2‑0 frente ao Spartak Trnava, e uma exibição que será descrita durante o resto da época a quem não esteve lá. Santiago Giménez está no centro dessa descrição.
O mais difícil de ter 20 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. William Gomes não precisou: 7.75, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Porto a ouviu como outra coisa.
A série sem derrotas chega aos 8 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Com 7 jogadores ao serviço das seleções, os treinos são pequenos e o treinador até consegue ouvir-se. É a única pausa da época, e nunca sabe bem a uma.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 5 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
Em resumo
Notas dos jogadoresGabri Veiga jogou uma tarde diferente da de toda a gente
Vitória por 3‑1 sobre o Amarante, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Santiago Giménez produziu-o, e o 8.68 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Uma média de 7.05 numa equipa principal para a qual lhe sobram vários anos de juventude. Porto têm alguma coisa, e a esta altura o escalão inteiro já reparou.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ney está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Rafinha e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
9‑0 frente ao Spartak Trnava, e uma exibição que vai mudar a forma como o resto da competição fala deste clube. No futebol continental as reputações constroem-se em noites soltas, e esta foi uma.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Porto, e não vai ser retirado.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Victor Froholdt produziu-o, e o 8.39 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
O mais difícil de ter 20 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. William Gomes não precisou: 8.43, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Ney esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Gabriel Veron quer futebol continental; se o Porto o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Avaliado com 7.92. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Acabou 1‑1, e de certa forma sempre pareceu que ia acabar assim. Uma daquelas tardes em que a tabela mexe menos do que os nervos.
O banco19/10/2026
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Pedro Marques não o escondia depois do 1‑1, e no balneário do Porto também ninguém o escondia.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Porto foi explícito quanto à situação de Martim Fernandes, o que é mais do que muitos recebem.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
7 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
William Gomes tem 20 anos e, por um fim de semana, foi o melhor de todos os da sua idade na divisão. Ninguém devia construir uma carreira sobre isso, e toda a gente o faz em silêncio.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Francisco Moura apontou a data.
O Tondela vai querer esquecer isto depressa: 4‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Porto foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
1‑2 frente ao FCSB. O futebol continental não perdoa aquilo que uma liga interna deixa passar, e esta foi uma noite passada a descobrir quais dessas coisas o clube ainda arrasta.
O mais difícil de ter 20 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. William Gomes não precisou: 8.42, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Porto coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Tem 20 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
5 convocatórias são um elogio ao plantel e uma dor de cabeça para quem o dirige. Vai recebê-los de volta daqui a quinze dias, cansados e em vários estados de conservação.
Em resumo
O bancoA ficha de jogo disse tudo sobre Pablo Rosario
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Porto, e não vai ser retirado.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Porto falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
O Porto perguntou e o Gil Vicente disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Estoril Praia fica com o seu homem, e o Porto volta a uma lista com um nome riscado.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Porto a ouviu como outra coisa.
A proposta do Neman por Trofim Melnichenko foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Porto coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O prémio de melhor jovem do mês vai para um jogador de 20 anos do Porto que pareceu um produto acabado durante quatro jornadas seguidas. As quatro seguintes é que decidem se é.
7 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
O Arouca vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Porto foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Notas dos jogadores31/08/2026
William Gomes, 20 anos, joga como se cá estivesse há anos — 8.33
Um 8.33 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 20. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
O valor aprovado não chegava. A direção foi consultada de novo e subiu a sua própria proposta para $14.3M — um clube que quer Chuchu Ramírez ao ponto de perguntar duas vezes.
Ney esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Porto perguntou e o Gil Vicente disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Há uma impotência muito própria em sofrer 2 vezes antes do minuto vinte. O Arouca tentou reorganizar-se, o Porto não deixou, e o resultado estava escrito muito antes de ser confirmado.
A proposta do Udinese por Jakub Kiwior foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Chega um momento em que um clube apoia a sua ambição ou admite que não a tem. O Porto pagou $8.3M por Dmytro Riznyk, que é a forma mais barulhenta de dizer qual das duas escolheu.
O Porto perguntou e o Shakhtar disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Notas dos jogadores24/08/2026
William Gomes, 20 anos, joga como se cá estivesse há anos — 8.22
Um 8.22 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 20. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Dmytro Riznyk agiu, no Porto, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
O Porto e o Shakhtar acertaram em $8.3M. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
O Porto perguntou e o Austin FC disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O Vitoria Guimaraes pagou $15.6M e o Porto aceitou, o que é a história toda numa frase. A versão longa fala do orçamento salarial e vai ser contada a época inteira.
O Arouca paga $13.0M, e o negócio está fechado. O número lê-se bem num balanço; se se lê bem dentro de campo é pergunta para a próxima época.
Notas dos jogadores17/08/2026
Victor Froholdt, 20 anos, joga como se cá estivesse há anos — 8.18
Um 8.18 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 20. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Isto não é profundidade de plantel e ninguém finge que seja. Pagaram-se $23.8M porque Ney é simplesmente melhor do que o que já cá estava, e o clube decidiu deixar de esperar.
O Manchester United paga $31.8M, e o negócio está fechado. O número lê-se bem num balanço; se se lê bem dentro de campo é pergunta para a próxima época.
A proposta do Aston Villa por Samu Aghehowa foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Ney agiu, no Porto, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Braga fica com o seu homem, e o Porto volta a uma lista com um nome riscado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Porto coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Porto vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
Em resumo
O bancoGabri Veiga pede uma conversa com o treinador
$14.3M em cima da mesa do Sheffield United. O treinador queria-o, a direção acertou um número, e as únicas vozes que faltam ouvir são as do outro clube.
A proposta do Al Nasr por Sultan Hussain foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Oussama Chita agiu, no Al Shabab, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
$1.1M era o máximo que o clube pagaria, e o Nashville SC pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Faisal Omar e o Al Shabab acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Faisal Omar e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel10/08/2026
Ibrahim Mabkhout desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Em resumo
O bancoFaisal Omar pede uma conversa com o treinador
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Al Shabab podem fingir não ter ouvido.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Al Shabab ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
O Al Shabab foi ao Nashville SC com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Al Shabab coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel03/08/2026
Palavras no treino do Al Shabab sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mahmoud Mabkhout está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Al Shabab joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
Em resumo
Alvos de mercadoUm empréstimo de Doğan Alemdar está em marcha