Million Manhoef e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Matheus Cunha está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jefinho, e o treinador deixou.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Athletico Paranaense, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Athletico Paranaense, mais uma semana sem a assinatura de Alex Rojas.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Athletico Paranaense podem fingir não ter ouvido.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Athletico Paranaense ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel07/04/2036
Rodrigo Atencio desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Million Manhoef esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jonathan Lovera, e o treinador deixou.
Em resumo
O bancoO treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Baiano
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Rodrigo Atencio está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Athletico Paranaense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Athletico Paranaense, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Athletico Paranaense sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
O banco31/03/2036
Caio Cruz tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Athletico Paranaense dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
84 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Rodrigo Atencio estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Toda a gente no Athletico Paranaense viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 35 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
Harold Tenorio esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Em resumo
MercadoContinua sem haver assinatura de Matheus Cunha
26 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Athletico Paranaense perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Heittor será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Athletico Paranaense as despedidas começaram em silêncio.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Athletico Paranaense, e não vai ser retirado.
Rodrigo Atencio esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Athletico Paranaense lida com um homem que quer outro país.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Athletico Paranaense, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Harold Tenorio, e o treinador deixou.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 40 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
84 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Athletico Paranaense vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Alex Guimarães será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Athletico Paranaense as despedidas começaram em silêncio.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Rodrigo Atencio estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Million Manhoef e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 47 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Athletico Paranaense falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Rodrigo Atencio será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Athletico Paranaense as despedidas começaram em silêncio.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
As regras permitem-no e dói na mesma. Rodrigo Atencio acertou condições com o Ceará para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Million Manhoef esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel11/02/2036
Matheus Cunha desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O banco11/02/2036
Matheus Cunha tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Athletico Paranaense dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
61 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Athletico Paranaense perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Heittor será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Athletico Paranaense as despedidas começaram em silêncio.
Não há pior forma de perder um futebolista. Pyetro pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Plantel28/01/2036
Matheus Cunha desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Joaquín Giudice e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
75 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Athletico Paranaense perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Athletico Paranaense pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Athletico Paranaense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Rodrigo Atencio, e o treinador deixou.
Plantel14/01/2036
Lukas Zuccarello desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Otávio tem a sua resposta do Athletico Paranaense; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 89 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Verba acordada, salário acordado, e o Fluminense à espera com uma camisola. No Athletico Paranaense ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Athletico Paranaense, e não vai ser retirado.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Athletico Paranaense pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Isto não é profundidade de plantel e ninguém finge que seja. Pagaram-se $1.3M porque Wesley Lima é simplesmente melhor do que o que já cá estava, e o clube decidiu deixar de esperar.
O Athletico Paranaense foi ao Goiás com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
O Athletico Paranaense perguntou e o Amazonas disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
25 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Athletico Paranaense perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Athletico Paranaense podem fingir não ter ouvido.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Athletico Paranaense já se começa a dizer o nome dele no passado.
Isto não é profundidade de plantel e ninguém finge que seja. Pagaram-se $4.0M porque Dudu é simplesmente melhor do que o que já cá estava, e o clube decidiu deixar de esperar.
Million Manhoef esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Matheus Cunha está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Gabriel Schemes acabou de assinar pelo Athletico Paranaense e, por uma vez, a resposta importava.
Dudu era o nome em todos os programas de rádio, e o clube foi buscá-lo por $4.0M. Durante uma semana a direção não faz nada de errado, e é uma semana que a maioria das direções nunca tem.
Jefinho lesiona os ligamentos do joelho — 32 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 32 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
O último jogo do campeonato está jogado e a tabela parou de mexer: 84 pontos. O verão começa na segunda-feira, e com ele a discussão sobre o que tudo isto quis dizer.
A proposta do Juventude por Lukas Zuccarello foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Noventa minutos de muito pouco e depois tudo de uma vez. O golo chegou aos 86, e o Botafogo-PB passou o resto do jogo a reclamar com o árbitro em vez de perseguir a bola.
Os contabilistas vão chamar-lhe bom negócio e terão razão, o que não é o assunto de ninguém fora da administração. Kaique Kenji era uma das razões por que as pessoas vinham, e $5.1M não substitui isso sozinho.
Notas dos jogadores10/12/2035
Alex Guimarães, 19 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.77
Um 7.77 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 19. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
$3.1M em cima da mesa do América de Natal. O treinador queria-o, a direção acertou um número, e as únicas vozes que faltam ouvir são as do outro clube.
39 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Athletico Paranaense perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Athletico Paranaense, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Athletico Paranaense ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Mais um nome na lista: o Goiás fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Kaique Kenji. A resposta do Athletico Paranaense não mudou — para já.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.03 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
A proposta do Huracán por Joaquín Giudice foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
67 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Athletico Paranaense perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
20 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Athletico Paranaense, e não vai ser retirado.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Athletico Paranaense pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Athletico Paranaense ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.24 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.98 para o resto.
Jefinho lesiona os ligamentos do joelho — 95 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 95 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Athletico Paranaense, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Dantas será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Athletico Paranaense as despedidas começaram em silêncio.
Rodrigo Atencio e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Matheus Cunha está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Acontece a todos e continua a ser o parágrafo mais difícil que um jornal local tem de escrever. 36 anos, 3 pontos abaixo do que era, e um corpo que começou a cobrar juros sobre uma carreira.
34 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Athletico Paranaense perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Heittor tinha feito a sua parte na construção de um colchão de 2 golos. O que veio depois foi coletivo, e ao Operário Ferroviário deixaram voltar a um jogo que estava arrumado.
Posição 2, 60 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Heittor produziu-o, e o 8.68 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
7.30, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 10 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Athletico Paranaense ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Kaique Kenji esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
37 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Athletico Paranaense perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Éder Fernandes agarrou este contra o Grêmio. 3‑2 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Athletico Paranaense.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Athletico Paranaense podem fingir não ter ouvido.
O painel já tinha subido, os protestos já tinham começado, e então a bola entrou ao minuto 120. O Grêmio vai rever cada segundo do tempo extra durante uma semana.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Athletico Paranaense ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 7 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Jonathan Lovera agiu, no Athletico Paranaense, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
O Avaí vai querer esquecer isto depressa: 4‑1, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Athletico Paranaense foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Athletico Paranaense podem fingir não ter ouvido.
15 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Athletico Paranaense a ouviu como outra coisa.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Athletico Paranaense podem fingir não ter ouvido.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Lukas Zuccarello será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Athletico Paranaense as despedidas começaram em silêncio.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Kaique Kenji e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel06/08/2035
Rodrigo Atencio desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Um negócio que à hora de almoço estava a um telefonema de fechar estava morto à meia-noite. O Athletico Paranaense vai tentar outra vez quando o mercado abrir; nessa altura o Bahia pode já não estar a vender.
Toda a gente o viu antes de alguém o dizer. Aos 36 anos, os números dizem 3 pontos abaixo do que foi, e a pergunta para o Athletico Paranaense é como lidar com um homem a quem deve muito.
2 golos de vantagem e depois uma rendição lenta de tudo o que fora ganho. Heittor não será o apontado, mas ninguém no Athletico Paranaense escapa à conversa que se segue a um colapso destes.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 25 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Verba acordada, salário acordado, e o Retrô à espera com uma camisola. No Athletico Paranaense ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $49.7K do que o Athletico Paranaense pagou por Hugo Martins é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Athletico Paranaense ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Athletico Paranaense, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Lukas Zuccarello será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Athletico Paranaense as despedidas começaram em silêncio.
Kaique Kenji esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
30 dias, diz o exame, e os exames são mais simpáticos do que a realidade. Os jogos desse período acabaram de passar a ser trabalho de outro.
Plantel28/05/2035
Bahia desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Dribles concretizados: 20. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Heittor. 2‑0 sobre o Athletic Club, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
79 dias de fora para Hayen Palacios depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Athletico Paranaense vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
O comunicado da direção tinha três frases e uma delas mencionava resultados. Interim Coach treina há tempo suficiente para traduzir: ganhar depressa, ou o próximo comunicado será mais curto.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Athletico Paranaense ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Gui Amorim e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Dudu e o Athletico Paranaense acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Plantel05/02/2035
Bahia desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não acontece nada durante meses e depois ele simplesmente chega, a custo zero, tendo assinado um pré-contrato enquanto ainda jogava por outro. É a forma menos dramática de contratar um futebolista e muitas vezes a mais esperta.
Agora é aritmética, e a aritmética está feita. Um verão de perguntas difíceis começa mais cedo no Athletico Paranaense, e o calendário da próxima época lê-se de outra maneira.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Athletico Paranaense falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
35 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Athletico Paranaense perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Athletico Paranaense ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Athletico Paranaense, e não vai ser retirado.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Athletico Paranaense ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Athletico Paranaense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Rhichey acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Athletico Paranaense substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Athletico Paranaense já se começa a dizer o nome dele no passado.
19 golos em 29 jogos no Brasil de Pelotas — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Athletico Paranaense alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Corinthians fica com o seu homem, e o Athletico Paranaense volta a uma lista com um nome riscado.
O Botafogo pagou $530.0K e o Athletico Paranaense aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
Plantel25/12/2034
Bahia desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Heittor, e o treinador deixou.
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Athletico Paranaense tem de arrancar um resultado de algum lado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Athletico Paranaense coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel13/11/2034
Bahia desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Toda a gente o viu antes de alguém o dizer. Aos 35 anos, os números dizem 3 pontos abaixo do que foi, e a pergunta para o Athletico Paranaense é como lidar com um homem a quem deve muito.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Athletico Paranaense ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Jogo11/11/2034
Dois pontos saem do estádio pelo próprio pé
Empate aos 93 minutos, depois de uma tarde que o Athletico Paranaense tinha praticamente arrumada. O Fluminense vai chamar-lhe um ponto ganho; o balneário da casa vai chamar-lhe dois oferecidos, e ambos têm razão.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 12 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Athletico Paranaense falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Athletico Paranaense podem fingir não ter ouvido.
Kaique Kenji esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Matheus Cunha estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Athletico Paranaense podem fingir não ter ouvido.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Iago Machado será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Athletico Paranaense as despedidas começaram em silêncio.
7.88, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Kaique Kenji esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Caio Cruz está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Athletico Paranaense nada responderam, o que também é uma resposta.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Athletico Paranaense, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Felipe Cardoso será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Athletico Paranaense as despedidas começaram em silêncio.
Gui Amorim esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Matheus Cunha estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Disseram uma coisa a Kaique Kenji e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Athletico Paranaense vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Athletico Paranaense podem fingir não ter ouvido.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Athletico Paranaense ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Kaique Kenji e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Lukas Zuccarello, e o treinador deixou.
Plantel14/08/2034
Caio Cruz desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Dribles concretizados: 18. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Athletico Paranaense falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $304.2K do que o Athletico Paranaense pagou por Wanyson é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Athletico Paranaense, e não vai ser retirado.
Saiu miúdo e regressa a saber ainda onde fica a bancada dos visitantes. A maioria dos reforços tem de ser explicada à cidade; a este bastou uma fotografia.
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 8, saíram 18, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 61 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Athletico Paranaense perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 8 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Athletico Paranaense podem fingir não ter ouvido.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $350.0K do que o Athletico Paranaense pagou por Alegria é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Felipe Cardoso será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Athletico Paranaense as despedidas começaram em silêncio.
A camisola ainda lhe serve. Wesley Natã está de volta ao Santos, e metade do estádio ainda o lembra com estas cores. Há contratações que é preciso vender à cidade; esta vendeu-se sozinha.
44 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
Verba acordada, salário acordado, e o Athletico Paranaense à espera com uma camisola. No Santos ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Pedrinho produziu-o, e o 8.41 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
O aperto de mão com o Grêmio está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Já são 11 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
A proposta do Beroe por Raykkonen foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Rwan Cruz esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Pedrinho estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 5 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Heittor, e o treinador deixou.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que William Gomes está nela.
O banco29/05/2034
o treinador responde por isto
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑1, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.