51 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O AS Etat Major perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do AS Etat Major está a esgotar-se.
Verba acordada, salário acordado, e o AS PSI à espera com uma camisola. No AS Etat Major ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no AS Etat Major coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O AS Etat Major vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Jordan Fotso assinar alguma coisa — um contrato no AS Etat Major ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Djibrine Adoum lesiona os ligamentos do joelho — 58 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 58 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O AS Etat Major perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Estava tudo acordado até deixar de estar, e Abdramane Abakar regressa a AS Etat Major com um verão para esquecer. Nenhum dos clubes diz quem se levantou da mesa.
Um negócio que à hora de almoço estava a um telefonema de fechar estava morto à meia-noite. O AS Etat Major vai tentar outra vez quando o mercado abrir; nessa altura o Gazelle pode já não estar a vender.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Mahamat Abba é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Abdramane Djimet é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Plantel10/09/2029
Palavras no treino do AS Etat Major sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ahmat Doungous está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
114 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O AS Etat Major perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do AS Etat Major já se começa a dizer o nome dele no passado.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que AS Etat Major podem fingir não ter ouvido.
O telefone voltou a tocar por causa de Abdramane Abakar, e desta vez do outro lado está o AS Algoy. No AS Etat Major ouvem com educação e não prometem nada.
Uma sondagem ao Elect Sport para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
Jordan Fotso e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Marius Allamine e o AS Etat Major acertam mais 3 anos.
Dribles concretizados: 14. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 1‑1, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
Plantel23/04/2029
Palavras no treino do AS Etat Major sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ahmat Doungous está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que AS Etat Major podem fingir não ter ouvido.
Notas dos jogadores09/04/2029
Marius Abba, 21 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.66
Um 7.66 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O AS Etat Major pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Jordan Fotso esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 21 anos que sente como seu. Marius Abba tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Avaliado com 8.14. Há carreiras inteiras sem uma única tarde assim, e ele acabou de ter uma à frente de todo o AS Etat Major.
O banco09/04/2029
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Ahmat Abakar, sobre uma vitória por 1‑0 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
Os adeptos organizam-se contra a direção do AS Etat Major
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Youssouf Ndoram será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no AS Etat Major as despedidas começaram em silêncio.
Issa Mbaiguedem e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel30/10/2028
Djibrine Haroun desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em AS Etat Major, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Segue-se o AS Algoy, e há um homem no balneário do AS Etat Major que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Oumar Haroun assinar alguma coisa — um contrato no AS Etat Major ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o AS Etat Major terá de responder com minutos ou com uma transferência.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 44 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que AS Etat Major podem fingir não ter ouvido.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do AS Etat Major já se começa a dizer o nome dele no passado.
Jordan Fotso e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel28/08/2028
Djibrine Haroun desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em AS Etat Major, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Djibrine Haroun. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
51 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O AS Etat Major perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do AS Etat Major já se começa a dizer o nome dele no passado.
Aos 20 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Jordan Fotso esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Toda a gente deixou de fingir: o Galactik vai fazer a chamada por Djibrine Moustapha esta semana. O AS Etat Major tem um número em mente, e o número não é tímido.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Djibrine Moustapha estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
68 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O AS Etat Major perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que AS Etat Major podem fingir não ter ouvido.
O AS Etat Major perguntou e o CotonTchad disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Plantel05/06/2028
Palavras no treino do AS Etat Major sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Djibrine Haroun está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.