Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Ahmed Atef será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Villa Dálmine as despedidas começaram em silêncio.
Facundo Quintana e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Derrota por 0‑1, e justa. O treinador foi curto nas palavras no final, o que provavelmente foi sensato.
Notas dos jogadores16/08/2032
Lucho Vega fez o trabalho que ninguém conta — 6.95
10 ações combinadas e 6.95. O trabalho dele aparece sob a forma de outros parecerem bons, e a única maneira fiável de o notar é ver o que acontece nas tardes em que ele falta.
100 jogos com esta camisola, através de treinadores, descidas e tudo o resto. Uma entrega assim está a desaparecer do futebol, e a bancada sabe o que está a ver.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Villa Dálmine foi explícito quanto à situação de Juan Giménez, o que é mais do que muitos recebem.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Villa Dálmine lida com um homem que quer outro país.
“Não assinei para ver. Ninguém assina.” A queixa mais antiga do futebol, e o Villa Dálmine vai ter de lhe responder com minutos ou com uma transferência.
O banco16/08/2032
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Joaquín Vázquez saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Verba acordada, salário acordado, e o Chaco For Ever à espera com uma camisola. No Villa Dálmine ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Villa Dálmine ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Villa Dálmine fez a parte difícil com o River Plate, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Villa Dálmine coisas que levam mais de uma semana a retirar.
$280.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Godoy Cruz pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Newell's Old Boys fica com o seu homem, e o Villa Dálmine volta a uma lista com um nome riscado.
Plantel19/07/2032
Palavras no treino do Villa Dálmine sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Facundo Quintana está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Estudiantes vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Villa Dálmine foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Posição 3, 46 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Ahmed Atef será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Villa Dálmine as despedidas começaram em silêncio.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Villa Dálmine fez a parte difícil com o San Lorenzo, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Facundo Quintana e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Newell's Old Boys fica com o seu homem, e o Villa Dálmine volta a uma lista com um nome riscado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Juan Marinelli será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Villa Dálmine as despedidas começaram em silêncio.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Villa Dálmine perdeu-o em tudo menos nos papéis.
O Defensa y Justicia aceitou o dinheiro. O que o Villa Dálmine ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
Jogo12/06/2032
O Villa Dálmine torna a sua casa um sítio difícil de visitar
13 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
7.80, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Nacional ninguém diz, e no Villa Dálmine ninguém gosta de estar a adivinhar.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Juan Giménez agarrou este contra o Fénix. 2‑0 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Villa Dálmine.
Thyago Ayala e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Jogo24/04/2032
O Villa Dálmine torna a sua casa um sítio difícil de visitar
9 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Plantel26/04/2032
Facundo Quintana desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Um 1‑0 sobre o Chacarita Juniors, conquistado e não oferecido, e o tipo de tarde que manda toda a gente para casa a falar da próxima semana em vez desta.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Villa Dálmine falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Thyago Ayala e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Isto não é rotação. Cristián Bustamante está fora dos planos do treinador há algum tempo, e ninguém no Villa Dálmine finge o contrário.
Plantel29/03/2032
Palavras no treino do Villa Dálmine sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Francisco Martirena está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Um fim de semana, avaliado contra o de todos os outros. Santino Forlani ficou por cima, e para a maioria dos futebolistas um prémio semanal é o único troféu que uma carreira produz.
O banco29/03/2032
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Nahuel Barboza
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Villa Dálmine, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Villa Dálmine falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no River Plate ninguém diz, e no Villa Dálmine ninguém gosta de estar a adivinhar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Villa Dálmine, e não vai ser retirado.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Facundo Basualdo e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.