“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Deportivo Santani, e não vai ser retirado.
Marcelo González e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
Plantel23/10/2028
Adrián Cárdenas desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O banco23/10/2028
Júnior Fariña volta a ter um treinador que o conhece
O novo treinador do Deportivo Santani já trabalhou com Júnior Fariña e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
Toda a gente no Deportivo Santani viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 38 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
14 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Deportivo Santani perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Deportivo Santani pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Marcelo González esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Adrián Cárdenas está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O banco16/10/2028
Júnior Fariña volta a ter um treinador que o conhece
O novo treinador do Deportivo Santani já trabalhou com Júnior Fariña e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
21 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Deportivo Santani perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Deportivo Santani coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A enfermaria confirma 24 dias de paragem para Adrian Lopez, e um plano construído à volta dele tem de ser refeito.
O banco09/10/2028
Júnior Fariña volta a ter um treinador que o conhece
O novo treinador do Deportivo Santani já trabalhou com Júnior Fariña e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
Ninguém no Deportivo Santani dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
35 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Deportivo Santani perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Deportivo Santani podem fingir não ter ouvido.
Marcelo González e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
O banco25/09/2028
Júnior Fariña volta a ter um treinador que o conhece
O novo treinador do Deportivo Santani já trabalhou com Júnior Fariña e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
9 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Deportivo Santani, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Lucas Garrido apontou a data.
Marcelo González e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Júnior Fariña está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O banco11/09/2028
Júnior Fariña volta a ter um treinador que o conhece
O novo treinador do Deportivo Santani já trabalhou com Júnior Fariña e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
Ninguém no Deportivo Santani dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Deportivo Santani podem fingir não ter ouvido.
Marcelo González esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
O banco28/08/2028
Júnior Fariña volta a ter um treinador que o conhece
O novo treinador do Deportivo Santani já trabalhou com Júnior Fariña e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
10 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
O banco28/08/2028
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑2, ditas por Miguel Acosta a uma sala que já as tinha ouvido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Deportivo Santani coisas que levam mais de uma semana a retirar.
6 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Deportivo Santani e do Tembetary por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Adrián Cárdenas. 4‑2 sobre o Tembetary, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Plantel07/08/2028
Uma transferência que Enzo Acosta teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Enzo Acosta está a viver essa versão no Deportivo Santani, e costuma notar-se no primeiro mês.
O banco07/08/2028
Júnior Fariña volta a ter um treinador que o conhece
O novo treinador do Deportivo Santani já trabalhou com Júnior Fariña e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
Aos 20 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
42 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Deportivo Santani perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Deportivo Santani vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Deportivo Santani podem fingir não ter ouvido.
1 para Axel Loncharich, avaliado com 7.52, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Deportivo Santani fez a parte difícil com o Guarani, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Thiago Servín esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Adrián Cárdenas estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 21 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Deportivo Santani, e não vai ser retirado.
Dribles concretizados: 19. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Miguel Acosta depois do empate por 0‑0, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
Plantel29/05/2028
Bastián Pinto desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Emiliano Velazco, e o treinador deixou.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 28 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Deportivo Santani, e não vai ser retirado.
O mais difícil de ter 20 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. José Buhring não precisou: 7.89, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Thiago Servín e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Adrián Cárdenas está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 83 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Mario Sandoval e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Rodrigo Argüello está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Plantel21/02/2028
Miguel Pereira sofre uma lesão muscular — 14 dias de fora
A lesão que volta sempre, de que se regressa sempre à pressa e que em silêncio custa mais carreiras do que as dramáticas. 14 dias é a estimativa; o número honesto depende de haver paciência.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Miguel Acosta depois do 0‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Marcelo González está nela.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Deportivo Santani falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Deportivo Santani pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Deportivo Santani, e não vai ser retirado.
Marcelo González esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Favio Marín está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.