43 dias de fora para Silvio Goričan depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O CSKA Sofia vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No CSKA Sofia ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Os salários ultrapassaram as receitas e a contabilidade começou a aparecer em reuniões a que antes mandava desculpas. Numa época destas, a ambição vem em segundo.
Plantel06/12/2032
Palavras no treino do CSKA Sofia sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Luís Mota está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Kwadwo Duah está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no CSKA Sofia falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.80 para o resto.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Lars Wolke será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no CSKA Sofia as despedidas começaram em silêncio.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Luke McNally esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os salários ultrapassaram as receitas e a contabilidade começou a aparecer em reuniões a que antes mandava desculpas. Numa época destas, a ambição vem em segundo.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e João Bezerra estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Em resumo
DireçãoOs salários levam 132% do que CSKA Sofia recebem
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que CSKA Sofia podem fingir não ter ouvido.
Direção06/09/2032
Fecha o mercado: 37 entradas, 34 saídas no CSKA Sofia
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 37, saíram 34, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no CSKA Sofia coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel06/09/2032
Noel Keresztes desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Direção06/09/2032
Em CSKA Sofia, 112% das receitas vão para salários
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Alejandro Pozo, e o treinador deixou.
O treinador reorganizou as ideias e Luka Škaričić saiu delas mais abaixo. Vão dizer-lhe que é temporário, e os jogadores que já ouviram isso antes vão desviar o olhar.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do CSKA Sofia está a esgotar-se.
Hugo Faria esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel24/05/2032
Palavras no treino do CSKA Sofia sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Luke McNally está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Noel Keresztes treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Yusuf Taiye apontou a data.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de CSKA Sofia ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Vojtěch Patrák será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no CSKA Sofia as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no CSKA Sofia coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel22/12/2031
Lars Wolke consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Lars Wolke acabou de assinar pelo CSKA Sofia e, por uma vez, a resposta importava.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Sebastian Madejski estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 2‑0, Georgi Aleksandrov podia dar-se ao luxo de ser generoso.
30 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Odd perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Lars Wolke será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Odd as despedidas começaram em silêncio.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 6 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Sondre Fosnæss Hanssen e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel05/05/2031
Brian Anunga consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Brian Anunga acabou de assinar pelo Odd e, por uma vez, a resposta importava.
3 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.