O aperto de mão com o Cardiff City está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 0, saíram 3, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Reading ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
9 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 22 anos que sente como seu. Joshua Murray tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Alex Henderson. 2‑0 sobre o Newport County, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Em resumo
Notas dos jogadoresAlex Henderson em notas de excelência
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Luke Hawkins produziu-o, e o 8.47 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Reading já se começa a dizer o nome dele no passado.
O Reading e o Middlesbrough acertaram em $260.0K. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
A proposta seguiu esta semana para o Manchester City, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Estava tudo acordado com o AZ, e então o médico falou. O Reading desistiu de uma contratação por conselho de alguém que nunca o viu jogar, que é exatamente como deve funcionar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Reading ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Jogo29/12/2035
Não se vê o fim da espera do Reading por uma vitória
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Reading tem de arrancar um resultado de algum lado.
Não há pior forma de perder um futebolista. Oliver Mayer pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
A série sem derrotas chega aos 6 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Um médio mede-se por saber se a equipa funciona quando ele está em campo, algo quase impossível de ver e completamente óbvio em retrospetiva. 11 ações, 6.81, e um treinador que não o vai substituir tão cedo.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Andrea Lannunziata está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Benjamin Hughes depois do empate por 1‑1, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
O mais difícil de ter 19 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Michael Ward não precisou: 7.61, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Plantel12/11/2035
Luqman Aideed desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Benjamin Morgan e o Reading acertam mais 4 anos.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 1‑0, Benjamin Hughes podia dar-se ao luxo de ser generoso.
Em resumo
O bancoRoope Paunio pede uma conversa com o treinador
60 dias de fora para Luqman Aideed depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Reading vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Verba acordada, salário acordado, e o Burton Albion à espera com uma camisola. No Reading ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O Reading ofereceu $1.1M; o Chelsea disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Estava tudo acordado até deixar de estar, e Oliver Mayer regressa a Reading com um verão para esquecer. Nenhum dos clubes diz quem se levantou da mesa.
O Reading perguntou e o Liverpool disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 67 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Reading perdeu-o em tudo menos nos papéis.
O Reading ofereceu $3.6M; o Sheffield United disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
A proposta do Colchester United por Luke Hawkins foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Stoke City fica com o seu homem, e o Reading volta a uma lista com um nome riscado.
Minuto 86, frente ao AFC Wimbledon, e um golo que soube a vitória a toda a gente que ficou. Foi um empate. Ninguém à saída do estádio o vai descrever assim.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 89 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Reading, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Riccardo Conte será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Reading as despedidas começaram em silêncio.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 125 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
O Reading ofereceu $7.8M; o Liverpool disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
A proposta do Plymouth Argyle por Oliver Mayer foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Reading perguntou e o Manchester City disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O Reading já telefonou ao Brighton. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Assinaram hoje, ninguém os vai ver durante anos, e um deles pode um dia ser a razão de o clube existir. É este todo o argumento a favor de uma formação, e é um bom argumento.
132 dias de fora para Luqman Aideed depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Reading vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Reading já se começa a dizer o nome dele no passado.
O Reading ofereceu $2.0M; o Aston Villa disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
A proposta seguiu esta semana para o Newcastle United, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O Reading perguntou e o Stoke City disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O nome de Oliver Mayer apareceu em conversas de que o Reading não fez parte. Nada formal, nada assinado — mas também nada de acidental.
Plantel25/06/2035
Jacob Jones sofre uma lesão muscular — 16 dias de fora
A lesão que volta sempre, de que se regressa sempre à pressa e que em silêncio custa mais carreiras do que as dramáticas. 16 dias é a estimativa; o número honesto depende de haver paciência.
O Reading já telefonou ao Brentford. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Reading, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Riccardo Conte será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Reading as despedidas começaram em silêncio.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Manchester City fica com o seu homem, e o Reading volta a uma lista com um nome riscado.
O Reading ofereceu $330.0K; o Derby County disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Reading, mais uma semana sem a assinatura de Luqman Aideed.
O Reading já telefonou ao Grimsby Town. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
0‑3 para o Peterborough United, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Reading, e não vai ser retirado.
Não há pior forma de perder um futebolista. Daniel Collins pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Mercado12/02/2035
Tão perto: a transferência de Oliver Mayer morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Shrewsbury Town seguiu em frente, Oliver Mayer apresenta-se de volta no Reading, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
Um negócio que à hora de almoço estava a um telefonema de fechar estava morto à meia-noite. O Reading vai tentar outra vez quando o mercado abrir; nessa altura o Swansea City pode já não estar a vender.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 6 golos entre o Reading e o Portsmouth, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Riccardo Conte será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Reading as despedidas começaram em silêncio.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Joshua Murray e o Reading acertam mais 4 anos.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑1, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Avaliado com 7.60. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
O banco25/12/2034
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Luqman Aideed
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Reading ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
As regras permitem-no e dói na mesma. Guillaume Meunier acertou condições com o Huddersfield Town para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Lewis Wing, e o treinador deixou.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Reading, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Reading foi explícito quanto à situação de Oliver Mayer, o que é mais do que muitos recebem.
O banco20/11/2034
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Michael Kelly
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Saviola Simons. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
O banco20/11/2034
Robert Walton tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Reading dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.