Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Atlético Tucumán coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Gianluca Ferrari está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Atlético Tucumán sabem-no.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 0‑0, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
Um amarelo de que ninguém precisava, numa noite em que o jogo já estava ganho. Atlético Tucumán perdem um jogador pelo motivo mais evitável que existe.
19 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Atlético Tucumán perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Mateo Bajamich e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Gianluca Ferrari está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
3 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑2, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Atlético Tucumán lida com um homem que quer outro país.
75 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Atlético Tucumán perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Mateo Bajamich e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Ezequiel Godoy estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Atlético Tucumán lida com um homem que quer outro país.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Devan Tanton está nela.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Atlético Tucumán. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 44 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
40 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Atlético Tucumán perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Independiente tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Gastón Nazar será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Atlético Tucumán as despedidas começaram em silêncio.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Atlético Tucumán pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Mateo Bajamich e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel05/07/2032
Baba Boateng consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Baba Boateng acabou de assinar pelo Atlético Tucumán e, por uma vez, a resposta importava.
O Tigre vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Andile Mphela pré-acordou a mudança para o Atlético Tucumán, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.