68 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Maringá perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Verba acordada, salário acordado, e o Monte Azul à espera com uma camisola. No Maringá ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Lucas Reis esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Não acontece nada durante meses e depois ele simplesmente chega, a custo zero, tendo assinado um pré-contrato enquanto ainda jogava por outro. É a forma menos dramática de contratar um futebolista e muitas vezes a mais esperta.
O Maringá perguntou e o Internacional disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Plantel28/07/2036
Nathan Borges desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O treinador pode falar com quem quiser e não pode pagar a ninguém. Um plantel sobrevive a um mercado destes com empréstimos, com miúdos da casa e com a esperança de que as lesões caiam noutro sítio.
Os clubes de futebol endividam-se; isso não é notícia. Endividarem-se acima do que lhes foi concedido é, porque a partir daqui é o dinheiro do dono ou a decisão de outra pessoa, e nenhuma das duas coisas pertence à direção.
75 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Maringá perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Com 3 golos de desvantagem isto era uma formalidade, e a formalidade durou até deixar de ser. O Maringá encontrou algo que a primeira parte não tinha anunciado, e o Água Santa não soube segurar o que tinha.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Maringá, e não vai ser retirado.
1 para Nathan Borges, avaliado com 7.71, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Direção21/07/2036
O prazo passa com 1 contratações e 1 saídas
Está feito o negócio no Maringá até o mercado voltar a abrir. Se chegou, responde-se aos sábados e não numa coluna, e o primeiro sábado está perto.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Floresta fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
110 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Maringá perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Molina produziu-o, e o 8.25 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Lucas Reis e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Santos fica com o seu homem, e o Maringá volta a uma lista com um nome riscado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Lucas Reis esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Não pode pagar-se um valor por ninguém, precise o plantel do que precisar. Todos os rumores sobre este clube até o embargo ser levantado são rumores sobre um negócio que não se pode fazer.
Acima do limite que o banco impôs, que é a linha entre um clube financiado e um clube em apuros. $31.2M é agora o número com que todas as conversas sobre este clube vão começar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Felipe Soares estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Guilherme Paixão assinar alguma coisa — um contrato no Maringá ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Guilherme Lima apontou a data.
Tubarão lesiona os ligamentos do joelho — 17 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 17 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Lucas Reis esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O buraco voltou a ser tapado lá de cima. Os adeptos têm direito a ficar aliviados e direito a perguntar o que acontece no mês em que não for tapado, e os dois sentimentos costumam chegar juntos.
O treinador pode falar com quem quiser e não pode pagar a ninguém. Um plantel sobrevive a um mercado destes com empréstimos, com miúdos da casa e com a esperança de que as lesões caiam noutro sítio.
Os clubes de futebol endividam-se; isso não é notícia. Endividarem-se acima do que lhes foi concedido é, porque a partir daqui é o dinheiro do dono ou a decisão de outra pessoa, e nenhuma das duas coisas pertence à direção.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Guilherme Paixão assinar alguma coisa — um contrato no Maringá ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Tubarão apontou a data.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Nathan Borges agiu, no Maringá, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Lucas Reis esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Faz todos os sábados coisas a que ninguém à volta dele consegue responder. É lisonjeiro durante uma época e um problema a partir daí, e o Maringá sabe em que fase está.
Tem 19 anos, e os relatórios dos observadores concordam na única linha que importa: o teto. Contratações assim são bilhetes de lotaria preenchidos por profissionais.
Direção04/02/2036
Em Maringá não entra ninguém enquanto não sair alguém
O clube não está proibido de gastar; simplesmente não tem nada que não tenha encaixado primeiro. Cada nome associado a Maringá neste mercado vem com um nome a sair na mesma frase.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Maringá, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
1‑3 frente ao Fortaleza, e a estrada acaba aqui. As eliminações da taça são mortes rápidas — sem segunda mão, sem próxima semana, só o campeonato daqui até maio.
O Joinville vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Confiança foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Confiança falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Alex Fernandes produziu-o, e o 8.29 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Plantel25/06/2035
Gui Miranda desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Confiança perguntou e o America de Cali disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
89 dias de fora para Gabriel Werner depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Confiança vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
40 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Confiança perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Confiança, e não vai ser retirado.
Não há pior forma de perder um futebolista. Janderson pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Confiança coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel15/01/2035
Palavras no treino do Confiança sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Gui Miranda está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 96 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
47 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Confiança perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Verba acordada, salário acordado, e o Goiatuba à espera com uma camisola. No Confiança ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Ericson e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Sampaio Corrêa fica com o seu homem, e o Confiança volta a uma lista com um nome riscado.
Plantel08/01/2035
Gui Miranda desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
103 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Confiança perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
7.99, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
11 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Ericson e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel13/11/2034
Gui Miranda desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
88 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Confiança perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Confiança vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Confiança coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Jogo07/10/2034
O Confiança torna a sua casa um sítio difícil de visitar
9 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Luiz Miguel. 3‑1 sobre o São José, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Plantel09/10/2034
Palavras no treino do Confiança sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. David está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.