“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Fehervar tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
A série sem derrotas chega aos 13 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 12 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
Aos 18 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Olivier Verdon e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A perder, e batido em qualquer leitura honesta, até ao minuto 88. O Septemvri tinha os pontos no bolso e um canto do estádio ainda acreditava, que é geralmente quando acontece.
12 remates, uma contagem que parece uma boa tarde até se olhar para a outra coluna. Os avançados sobrevivem a semanas destas partindo do princípio de que as ocasiões continuam; o dia em que param torna-se um problema.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
O Ludogorets perguntou e o Molde disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Aos 18 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Ludogorets coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Toda a gente deixou de fingir: o Etar vai fazer a chamada por Son esta semana. O Ludogorets tem um número em mente, e o número não é tímido.
Plantel28/06/2027
Palavras no treino do Ludogorets sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Nathan Fernandes está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Plantel28/06/2027
5 caras novas e o Ludogorets ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Ludogorets II coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Ludogorets II fez saber ao mercado que Alberto Salido está disponível. O anúncio não traz preço, mas toda a gente do ramo sabe mais ou menos o que lá diz.
Uma cara nova na posição dele e uma camisola que julgava sua de repente em discussão. O Ludogorets II não prometeu nada, que é o que os clubes prometem nesta fase.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Ludogorets II coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Georgi Terziev está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
O Ludogorets II fez saber ao mercado que Edvin Kurtuluş está disponível. O anúncio não traz preço, mas toda a gente do ramo sabe mais ou menos o que lá diz.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Edvin Kurtuluş treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Edvin Kurtuluş esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Aos 18 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Ivaylo Chochev agarrou este contra o Levski. 2‑1 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Ludogorets.
O painel já tinha subido, os protestos já tinham começado, e então a bola entrou ao minuto 108. O Levski vai rever cada segundo do tempo extra durante uma semana.
Uma média de 7.47 na época, com 22 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Jogo19/05/2027
Ninguém quer jogar contra o Ludogorets neste momento
5 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.01 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Jogo19/05/2027
Mais uma trazida de fora
5 seguidas na estrada para o Ludogorets. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Nathan Fernandes estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Emprestados17/05/2027
Os golos continuam a chegar do exílio de Deroy Duarte
10 golos em 10 jogos no Spartak Pleven — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Ludogorets alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Ludogorets coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O banco17/05/2027
Caio Vidal tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Ludogorets dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Ludogorets, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Sergio Padt apontou a data.
Palavras no treino do Ludogorets sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Nathan Fernandes está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Timur Mustafa e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Caio Vidal está nela.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Aos 18 anos foi o melhor de todos da sua idade na divisão durante um fim de semana. Ninguém devia construir uma carreira em cima disso, e toda a gente o faz sem dizer.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Caio Vidal assinar alguma coisa — um contrato no Ludogorets ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Filip Kaloč agarrou este contra o Slavia Sofia. 3‑2 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Ludogorets.
Noventa minutos de muito pouco e depois tudo de uma vez. O golo chegou aos 86, e o Slavia Sofia passou o resto do jogo a reclamar com o árbitro em vez de perseguir a bola.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Filip Kaloč produziu-o, e o 8.34 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
18 golos e uma média de 7.29 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Hendrik Bonmann e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Ludogorets sabem-no.
66 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
Mais um nome na lista: o Kristiansund fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Olivier Verdon. A resposta do Ludogorets não mudou — para já.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Ludogorets ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Hendrik Bonmann e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Aos 18 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.