134 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Shakhtar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Dribles concretizados: 32. Cada vez que recebia, alguém tinha de decidir, e todas as vezes a decisão foi a errada.
Notas dos jogadores03/01/2028
Kauã Elias, 21 anos, joga como se cá estivesse há anos — 8.34
Um 8.34 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o Shakhtar beneficiou disso.
Já são 8 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Shakhtar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 21 anos que sente como seu. Kauã Elias tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Kauã Elias. 1‑0 sobre o Karpaty, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Em resumo
EmprestadosOs golos continuam a chegar do exílio de Newertton
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Shakhtar, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Vinicius Tobias será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Shakhtar as despedidas começaram em silêncio.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Kauã Elias não precisou: 8.34, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Jogo11/12/2027
Ninguém quer jogar contra o Shakhtar neste momento
5 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Uma média de 7.39 numa idade em que quase todos os da sua geração ainda jogam nos juniores. O Shakhtar sabe o que tem, e a esta altura já toda a gente sabe.
Artem Bondarenko esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Marlon Gomes esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Dribles concretizados: 19. Cada vez que recebia, alguém tinha de decidir, e todas as vezes a decisão foi a errada.
Plantel22/11/2027
Palavras no treino do Shakhtar sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Bogdan Mitrita está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Plantel22/11/2027
Pedrinho tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Shakhtar dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
2 golos, e o segundo foi o que fechou o jogo. Nota de 8.86, e com mais sorte ao primeiro poste teria tido um terceiro.
Notas dos jogadores01/11/2027
Kauã Elias, 21 anos, joga como se cá estivesse há anos — 8.49
Um 8.49 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.98 para o resto.
Artem Bondarenko esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A série sem derrotas chega aos 6 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Marlon Gomes tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
A venda concretizou-se e todos os planos para a próxima época voltaram a ser provisórios. Donos novos chegam sempre a prometer paciência; a promessa tem prazo de validade.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Kauã Elias não precisou: 8.08, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Shakhtar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel04/10/2027
Palavras no treino do Shakhtar sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Artem Bondarenko está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Aos 21 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
A direção respondeu com dinheiro em vez de incentivo, que é a única resposta que um treinador quer ouvir. Gastá-lo bem passa a ser problema exclusivamente dele.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Shakhtar, e 5 jogos em 15 dizem que merece ser ouvido.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Já são 6 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Notas dos jogadores16/08/2027
Lucas Ferreira, 21 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.72
Um 7.72 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Shakhtar nada responderam, o que também é uma resposta.
Plantel16/08/2027
Palavras no treino do Shakhtar sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Marlon Gomes está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Shakhtar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Shakhtar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Shakhtar, e 0 jogos em 12 dizem que merece ser ouvido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Plantel19/04/2027
Petar Musa tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Shakhtar dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Emprestados19/04/2027
Os golos continuam a chegar do exílio de Kauã Elias
7 golos em 5 jogos no Ventspils — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Shakhtar alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Marlon Gomes e o Shakhtar acertam mais 4 anos.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Shakhtar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel12/04/2027
Palavras no treino do Shakhtar sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Artem Bondarenko está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
A proposta ficou longe e foi recusada quase sem discussão. Se a segunda for recusada com a mesma rapidez já é outra conversa.
Notas dos jogadores22/02/2027
Bogdan Mitrita, 20 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.78
Um 7.78 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 20. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Marlon Gomes esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel22/02/2027
Artem Bondarenko desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Artem Bondarenko, e o treinador deixou.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Shakhtar, e 5 jogos em 28 dizem que merece ser ouvido.
Luca Meirelles, 19 anos, joga como se cá estivesse há anos — 8.41
Um 8.41 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 19. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Tem 19 anos, média de 7.04, e os profissionais mais velhos começaram a dar-lhe a bola nos minutos difíceis. Essa última parte é o verdadeiro relatório de observação.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Shakhtar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Ser difícil de bater não é o mesmo que ganhar, mas 7 jogos sem derrota são uma base que o Shakhtar não tinha no outono.
Jogo23/01/2027
O Shakhtar torna a sua casa um sítio difícil de visitar
10 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 20 anos que sente como seu. Viktor Tsukanov tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
17 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Shakhtar perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Posição 1, 41 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Notas dos jogadores23/11/2026
Isaque, 19 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.80
Um 7.80 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 19. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Jogo21/11/2026
Ninguém quer jogar contra o Shakhtar neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Artem Bondarenko esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 19 anos que sente como seu. Isaque tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Pedro Henrique lesiona os ligamentos do joelho — 36 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 36 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
3‑0 frente ao KV Mechelen, e uma exibição que vai mudar a forma como o resto da competição fala deste clube. No futebol continental as reputações constroem-se em noites soltas, e esta foi uma.
Vitória por 2‑0 sobre o Feniks, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Marian Shved produziu-o, e o 8.53 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Shakhtar a ouviu como outra coisa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Shakhtar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 22 anos que sente como seu. Kyrylo Siheiev tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Plantel09/11/2026
Bogdan Mitrita desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Notas dos jogadores09/11/2026
Gleiker Mendoza jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.26. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Em resumo
Notas dos jogadoresKyrylo Siheiev em notas de excelência
O painel já tinha subido, os protestos já tinham começado, e então a bola entrou ao minuto 93. O Kudrivka vai rever cada segundo do tempo extra durante uma semana.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Shakhtar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 19 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
O Kudrivka obrigou o Shakhtar a suar, mas no fim o marcador dizia 1‑0 e a tabela não pergunta como.
Plantel19/10/2026
Palavras no treino do Shakhtar sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Bogdan Mitrita está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
A série sem derrotas chega aos 11 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Artem Bondarenko esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel28/09/2026
Bogdan Mitrita desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nota 8.19 — daquelas que um cronista aponta duas vezes para ter a certeza. Saiu-lhe tudo o que tentou, e o que não tentou não valia a pena.
Plantel28/09/2026
Pedro Henrique tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Shakhtar dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
A proposta do Probiy por Isaque foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Shakhtar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 22 anos que sente como seu. Vinicius Tobias tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Plantel07/09/2026
Palavras no treino do Shakhtar sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Vinicius Tobias está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O prémio de melhor jovem do mês vai para um jogador de 20 anos do Shakhtar que pareceu um produto acabado durante quatro jornadas seguidas. As quatro seguintes é que decidem se é.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Toda a gente deixou de fingir: o Podillia vai fazer a chamada por Muhamadou Kanteh esta semana. O Shakhtar tem um número em mente, e o número não é tímido.
Os contabilistas vão chamar-lhe bom negócio e terão razão, o que não é o assunto de ninguém fora da administração. Bogdan Mitrita era uma das razões por que as pessoas vinham, e $7.1M não substitui isso sozinho.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Petrolul coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 22 anos que sente como seu. Sergiu Tanase tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Chega um momento em que um clube apoia a sua ambição ou admite que não a tem. O Shakhtar pagou $22.9M por Petar Musa, que é a forma mais barulhenta de dizer qual das duas escolheu.
Notas dos jogadores17/08/2026
Isaque, 19 anos, joga como se cá estivesse há anos — 8.06
Um 8.06 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 19. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Plantel17/08/2026
Uma transferência que Petar Musa teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Petar Musa está a viver essa versão no Shakhtar, e costuma notar-se no primeiro mês.
Tem 20 anos e ninguém em Shakhtar o contratou para esta época. Negócios destes julgam-se daqui a quatro anos, por gente que talvez já não esteja na casa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Shakhtar coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Oleh Ocheretko, e o treinador deixou.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Razvan Balasa e o Petrolul acertam mais 5 anos.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Petrolul coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 21 anos que sente como seu. Razvan Balasa tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Dribles concretizados: 18. Cada vez que recebia, alguém tinha de decidir, e todas as vezes a decisão foi a errada.
Plantel10/08/2026
Alexandru Maxim desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Marius Moldovan, e o treinador deixou.
As estreias sobrevivem-se, não se desfrutam. Esta desfrutou-se: 8.57, 2 golos, e um treinador a quem já perguntam se ele é titular outra vez para a semana.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Ciprian Maxim esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 20 anos que sente como seu. Bogdan Mitrita tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Razvan Balasa treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.