105 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Águia de Marabá perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Águia de Marabá falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Águia de Marabá está a esgotar-se.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Ivan Dias será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Águia de Marabá as despedidas começaram em silêncio.
Matheus Emiliano e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel02/09/2030
Tsumita desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Mais um nome na lista: o Sabail fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Sergian Arellano. A resposta do Águia de Marabá não mudou — para já.
Matheus Emiliano e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Matheus Emiliano, e o treinador deixou.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Felipe Macena estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Águia de Marabá ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Primeiro, com 57 pontos. A tabela é um facto, e um facto pode ser apreciado, que é até onde alguém no clube está disposto a ir em público.
Mercado14/01/2030
Tão perto: a transferência de Maycon morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O CRB seguiu em frente, Maycon apresenta-se de volta no Águia de Marabá, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
Felipe Guallama e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel14/01/2030
Leandro Alves desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Águia de Marabá perguntou e o Volta Redonda disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Lipe Veloso assinar alguma coisa — um contrato no Águia de Marabá ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Faltam 1 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Águia de Marabá pode pedir e sobe o salário que Kauã Costa pode exigir.