«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Jaba Daraselia treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Plantel01/10/2040
Saba Kvilitaia tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Sapovnela dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Archil Kashia. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
26 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Sapovnela perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O painel já tinha subido, os protestos já tinham começado, e então a bola entrou ao minuto 94. O Guria vai rever cada segundo do tempo extra durante uma semana.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Sapovnela nada responderam, o que também é uma resposta.
Notas dos jogadores17/09/2040
Um golo de defesa dá a vitória ao Sapovnela — 7.30
1 para Jaba Kakabadze, avaliado com 7.30, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Tornike Kvaratskhelia será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Sapovnela as despedidas começaram em silêncio.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
40 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Sapovnela perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Archil Kashia e o Sapovnela acertam mais 4 anos.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Archil Ananidze tem a sua resposta do Sapovnela; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Belia
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 68 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Mikheil Tsitaishvili produziu-o, e o 8.39 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
A proposta do Guria por Temur Tsitaishvili foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Sapovnela podem fingir não ter ouvido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 75 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 9 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Belia, e o treinador deixou.
Irakli Mchedlidze lesiona os ligamentos do joelho — 103 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 103 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Já são 6 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Yegor Baranov e o Sapovnela acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Archil Kashia, e o treinador deixou.
Plantel02/07/2040
Saba Kvilitaia desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nenhum deles será visto por quem quer que seja fora do centro de treinos durante três anos, a maioria nunca jogará um jogo sénior, e um deles pode mudar o clube. É toda a proposta, e é por isso que as academias existem.
Irakli Mchedlidze lesiona os ligamentos do joelho — 110 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 110 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Shota Gvelesiani e o Sapovnela acertam mais 3 anos.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Irakli Mchedlidze lesiona os ligamentos do joelho — 117 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 117 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Avaliado com 7.74. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Sapovnela disse a Beka Tsitaishvili que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
19 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Sapovnela perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.83 aos 35, e ninguém no campo esteve melhor.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Sapovnela, e não vai ser retirado.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Belia. 2‑1 sobre o Shukura, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
54 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Sapovnela perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Sapovnela, e não vai ser retirado.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Fethi Kessassi e o Sapovnela acertam mais 2 anos.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Belia, e o treinador deixou.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Avtandil Kashia sai dessa comparação dentro da equipa, e o Sapovnela beneficiou de cada uma dessas tardes.
89 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Sapovnela perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Sapovnela podem fingir não ter ouvido.
Já são 6 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
110 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Sapovnela perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Notas dos jogadores12/03/2040
Avtandil Kashia, 21 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.60
Um 7.60 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Sapovnela, e não vai ser retirado.
Aos 21 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Há uma impotência muito própria em sofrer 2 vezes antes do minuto vinte. O Dinamo Batumi tentou reorganizar-se, o Sapovnela não deixou, e o resultado estava escrito muito antes de ser confirmado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Avtandil Kashia, e o treinador deixou.
117 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Sapovnela perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Sapovnela, e não vai ser retirado.
10 miúdos sobem, e algures no edifício as pessoas que os treinaram aos doze anos estão a ter, em silêncio, a melhor manhã do seu ano de trabalho. Nada disto aparece num resultado, e é para isto que a formação existe.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Kristoffer Bygland e o Sapovnela acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Dato Okriashvili está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Temur Mikautadze está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Kakha Kiteishvili é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Abdollah Esmaeili, e o treinador deixou.
Em resumo
DireçãoUma promessa que a direção de Sapovnela não cumpriu
42 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Sapovnela perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Sapovnela falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Sapovnela podem fingir não ter ouvido.
49 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Sapovnela perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Nika Tsitaishvili, e o treinador deixou.
Em resumo
PlantelArchil Ananidze tornou-se um homem de confiança do treinador
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 28 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Shota Daraselia tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Belia, e o treinador deixou.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Shota Daraselia. 1‑0 sobre o Shukura, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Dribles concretizados: 14. Cada vez que recebia, alguém tinha de decidir, e todas as vezes a decisão foi a errada.
Plantel26/09/2039
Jaba Kakabadze tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Sapovnela dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
O desenho queria outro perfil frente a este adversário, o que é uma resposta futebolística a sério e nenhum consolo para o visado. Não fez nada de errado e não jogou.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Sapovnela sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 49 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Sapovnela, e não vai ser retirado.
O negócio que levaria Temur Tsitaishvili para o Merani caiu na fase final e ele reapresenta-se no Sapovnela com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
Jogo03/09/2039
Não se vê o fim da espera do Sapovnela por uma vitória
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Sapovnela tem de arrancar um resultado de algum lado.
4 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Sapovnela falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Plantel20/06/2039
Saba Kakabadze lesiona os ligamentos do joelho — 90 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 90 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Bachana Chakvetadze e o Sapovnela acertam mais 3 anos.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Sapovnela falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Plantel06/06/2039
Saba Kakabadze lesiona os ligamentos do joelho — 104 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 104 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Sapovnela nada responderam, o que também é uma resposta.
Notas dos jogadores06/06/2039
Saba Kvilitaia, 21 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.66
Um 7.66 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Aos 21 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Sapovnela falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Plantel30/05/2039
Saba Kakabadze lesiona os ligamentos do joelho — 111 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 111 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Sapovnela podem fingir não ter ouvido.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.94 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 22 anos que sente como seu. Jaba Daraselia tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Sapovnela falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Plantel23/05/2039
Saba Kakabadze lesiona os ligamentos do joelho — 118 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 118 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Sapovnela podem fingir não ter ouvido.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Otar Gagnidze e o Sapovnela acertam mais 2 anos.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 20 anos que sente como seu. Avtandil Kashia tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
19 ações defensivas e uma baliza a zero no fim delas. A tarde de um defesa só se pode contar pelo que não aconteceu, e é por isso que ninguém faz um resumo com ela e qualquer treinador da divisão a assinava.
Alguns jogos decidem-se num instante; este decidiu-se num homem. 7.57 na ficha, e os adeptos do Sapovnela saíram a repetir um nome.
Plantel04/04/2039
Palavras no treino do Sapovnela sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Khvicha Ananidze está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. Saba Kvilitaia está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Sapovnela podem fingir não ter ouvido.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 15 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.