“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Leylon, e o treinador deixou.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 1‑4, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Houve um erro e acabou lá dentro. Os defesas são julgados pela pior coisa que fizeram e não pelos oitenta e nove minutos à volta: é injusto e é também o ofício.
O banco14/09/2026
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Fernando Tavares
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
4 defesas não encerram a discussão sobre de quem foi a culpa, e a discussão vai durar a semana toda. Os guarda-redes carregam estes resultados, cause-os quem os causar.
Disseram uma coisa a Diego Andrade e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
Em resumo
Notas dos jogadoresFernando Viana encarou-os todo o jogo
0‑5 frente ao Flamengo, e a estrada acaba aqui. As eliminações da taça são mortes rápidas — sem segunda mão, sem próxima semana, só o campeonato daqui até maio.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 7 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
As bancadas31/08/2026
O Goiânia é desmontado pelo Flamengo — e a cidade quer respostas
Acabou 0-5. Uma eliminação na taça é uma desilusão; isto foi um desmantelamento público, e a diferença mede-se em quantas pessoas ainda falarão nisso em agosto.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Goiânia coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Renato Martins depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
4 defesas não encerram a discussão sobre de quem foi a culpa, e a discussão vai durar a semana toda. Os guarda-redes carregam estes resultados, cause-os quem os causar.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Ricardo Ojeda produziu-o, e o 9.14 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Arthur Araujo produziu-o, e o 8.49 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Daniel Teixeira produziu-o, e o 8.38 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
As estreias sobrevivem-se, não se desfrutam. Esta desfrutou-se: 7.69, 0 golos, e um treinador a quem já perguntam se ele é titular outra vez para a semana.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Edson Fernando acabou de assinar pelo Goiânia e, por uma vez, a resposta importava.
A bola do jogo é de Caio Lima, cujos 3 golos transformaram uma tarde difícil num passeio.
Notas dos jogadores10/08/2026
Ricardo Ojeda, 19 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.82
Um 7.82 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 19. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Gabriel Porto e o Goiânia acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Gabriel Porto e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 22 anos que sente como seu. Gabriel Porto tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
4‑1, e Arthur Araujo ficou com os títulos numa tarde em que tudo correu bem ao Goiânia. Tardes assim contam-se o inverno inteiro.
Notas dos jogadores03/08/2026
Ricardo Ojeda não podia pedir mais na estreia — 7.64
As estreias sobrevivem-se, não se desfrutam. Esta desfrutou-se: 7.64, 1 golos, e um treinador a quem já perguntam se ele é titular outra vez para a semana.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Arthur Araujo produziu-o, e o 8.27 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
O Marcílio Dias vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Pedro das Neves pré-acordou a mudança para o Goiânia, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
Tem 21 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
O banco03/08/2026
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Renato Martins foi breve depois da vitória por 4‑1, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Goiânia, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.