Já são 32 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
18 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Vitória por 4‑1 sobre o Utenis, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
11 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Zalgiris ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Jan Krajnc esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Moritz Göttlicher, e o treinador deixou.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Zalgiris vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Zalgiris já se começa a dizer o nome dele no passado.
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Stumbras seguiu em frente, Precious Ezechukwuma apresenta-se de volta no Zalgiris, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
Moritz Göttlicher esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel11/02/2036
Kamil Głogowski desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Faz aos sábados coisas a que ninguém à sua volta consegue responder: durante uma temporada é lisonjeiro e depois é um problema. O Zalgiris não o segura a fingir o contrário.
25 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Zalgiris perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Zalgiris já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Sekouba Keita não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Zalgiris ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Moritz Göttlicher e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel21/01/2036
Palavras no treino do Zalgiris sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Kamil Głogowski está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Plantel21/01/2036
No Zalgiris ainda são estranhos uns para os outros
9 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
32 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Zalgiris perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Zalgiris falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Zalgiris perdeu-o em tudo menos nos papéis.
A proposta do Siauliai por Isaac Gordon foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Kamil Głogowski estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Olivier Dumont esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 17 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Plantel07/01/2036
Tyree Griffiths lesiona os ligamentos do joelho — 39 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 39 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Zalgiris perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Zalgiris, e não vai ser retirado.
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o Zalgiris beneficiou disso.
O negócio que levaria Precious Ezechukwuma para o Utenis caiu na fase final e ele reapresenta-se no Zalgiris com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
Kamil Głogowski esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
136 dias de fora para Alin Techereş depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Zalgiris vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Gabin Blancquart está a viver essa versão no Zalgiris, e costuma notar-se no primeiro mês.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Bryan Teixeira será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Zalgiris as despedidas começaram em silêncio.
O negócio que levaria Precious Ezechukwuma para o Stumbras caiu na fase final e ele reapresenta-se no Zalgiris com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
Quentin Braat e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Rapid Wien fica com o seu homem, e o Zalgiris volta a uma lista com um nome riscado.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
143 dias de fora para Alin Techereş depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Zalgiris vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Zalgiris já se começa a dizer o nome dele no passado.
A proposta do Siauliai por Murodzhon Khalmatov foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Zalgiris podem fingir não ter ouvido.
Direção03/09/2035
O Zalgiris fecha o mercado com um plantel feito por si
27 entradas e 37 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Moritz Göttlicher acabou de assinar pelo Zalgiris e, por uma vez, a resposta importava.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Zalgiris perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Precious Ezechukwuma será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Zalgiris as despedidas começaram em silêncio.
O Zalgiris perguntou e o Ludogorets disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Plantel27/08/2035
Lazar Mališ desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Verba acordada, salário acordado, e o Siauliai à espera com uma camisola. No Zalgiris ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Zalgiris, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Mikayel Mirzoyan será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Zalgiris as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Zalgiris coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Mais um nome na lista: o Stumbras fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Precious Ezechukwuma. A resposta do Zalgiris não mudou — para já.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Lazar Mališ estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Zalgiris perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Zalgiris fez a parte difícil com o Ludogorets, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Plantel06/08/2035
Palavras no treino do Zalgiris sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Šimon Faško está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Zalgiris perguntou e o Ludogorets disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Toda a gente deixou de fingir: o Kauno Zalgiris vai fazer a chamada por Filip Mielke esta semana. O Zalgiris tem um número em mente, e o número não é tímido.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Zalgiris sabem-no.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Zalgiris perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Dois golos e um 8.57 a acompanhar. Os avançados são julgados por tardes como esta e recordados por muito menos delas do que se imagina.
Jogo25/07/2035
O Zalgiris torna a sua casa um sítio difícil de visitar
13 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
A proposta do Kauno Zalgiris por Finley Woodham foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Zalgiris ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Jogo25/07/2035
Ninguém quer jogar contra o Zalgiris neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Zalgiris perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Bryan Teixeira será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Zalgiris as despedidas começaram em silêncio.
Quentin Braat e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Luken Moreno, e o treinador deixou.
Acontece a todos e continua a ser o parágrafo mais difícil que um jornal local tem de escrever. 34 anos, 3 pontos abaixo do que era, e um corpo que começou a cobrar juros sobre uma carreira.
Em resumo
PlantelSuleiman Idris desentende-se com um colega por causa das exigências
Alvos de mercadoUm empréstimo de George Graham está em marcha
PlantelNo Zalgiris ainda são estranhos uns para os outros
38 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
Verba acordada, salário acordado, e o Suduva à espera com uma camisola. No Zalgiris ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Zalgiris, e não vai ser retirado.
Quentin Braat esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Luken Moreno estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Zalgiris perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Zalgiris, e não vai ser retirado.
Aos 33 anos, 3 pontos abaixo de onde esteve, e um corpo que começou a cobrar juros. Acontece a todos, e continua a ser o parágrafo mais difícil desta página.
O Zalgiris perguntou e o Crvena Zvezda disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Samuele Regazzetti esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O interesse é real o suficiente para ter chegado aos jornais. O Zalgiris nada diz, o que em pleno mercado também é uma resposta.
Plantel25/06/2035
Palavras no treino do Zalgiris sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Suleiman Idris está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Lazar Mališ, e o treinador deixou.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Zalgiris, e não vai ser retirado.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Šimon Faško marcou, foi avaliado com 7.95 e voltou antes de alguém dar pela falta.
Quentin Braat esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Zalgiris perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Mikayel Mirzoyan será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Zalgiris as despedidas começaram em silêncio.
Samuele Regazzetti e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Raków Częstochowa fica com o seu homem, e o Zalgiris volta a uma lista com um nome riscado.
Plantel29/01/2035
Palavras no treino do Zalgiris sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Marcel Moswitzer está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Toda a gente no Zalgiris viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 34 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Mathias Abdou, e o treinador deixou.
26 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Zalgiris perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
35 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Zalgiris perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Zalgiris coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Matteo Baldi estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Zalgiris, mais uma semana sem a assinatura de Rafał Mamla.
Uma sondagem ao Ludogorets para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
Em resumo
Alvos de mercadoUm empréstimo de Luka Kušić está em marcha
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 64 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Zalgiris podem fingir não ter ouvido.
Direção04/09/2034
O Zalgiris fecha o mercado com um plantel feito por si
31 entradas e 21 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Mikayel Mirzoyan será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Zalgiris as despedidas começaram em silêncio.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Lorenzo Mezzotero acabou de assinar pelo Zalgiris e, por uma vez, a resposta importava.
Não há pior forma de perder um futebolista. Rune Spinnoy pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Precious Ezechukwuma e o Zalgiris acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Marcel Moswitzer esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
1.º lugar com 35 pontos. Todas as épocas são uma história e esta é a última linha dela, e agora o clube tem três meses para decidir de que fala a próxima.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Zalgiris já se começa a dizer o nome dele no passado.
Jogo10/06/2034
Ninguém quer jogar contra o Zalgiris neste momento
5 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.94 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.