49 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Zadar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O Cibalia vai querer esquecer isto depressa: 7‑2, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Zadar foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Alan Guzmán produziu-o, e o 9.33 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Zadar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
9 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Zadar e do Cibalia por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 22 anos que sente como seu. Paul Morgan tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Luka Škaričić e o Zadar acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Zadar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel09/02/2037
Uma transferência que Paul Morgan teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Paul Morgan está a viver essa versão no Zadar, e costuma notar-se no primeiro mês.
Contrato liquidado, apertos de mão, nenhuma verba a mudar de mãos. Roko Lerga deixa o Zadar pela porta discreta, e a folha salarial respira um pouco melhor.
112 jogos ao longo de 10 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
Luka Škaričić esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Saiu miúdo e regressa a saber ainda onde fica a bancada dos visitantes. A maioria dos reforços tem de ser explicada à cidade; a este bastou uma fotografia.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alan Martínez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Contrato liquidado, apertos de mão, nenhuma verba a mudar de mãos. Andrea Bevilacqua deixa o Zadar pela porta discreta, e a folha salarial respira um pouco melhor.