0‑5 para o Sardarapat, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Dribles concretizados: 20. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Yevhen Tsymbaliuk esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Alexandr Mishiev, e o treinador deixou.
1 erro, um golo e uma noite à frente dos mesmos três segundos. Vai vê-lo hoje, amanhã e provavelmente em fevereiro, e quem já jogou sabe em que fotograma ele para.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 10 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 7 golos entre o Urartu-2 e o Pyunik-2, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Urartu-2 coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Artur Melikyan e o Urartu-2 acertam mais 3 anos.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Artur Melikyan está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
0‑3 para o Mika, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Dribles concretizados: 25. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jean Maicol, e o treinador deixou.
Faltam 5 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Urartu-2 pode pedir e sobe o salário que Jean Maicol pode exigir.
«Se nos vão ganhar, que não seja porque alguém aqui não se quis chatear.» Levantou-se e disse-o à frente de todos, e isso é algo que um grupo recorda de um homem durante anos.
A coisa menos glamorosa que um reforço estrangeiro faz e a que decide a maioria deles. Um jogador que percebe o grito que vem atrás dele é outro futebolista diferente daquele que não percebe.
Noventa minutos de muito pouco e depois tudo de uma vez. O golo chegou aos 88, e o Noah-2 passou o resto do jogo a reclamar com o árbitro em vez de perseguir a bola.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Urartu-2 ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Urartu-2, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Faltam 7 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Urartu-2 pode pedir e sobe o salário que Daniel Antunes pode exigir.
0‑13 para o Lernayin Artsakh, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Já são 6 jogos sem vencer, e o estádio ganhou aquele silêncio especial de quem espera o pior. Um 1-0 feio curava quase tudo; é isso que enlouquece.
As bancadas07/06/2027
As bancadas já chegaram ao limite
«Andamos atrás de vocês por todo o lado e recebemos isto.» 3 dos 4 jogadores do plantel principal ouviram-no ao sair, e quem não ouviu é porque não jogou.
4 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 13 golos entre o Urartu-2 e o Lernayin Artsakh, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Um erro na defesa é um momento; um erro na baliza é um golo. Alexandr Mishiev sabe-o, a bancada percebeu-o de imediato, e não havia mais ninguém atrás dele para o transformar noutra coisa.
3 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Urartu-2 sabe dizer em que semana.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 12 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Alexandr Mishiev, e o treinador deixou.
Em resumo
DireçãoNinguém saiu depressa do balneário de Urartu-2
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Yevhen Tsymbaliuk será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Urartu-2 as despedidas começaram em silêncio.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Urartu-2 sabem-no.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 13 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
1‑6 para o Shirak-2, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 7 golos entre o Urartu-2 e o Shirak-2, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 10 golos entre o Urartu-2 e o Araks Ararat, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O prémio é pouca coisa com um significado pesado: durante quatro semanas ninguém neste escalão fez melhor o seu trabalho. Urartu-2 têm o troféu numa prateleira e o jogador na equipa.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Daniel Antunes sai dessa comparação dentro da equipa, e o Urartu-2 beneficiou de cada uma dessas tardes.
Dribles concretizados: 11. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Raras vezes este jogo viu exibição assim: 10‑0 frente ao BKMA-2, e podiam ter sido mais.
Jogo24/04/2027
Ninguém quer jogar contra o Urartu-2 neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
10 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Urartu-2 e do BKMA-2 por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Notas dos jogadores26/04/2027
Daniel Antunes jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.65. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Alguém viu todos os jogos da divisão no fim de semana e decidiu que ele foi o melhor que havia em qualquer deles. Uma honra pequena, e a maioria das carreiras acaba sem uma.
«Se nos vão ganhar, que não seja porque alguém aqui não se quis chatear.» Levantou-se e disse-o à frente de todos, e isso é algo que um grupo recorda de um homem durante anos.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Yevhen Tsymbaliuk será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Urartu-2 as despedidas começaram em silêncio.
77 golos num jogo, Jean Maicol na ficha e um resultado que vai parecer uma gralha. Os neutros não podiam pedir mais ao Urartu-2 nem ao Ararat-Armenia-2.
Tem 22 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Urartu-2, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Festejou como quem andava com aquilo às costas há meses, porque andava. Urartu-2 têm o reforço desbloqueado e uma pergunta a menos em cada conferência.
«De fora não vem ninguém salvar-nos.» Foi curto, foi incómodo e, segundo todos, o vestiário do Urartu-2 ficou depois mais calado do que em toda a temporada.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 11 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
2 erro, um golo e uma noite à frente dos mesmos três segundos. Vai vê-lo hoje, amanhã e provavelmente em fevereiro, e quem já jogou sabe em que fotograma ele para.
Dribles concretizados: 16. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Urartu-2 ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Urartu-2, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Noventa minutos, zero golos, e a discussão começou antes de o parque de estacionamento esvaziar: um ponto somado ou dois deitados fora contra o Sardarapat? Na quinta-feira ainda vai haver quem discuta.
1‑5 para o Mika, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Dribles concretizados: 17. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 1‑5, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Urartu-2 coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Urartu-2 passou o mercado a tentar colocar Daniel Antunes e não apareceu ninguém. Treina com um plantel que já lhe disse que não conta com ele, e ambas as partes esperam agora pela próxima janela.
A proposta do Sardarapat por Yevhen Tsymbaliuk foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Jean Maicol esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Urartu-2, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Quando isto acontece nada se anuncia, e toda a gente sabe. É uma parte maior do plano do Urartu-2 do que era há um mês, e o centro de treinos percebeu-o antes de a ficha de jogo o dizer.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Urartu-2 já se começa a dizer o nome dele no passado.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Urartu-2 sabem-no.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Alexandr Mishiev pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Urartu-2, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Urartu-2 coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Uma cara nova na posição dele e uma camisola que julgava sua de repente em discussão. O Urartu-2 não prometeu nada, que é o que os clubes prometem nesta fase.