14.º lugar com 8 pontos. Todas as épocas são uma história e esta é a última linha dela, e agora o clube tem três meses para decidir de que fala a próxima.
7.96, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Abdullah Mabkhout está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Abdullah Khalfan e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O banco20/03/2028
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 1‑2 Faisal Hussain saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Em resumo
PlantelA paragem para as seleções esvazia o Al Ahli
Quatro parágrafos no site do clube, nenhum deles sobre futebol. A direção agradeceu, desejou-lhe felicidades e já tinha a procura em marcha antes de a página ir para o ar.
«Alguém tem de fazer a equipa no sábado. Esta semana sou eu, e não pensei mais longe do que isso.» Não houve promessas de parte a parte, que é como estas coisas costumam começar.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Abdullah Mabkhout e o Al Ahli acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
3 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
Chegou a conta da demissão. Abdullah Obaid sai com $34.0K pelo tempo que restava de contrato, e esse dinheiro não compra ao clube nada que possa pôr em campo.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Al Ahli coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Em resumo
O bancoA vista do banco
O bancoUm recomeço para Joseph Aidoo com o novo treinador
DireçãoEm Al Ahli, 85% das receitas vão para salários
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $201.4K do que o Emirates Club pagou por Abdullah Khalfan é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Al Ain ninguém diz, e no Emirates Club ninguém gosta de estar a adivinhar.
O Al Ahli paga $840.0K, e o negócio está fechado. O número lê-se bem num balanço; se se lê bem dentro de campo é pergunta para a próxima época.
Plantel24/01/2028
Palavras no treino do Emirates Club sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Isaac Success está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Al Ahli fica com o seu homem, e o Emirates Club volta a uma lista com um nome riscado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Emirates Club coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Tem 18 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Verba acordada, salário acordado, e o Al Ain à espera com uma camisola. No Al Ahli ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Al Ain ninguém diz, e no Al Ahli ninguém gosta de estar a adivinhar.
Bandar Al Menhali esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Al Ahli perguntou e o Al Ain disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Abdullah Obaid depois do empate por 0‑0, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
Alguém viu todos os jogos da divisão no fim de semana e decidiu que ele foi o melhor que havia em qualquer deles. Uma honra pequena, e a maioria das carreiras acaba sem uma.
O telefone voltou a tocar por causa de Junior Horé, e desta vez do outro lado está o Dibba. No Emirates Club ouvem com educação e não prometem nada.
Plantel10/01/2028
Palavras no treino do Emirates Club sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Isaac Success está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Um ponto arrancado aos 90 minutos vale exatamente um ponto e consideravelmente mais do que isso para um balneário. Esta equipa não para, e essa reputação vale mais do que o resultado.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Emirates Club fica com o seu homem, e o Al Ahli volta a uma lista com um nome riscado.
O Al Wahda levou os pontos após um 1‑3 que será difícil de explicar nas bancadas.
Plantel10/01/2028
Abdullah Mabkhout desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Basile Yamkam, e o treinador deixou.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Hamdan Hussain não precisou: 7.71, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Plantel03/01/2028
Isaac Success desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Aos 21 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
O Emirates Club já telefonou ao Al Wasl. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Isaac Success estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Leandrinho e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
9 ações combinadas e 7.06. O trabalho dele aparece sob a forma de outros parecerem bons, e a única maneira fiável de o notar é ver o que acontece nas tardes em que ele falta.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Ismail Hassan depois do empate por 0‑0, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
As bancadas esperaram por um golo que nunca chegou. O Al Wahda defendeu com muita gente e levou aquilo que veio buscar, e as duas equipas podiam ainda estar a jogar sem incomodar o marcador.
Derrota por 0‑3 com o Al Shabab, e derrota em tudo o que conta. O inquérito começa no relvado de treino segunda-feira de manhã.
Plantel29/11/2027
Isaac Success desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 3 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Direção29/11/2027
Em Emirates Club, 130% das receitas vão para salários
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ahmad Essa, e o treinador deixou.
A música estava desligada e os duches correram até tarde. O que se disse naquele balneário fica lá, mas o sábado publicará a ata.
O banco29/11/2027
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑3 Ismail Hassan saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Emirates Club foi explícito quanto à situação de Fabinho, o que é mais do que muitos recebem.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 14 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
As bancadas08/11/2027
Os adeptos organizam-se contra a direção do Emirates Club
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Isaac Success estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Emirates Club coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Derrota por 0‑1, e justa. O treinador foi curto nas palavras no final, o que provavelmente foi sensato.
O banco08/11/2027
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Ismail Hassan saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. Darlison Rodrigues está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
2 atrás e sem rumo, até Darlison Rodrigues decidir o contrário. O Baniyas tinha feito a parte difícil e depois viu-a desfazer-se, e o barulho no apito final foi daqueles que um estádio guarda.
O Baniyas obrigou o Emirates Club a suar, mas no fim o marcador dizia 3‑2 e a tabela não pergunta como.
Plantel01/11/2027
Isaac Success desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Abdullah Khalfan e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Direção01/11/2027
Em Emirates Club, 109% das receitas vão para salários
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
Um erro na defesa é um momento; um erro na baliza é um golo. Zayed Ahmed sabe-o, a bancada percebeu-o de imediato, e não havia mais ninguém atrás dele para o transformar noutra coisa.
A raiva no Emirates Club transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
Plantel11/10/2027
Isaac Success desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Emirates Club ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Emirates Club, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Segue-se o Al Fujairah, e há um homem no balneário do Emirates Club que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Isaac Success assinar alguma coisa — um contrato no Emirates Club ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
9 jogos sem vencer é o tipo de série que muda a forma como uma cidade fala do seu clube, e o Al Ahli foi a tarde em que parou. Um resultado não resolve nada, e um resultado faz tudo parecer diferente.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Emirates Club, e não vai ser retirado.
Aos 18 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Plantel20/09/2027
Palavras no treino do Emirates Club sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Isaac Success está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Abdullah Khalfan esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Emirates Club ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
A raiva no Emirates Club transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
Jogo11/09/2027
Não se vê o fim da espera do Emirates Club por uma vitória
Já são 9 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Emirates Club tem de arrancar um resultado de algum lado.
0‑3 para o Al Ain, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Aos 22 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Isaac Success e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Emirates Club tem mais estrangeiros do que o formulário permite, e ele é o que ficou sem lugar nele. Vai treinar com uma equipa pela qual não pode jogar até à próxima janela.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Emirates Club, e não vai ser retirado.
Direção06/09/2027
O Emirates Club fecha o mercado com um plantel feito por si
20 entradas e 13 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
5 miúdos sobem, e algures no edifício as pessoas que os treinaram aos doze anos estão a ter, em silêncio, a melhor manhã do seu ano de trabalho. Nada disto aparece num resultado, e é para isto que a formação existe.
Plantel06/09/2027
Isaac Success desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Leandrinho esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Hamdan Al Shamsi está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Salem Rashid é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Saeed Al Bloushi é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
27 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Al Shaab perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Al Shaab, e não vai ser retirado.
Uma média de 7.14 numa idade em que quase todos os da sua geração ainda jogam nos juniores. O Al Shaab sabe o que tem, e a esta altura já toda a gente sabe.
Ali Ismail e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Aos 22 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Emirates Club fica com o seu homem, e o Al Shaab volta a uma lista com um nome riscado.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Al Shaab sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Al Shaab, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
64 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Emirates Club perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O Al Ain aceitou o dinheiro. O que o Emirates Club ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
O Al Jazira não queria vender e o número é a razão por que o fez. $2.0M por Mamadou Coulibaly, e a expectativa que chega com ele não é suavizada por nenhum período de adaptação.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Emirates Club podem fingir não ter ouvido.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 21 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Isaac Success estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Abdullah Khalfan e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Leandrinho e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Isaac Success estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
11 dias com a cadeira livre, uma lista de nomes que cresce e encolhe todos os dias, e nem uma assinatura. Cada semana que passa retira dela os melhores candidatos.
Plantel12/04/2027
Demasiada mudança demasiado depressa no Emirates Club
5 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
A tabela consulta-se antes de os resultados estarem fechados, o que é sempre o sinal. No Emirates Club ninguém diz a palavra e todos os jogadores seniores da casa a pensam.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Emirates Club, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
Direção29/03/2027
O silêncio lá de cima começa a ouvir-se em Emirates Club
Ninguém na direção disse nada contra o treinador — e é esse o problema: também já não dizem nada a favor.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Emirates Club coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel29/03/2027
Palavras no treino do Emirates Club sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ahmad Essa está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Emirates Club. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Emirates Club pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Emirates Club fez a parte difícil com o Al Wasl, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Às direções dizem-lhes durante anos o que fazem mal e não ouvem nada nos dias em que acertam. Este é um desses dias: Abdullah Khalfan do Al Shaab por $1.4M, e uma bilheteira a ter uma manhã excelente.
Plantel18/01/2027
Palavras no treino do Emirates Club sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Isaac Success está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
A verba é $3.3M, o contrato está assinado, e a discussão sobre se ele vale o preço pode começar. O Al Shabab negociou duro; o tempo dirá quem ganhou.
As bancadas18/01/2027
Os adeptos revoltam-se com a venda de Abdullah Khalfan por $1.4M
Vai para o Emirates Club, o clube tem $1.4M que não tinha na sexta-feira, e os programas de rádio já decidiram como se sentem quanto a isso. Vender bem e vender alguém que amavam não são a mesma competência.
O telefone voltou a tocar por causa de Prince Guèye, e desta vez do outro lado está o Cotonsport Garoua. No Al Shaab ouvem com educação e não prometem nada.
O aperto de mão com o Al Shaab está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Isaac Success esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Emirates Club perguntou e o Al Jazira disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Fabinho estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Aos 22 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Ali Ismail esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Já são 6 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Plantel11/01/2027
Palavras no treino do Al Shaab sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Fernando Marino está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Al Shaab perguntou e o Al Jazira disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Aos 37 anos, 3 pontos abaixo de onde esteve, e um corpo que começou a cobrar juros. Acontece a todos, e continua a ser o parágrafo mais difícil desta página.
8 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Aos 21 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Fernando Marino estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Metade do calendário jogado, 6.º lugar, 23 pontos somados. Multiplicar por dois é a conta que todos os adeptos já fizeram e a única que ninguém no clube fará em voz alta.
Issam El Maach e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Todos suspeitavam que havia esta versão dele lá dentro, e aqui está a prova. 8.19, e nem uma objeção no estádio.
Plantel14/12/2026
Hamad Al Junaibi desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Fahad Ismail e o Al Shaab acertam mais 4 anos.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Omar Ismail depois do empate por 2‑2, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
Plantel14/12/2026
Um jovem do Al Shaab leva o prémio de melhor sub-21
Mohamed Yaqoob tem 20 anos e, por um fim de semana, foi o melhor de todos os da sua idade na divisão. Ninguém devia construir uma carreira sobre isso, e toda a gente o faz em silêncio.
Noventa minutos concretos pediam outro tipo de jogador, e o treinador escolheu um. Não está em má forma e não está na equipa, e as duas coisas são verdade.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Al Shaab coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Hamdan Hussain. 1‑0 sobre o Al Jazira, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Hamad Al Junaibi estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Aos 20 anos foi melhor do que todos da sua idade na divisão durante quatro semanas seguidas, o que é mais difícil do que uma boa tarde. O Al Shaab vai tentar não fazer disso um caso.