“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Hapoel Acre tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Roy Shedo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Bnei Yehuda as despedidas começaram em silêncio.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e André Leipold estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O Bnei Yehuda já telefonou ao Hapoel Tel Aviv. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Uma sondagem ao Maccabi Tel Aviv para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
Sacha Deighton e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel21/05/2035
Palavras no treino do Bnei Yehuda sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. André Leipold está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Faltam 4 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Bnei Yehuda pode pedir e sobe o salário que Osher Davida pode exigir.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Bnei Yehuda, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Itay Shechter será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Bnei Yehuda as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bnei Yehuda coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e André Leipold estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e André Leipold treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Bnei Yehuda, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Bnei Yehuda ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
André Leipold e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Bnei Yehuda ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Plantel02/04/2035
Palavras no treino do Bnei Yehuda sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Franko Siegler está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Bnei Yehuda, mais uma semana sem a assinatura de André Leipold.
Os salários ultrapassaram as receitas e a contabilidade começou a aparecer em reuniões a que antes mandava desculpas. Numa época destas, a ambição vem em segundo.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Roy Shedo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Bnei Yehuda as despedidas começaram em silêncio.
André Leipold esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel19/03/2035
Palavras no treino do Bnei Yehuda sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Franko Siegler está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Bnei Yehuda. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
O encolher de ombros desapareceu, a língua vai chegando, e discute nos treinos como alguém que conta estar aqui no próximo ano. Metade do valor de um reforço é isto, e nada disso aparece na verba.