio. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 21 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Lucas Abascia estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 4‑0, Santiago Romo podia dar-se ao luxo de ser generoso.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Edison Gruezo, e o treinador deixou.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Jhojan Julio
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Diego Reyes esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Plantel19/10/2026
Palavras no treino do Queretaro sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Carlos Villanueva está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Foi preciso Jhojan Julio marcar para trazer alguma coisa para casa: 1‑1 com o Tijuana, e metade do balneário vai chamar-lhe um ponto ganho.
O banco19/10/2026
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Santiago Romo não o escondia depois do 1‑1, e no balneário do Queretaro também ninguém o escondia.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
Não se vê o fim da espera do Queretaro por uma vitória
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Queretaro tem de arrancar um resultado de algum lado.
Diego Reyes e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel28/09/2026
Carlos Villanueva desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Um 1‑1 com o Monterrey deixa o balneário entre o alívio e a frustração.
O banco28/09/2026
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Santiago Romo escolheu a versão do copo meio cheio do 1‑1; os adeptos saíram com a outra.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
Segue-se o Cruz Azul, e há um homem no balneário do Queretaro que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.