Já são 7 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Majed Rashid esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Mahmoud Al Hammadi. 1‑0 sobre o Dibba, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
O jogo que o resto da divisão espera com mais vontade do que qualquer das duas equipas envolvidas. Ambas sabem que uma vitória muda a época e uma derrota não a acaba, e é isso que o torna difícil de jogar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mahmoud Al Hammadi estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Al Shabab, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Al Shabab coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A série sem derrotas chega aos 6 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Um médio mede-se por saber se a equipa funciona quando ele está em campo, algo quase impossível de ver e completamente óbvio em retrospetiva. 13 ações, 7.97, e um treinador que não o vai substituir tão cedo.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Em resumo
PlantelUma zanga por causa do esforço no Al Shabab
Dribles concretizados: 27. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Sofrer é uma coisa; a resposta é o que fala de um balneário. Walid Abdulrahman pôs o Al Shabab de novo em igualdade em 2 minutos, e o Al Shaab nunca chegou a jogar com vantagem.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mahmoud Al Hammadi estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Amer Juma depois do empate por 1‑1, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
O Baniyas vai querer esquecer isto depressa: 4‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Al Shabab foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Al Shabab ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Simón Meza esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Diego Ferreira estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Cabeceamentos, cortes, desarmes, interceções: 16 no total, e nem um golo às suas costas. Daquelas exibições que nunca entram nos melhores momentos e ganham jogos.
O banco26/10/2026
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Amer Juma, sobre uma vitória por 4‑0 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
Em resumo
O bancoO treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Mohamed Saeed
Junior Onana esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Nota de 7.73. Há um tipo de avançado cujo valor só aparece quando se conta aquilo em que participou em vez daquilo que finalizou, e este é o dia em que esse argumento se demonstra sozinho.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 21 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 21 anos que sente como seu. Simón Meza tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Majed Rashid produziu-o, e o 8.35 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Jogo03/10/2026
Ninguém quer jogar contra o Al Shabab neste momento
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 21 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Bandar Obaid quer futebol continental; se o Al Shabab o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Al Shabab coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Diego Ferreira estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Mahmoud Al Hammadi e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel21/09/2026
Simón Meza desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Al Ahli vai querer esquecer isto depressa: 4‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Al Shabab foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
O Al Shabab ofereceu $1.4M; o Al Shaab disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Um negócio que à hora de almoço estava a um telefonema de fechar estava morto à meia-noite. O Al Shabab vai tentar outra vez quando o mercado abrir; nessa altura o Dibba pode já não estar a vender.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Diego Ferreira estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Ibrahim Al Menhali e o Al Shabab acertam mais 4 anos.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Walid Abdulrahman não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Al Shabab, e não vai ser retirado.
Direção07/09/2026
O prazo passa com 9 contratações e 1 saídas
Está feito o negócio no Al Shabab até o mercado voltar a abrir. Se chegou, responde-se aos sábados e não numa coluna, e o primeiro sábado está perto.
O Al Shabab foi ao Al Shaab com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
A proposta seguiu esta semana para o Dibba, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O negócio que levaria Bandar Al Bloushi para o CR Belouizdad caiu na fase final e ele reapresenta-se no Al Shabab com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $667.5K — um clube que quer Gilmário Menezes ao ponto de perguntar duas vezes.
4 miúdos sobem, e algures no edifício as pessoas que os treinaram aos doze anos estão a ter, em silêncio, a melhor manhã do seu ano de trabalho. Nada disto aparece num resultado, e é para isto que a formação existe.
A proposta do Al Wahda por Amer Al Bloushi foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mohamed Saeed estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Al Shabab podem fingir não ter ouvido.
Mahmoud Al Hammadi e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
$57.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Al Wahda pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
Plantel24/08/2026
Walid Al Shamsi desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Al Shabab já telefonou ao Gimnasia y Tiro. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Al-Wehda tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Plantel10/08/2026
Uma transferência que Leeroy Owusu teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Leeroy Owusu está a viver essa versão no Al Shabab, e costuma notar-se no primeiro mês.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Al Shabab a ouviu como outra coisa.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $150.2K — um clube que quer Habib Yousuf ao ponto de perguntar duas vezes.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Mahmoud Al Hammadi e o Al Shabab acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Mahmoud Al Hammadi esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Al Shabab foi ao Dibba com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.