“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Colo-Colo, e não vai ser retirado.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Colo-Colo lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Colo-Colo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Matías Fernández, e o treinador deixou.
Continua sem haver proposta em cima da mesa, e o contrato de Brayan Cortés continua a encolher. Na língua dos gabinetes, um silêncio tão longo deixa de ser esquecimento e passa a ser resposta.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Erick Wiemberg sai dessa comparação dentro da equipa, e o Colo-Colo beneficiou de cada uma dessas tardes.
Plantel06/09/2027
Palavras no treino do Colo-Colo sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jonathan Villagra está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O banco06/09/2027
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Javier Méndez
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Verba acordada, salário acordado, e o Santiago Morning à espera com uma camisola. No Colo-Colo ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Colo-Colo podem fingir não ter ouvido.
A perseguição a Sebastián Arancibia terminou com $280.0K a mudar de mãos e o Universidad Catolica sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
A primeira derrota em 21 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Deportes Limache; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Colo-Colo falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Colo-Colo podem fingir não ter ouvido.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
O Colo-Colo perguntou e o Santiago Wanderers disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Iván Román esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.