Não há pior forma de perder um futebolista. Martín Naser pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Juventud coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Isto não é rotação. Mladen Blažević está fora dos planos do treinador há algum tempo, e ninguém no Juventud finge o contrário.
Plantel11/08/2036
Palavras no treino do Juventud sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Santiago López está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
0‑1 para o Danubio, e nenhuma queixa que valha a pena imprimir. A exibição não pediu mais do que aquilo que recebeu.
O banco11/08/2036
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Fernando Godoy a uma sala que já as tinha ouvido.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Mladen Blažević tem a sua resposta do Juventud; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Martín Naser será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Juventud as despedidas começaram em silêncio.
Andrés Muñoz esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Luciano Gómez acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Juventud substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Santiago López estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ramiro Peralta, e o treinador deixou.
O Juventud perguntou e o Penarol disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Juventud, mais uma semana sem a assinatura de Santiago López.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $167.0K do que o Juventud pagou por Nahuel Soria é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Juventud vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Juventud sabem-no.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Emiliano Araujo e o Juventud acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Juventud, mais uma semana sem a assinatura de Andrés Muñoz.
O aperto de mão com o Nacional está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Ciro Rivas esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
17 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Juventud perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 8 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Juventud, e não vai ser retirado.
O Juventud perguntou e o River Plate disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Ciro Rivas esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Santiago López lesiona os ligamentos do joelho — 25 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 25 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Juventud coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Juventud perguntou e o Brown de Adrogué disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Máximo Lorenzi, e o treinador deixou.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Juventud foi explícito quanto à situação de Deiber Vásquez, o que é mais do que muitos recebem.
47 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Juventud perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O Deportivo Maldonado está fora e o Juventud segue em frente, com um 3‑1 como palavra final. O quadro abre-se um pouco, e toda a gente se permite espreitá-lo.
Há exatamente uma destas por carreira e normalmente não corre assim. 0 no marcador, 7.62 ao lado do nome e uma bancada que nunca o tinha visto a cantá-lo no final.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Silas Kyeremeh marcou, foi avaliado com 7.92 e voltou antes de alguém dar pela falta.
Rodrigo Chagas e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
54 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Juventud perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Juventud ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Ciro Rivas e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Rodrigo Chagas está nela.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Facundo Domínguez, e o treinador deixou.
Santiago López lesiona os ligamentos do joelho — 69 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 69 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
O Central Espanol vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Eliseo San Martín pré-acordou a mudança para o Juventud, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
Ciro Rivas esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Uriel Monzón. 2‑0 sobre o Liverpool Montevideo, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
5 jogos sem vencer é o tipo de série que muda a forma como uma cidade fala do seu clube, e o Liverpool Montevideo foi a tarde em que parou. Um resultado não resolve nada, e um resultado faz tudo parecer diferente.
85 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Juventud perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Martín Naser será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Juventud as despedidas começaram em silêncio.
Jogo05/04/2036
Não se vê o fim da espera do Juventud por uma vitória
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Juventud tem de arrancar um resultado de algum lado.
Bruno Larregui e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Miguel Rivera e o Juventud acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Rodrigo Chagas está nela.
Santiago López lesiona os ligamentos do joelho — 93 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 93 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 14 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Juventud ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Juventud coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Martín Naser tem a sua resposta do Juventud; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Ramiro Peralta está nela.
115 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Juventud perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Juventud falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Martín Naser será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Juventud as despedidas começaram em silêncio.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑1, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Rodrigo Chagas está nela.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Facundo Domínguez, e o treinador deixou.
Em resumo
Notas dos jogadoresRamiro Peralta passa por eles um de cada vez
64 dias de fora para Deiber Vásquez depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Juventud vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Juventud, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Martín Naser será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Juventud as despedidas começaram em silêncio.
Rodrigo Chagas esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Direção11/02/2036
6 jogadores da formação recebem número de equipa principal no Juventud
A manhã em que o percurso deixa de ser um folheto e passa a ser uma ficha de jogo. A maioria não estará cá daqui a três anos; todos já fizeram a parte difícil, que era chegar a hoje.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Agustin Aguirre é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
A formação existe exatamente para esta manhã. Rodrigo Gomez passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Plantel11/02/2036
Santiago López desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ciro Rivas, e o treinador deixou.
Em resumo
O bancoRodrigo Chagas tornou-se um homem de confiança do treinador
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Juventud coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel28/01/2036
Santiago López desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Martín Naser, e o treinador deixou.
O banco28/01/2036
Ramiro Peralta tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Juventud dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Nicolás Castillo apontou a data.
15 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Juventud perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Juventud, e não vai ser retirado.
José Río esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Plantel21/01/2036
Palavras no treino do Juventud sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Santiago López está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Juventud sabem-no.
23 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Juventud perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Martín Naser será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Juventud as despedidas começaram em silêncio.
Não há pior forma de perder um futebolista. Adriano Galleguillos pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
O Juventud perguntou e o Boca Juniors disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Máximo Lorenzi estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Rodrigo Chagas está nela.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Juventud, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Rodrigo Chagas lesiona os ligamentos do joelho — 38 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 38 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Verba acordada, salário acordado, e o Huracan del Paso à espera com uma camisola. No Juventud ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Juventud ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Juventud coisas que levam mais de uma semana a retirar.
$18.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Racing pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
45 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Juventud perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Nacional ninguém diz, e no Juventud ninguém gosta de estar a adivinhar.
Rodrigo Chagas e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O Juventud perguntou e o Penarol disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Uriel Monzón, e o treinador deixou.
Em resumo
PlantelMáximo Lorenzi desentende-se com um colega por causa das exigências
81 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Juventud perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
José Río e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel19/11/2035
Palavras no treino do Juventud sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Santiago López está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Ramiro Peralta está nela.
89 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Juventud perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
1‑0 frente ao Cesar Vallejo, e uma exibição que será descrita durante o resto da época a quem não esteve lá. Bruno Larregui está no centro dessa descrição.
Posição 2, 62 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.82 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
José Río e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Vejo todos os jogos do Juventud daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Deutscher FK segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Um jogador que contava ser titular assistiu de fora. O treinador vai chamar-lhe uma decisão pela equipa; Martín Naser chama-lhe outra coisa em privado.
Rodrigo Chagas lesiona os ligamentos do joelho — 111 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 111 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Plantel22/10/2035
Santiago López desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A lesão que volta sempre, de que se regressa sempre à pressa e que em silêncio custa mais carreiras do que as dramáticas. 15 dias é a estimativa; o número honesto depende de haver paciência.
“Vejo todos os jogos do Juventud daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Lito segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
O banco22/10/2035
Ramiro Peralta tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Juventud dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Rodrigo Chagas lesiona os ligamentos do joelho — 118 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 118 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Posição 2, 62 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Juventud coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Santiago López estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Martín Naser, e o treinador deixou.
O banco15/10/2035
Uriel Monzón tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Juventud dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Bruno Larregui. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
125 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Juventud perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
2‑2 frente ao Independiente, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.82 para o resto.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Juventud coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Facundo Domínguez, e o treinador deixou.
O banco08/10/2035
Bruno Larregui tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Juventud dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Em resumo
O bancoNão há lugar para Martín Naser no jogo grande
Não há pior forma de perder um futebolista. Joel Abregu pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Juventud coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel10/09/2035
Palavras no treino do Juventud sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Santiago López está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Facundo Domínguez, e o treinador deixou.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Bruno Larregui está nela.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Bruno Larregui. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Ninguém quer jogar contra o Juventud neste momento
6 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Jogo11/08/2035
Mais uma trazida de fora
5 seguidas na estrada para o Juventud. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
José Río e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Santiago López estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O golo que pôs o Defensor Sporting na frente ainda passava nos ecrãs do corredor quando o Juventud empatou, 1 minutos depois. Uma vantagem vale o que se fizer com ela.
25 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Juventud perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Posição 2, 48 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
O aperto de mão com o Miramar Misiones está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Jogo21/07/2035
O Juventud torna a sua casa um sítio difícil de visitar
12 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
7.93, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Direção23/07/2035
O Juventud fecha o mercado com um plantel feito por si
3 entradas e 9 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
29 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Juventud perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Nahuel Soria agarrou este contra o Durazno. 4‑1 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Juventud.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Emiliano del Pino produziu-o, e o 8.83 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Já são 7 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Santiago López estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Tem 22 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Juventud ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Rodrigo Chagas e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Juventud. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Os números não ficam em segredo num vestiário e nunca ficaram. Não pede mais do que vale: pergunta por que o do lado vale mais, e no Juventud essa pergunta é mais difícil de responder.