88 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Hajduk Split perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Hajduk Split perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Dribles concretizados: 33. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
A proposta do New York Red Bulls por Abdul Aziz Batibie foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Michele Šego esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
David Mejía lesiona os ligamentos do joelho — 96 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 96 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Robby McCrorie será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Hajduk Split as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Hajduk Split coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Direção26/07/2032
12 jogadores da formação recebem número de equipa principal no Hajduk Split
A manhã em que o percurso deixa de ser um folheto e passa a ser uma ficha de jogo. A maioria não estará cá daqui a três anos; todos já fizeram a parte difícil, que era chegar a hoje.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Anton Matković. 2‑1 sobre o Istra 1961, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Bertrand Traoré estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Petar Bjelica está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Josip Sutalo é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Tomislav Pjaca é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Em resumo
Notas dos jogadoresNoventa minutos de Stipe Simunovic no seu melhor
1‑2 frente ao Utrecht. O futebol continental não perdoa aquilo que uma liga interna deixa passar, e esta foi uma noite passada a descobrir quais dessas coisas o clube ainda arrasta.
Uma média de 7.49 na época, com 19 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Soube como os outros, uma hora antes, por uma folha colada na parede. Ninguém em Hajduk Split fingiu que fosse outra coisa que não uma decisão sobre ele.
O banco01/03/2032
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑2, ditas por Petar Modric a uma sala que já as tinha ouvido.
Em resumo
O bancoMichele Šego tornou-se um homem de confiança do treinador
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 25 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
O HNK Rijeka aceitou o dinheiro. O que o Hajduk Split ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Hajduk Split já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
19 golos e uma média de 7.49 na época. Uma forma destas nota-se muito para lá desta cidade.
Plantel12/01/2032
Uma transferência que Gregor Birsa teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Gregor Birsa está a viver essa versão no Hajduk Split, e costuma notar-se no primeiro mês.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Hajduk Split, e não vai ser retirado.
Aconteça o que acontecer, o Hajduk Split não perde
Já são 25 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
2‑2 frente ao FC Copenhagen, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
Jogo10/12/2031
Vantagem de 2 golos desperdiçada pelo Hajduk Split
Há um silêncio muito próprio: o de um estádio a ver dissolver-se uma posição vencedora. O FC Copenhagen continuou a vir porque nada o travou, e ao Hajduk Split vão perguntar pela última meia hora a semana inteira.
Raul Kumar esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel15/12/2031
Bertrand Traoré desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
14 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Hajduk Split perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Michele Šego e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel08/12/2031
Palavras no treino do Hajduk Split sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Bertrand Traoré está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Quatro semanas em que ninguém na divisão fez melhor o seu trabalho. O prémio vai para uma prateleira e o jogador volta para a equipa, que é a ordem que o Hajduk Split prefere.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Michele Šego está nela.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Em resumo
DireçãoA formação do Hajduk Split continua a produzir
Aconteça o que acontecer, o Hajduk Split não perde
Já são 23 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Plantel24/11/2031
Vedran Kovac lesiona os ligamentos do joelho — 30 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 30 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Jogo22/11/2031
O Hajduk Split torna a sua casa um sítio difícil de visitar
17 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
O último jogo do campeonato está jogado e a tabela parou de mexer: 50 pontos. O verão começa na segunda-feira, e com ele a discussão sobre o que tudo isto quis dizer.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Hajduk Split ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Hajduk Split coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Šimun Hrgović
PlantelPalavras no treino do Hajduk Split sobre quem trabalha
Já são 11 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Dribles concretizados: 35. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Uma média de 7.49 na época, com 18 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Hajduk Split pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Roko Brajković será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Hajduk Split as despedidas começaram em silêncio.
Michele Šego esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Ninguém quer jogar contra o Hajduk Split neste momento
10 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Raras vezes este jogo viu exibição assim: 5‑1 frente ao Slaven Belupo, e podiam ter sido mais.
Jogo08/11/2031
O Hajduk Split torna a sua casa um sítio difícil de visitar
16 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Uma média de 7.42 na época, com 16 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
O Hrvatski Dragovoljac está fora e o Hajduk Split segue em frente, com um 3‑0 como palavra final. O quadro abre-se um pouco, e toda a gente se permite espreitá-lo.
Já são 8 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Mateo Juričić será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Hajduk Split as despedidas começaram em silêncio.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
3 vitórias seguidas fora de casa. Os adeptos que viajam são os mais verdadeiros, e esta época estão a ser pagos na única moeda que conta.
Plantel03/11/2031
Palavras no treino do Hajduk Split sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Bertrand Traoré está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Hajduk Split podem fingir não ter ouvido.
Jogo18/10/2031
O Hajduk Split torna a sua casa um sítio difícil de visitar
12 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Jogo18/10/2031
Ninguém quer jogar contra o Hajduk Split neste momento
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Michele Šego esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
11 golos e uma média de 7.31 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
8.54. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Plantel20/10/2031
Palavras no treino do Hajduk Split sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alec Van Hoorenbeeck está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Noa Skoko será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Hajduk Split as despedidas começaram em silêncio.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Michele Šego e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel13/10/2031
Palavras no treino do Hajduk Split sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Bertrand Traoré está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Uma média de 7.26 na época, com 10 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Luka Benko e o Hajduk Split acertam mais 4 anos.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 14 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
A primeira derrota em 10 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Istra 1961; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Dmytro Zudin será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Hajduk Split as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Hajduk Split coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel29/09/2031
Juan José Córdoba desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 41 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 71 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Hajduk Split perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Aos 23 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Noa Skoko será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Hajduk Split as despedidas começaram em silêncio.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 49 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 78 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Hajduk Split perdeu-o em tudo menos nos papéis.
A proposta do HNK Rijeka por Daniel Adu-Adjei foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Hajduk Split podem fingir não ter ouvido.
60 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Hajduk Split perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 85 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 8 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Hajduk Split já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Hajduk Split pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
O telefone voltou a tocar por causa de Alberto Del Moral, e desta vez do outro lado está o HNK Rijeka. No Hajduk Split ouvem com educação e não prometem nada.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Mateo Vrsaljko será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Hajduk Split as despedidas começaram em silêncio.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Hajduk Split, e não vai ser retirado.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Stipe Simunovic agarrou este contra o HNK Rijeka. 1‑0 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Hajduk Split.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Hajduk Split falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Michele Šego e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Uma média de 7.32 na época, com 12 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Juan José Córdoba estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 63 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Hajduk Split podem fingir não ter ouvido.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Hajduk Split ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Bertrand Traoré estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Stipe Simunovic e o Hajduk Split acertam mais 4 anos.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Bertrand Traoré está nela.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Leander Dendoncker. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Hajduk Split ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Michele Šego esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel11/11/2030
Bertrand Traoré desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
100 vezes com estas cores, com qualquer tempo e sob quatro ou cinco treinadores diferentes. Este tipo de serviço está a desaparecer do futebol sem fazer barulho.
Segue-se o Dinamo Zagreb, o que significa uma semana que começa na segunda-feira. Tudo o resto nesta página estará esquecido até sábado; este jogo não se esquece durante um ano.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Petar Modric depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Colete de aquecimento, noventa minutos a ver, e um aperto de mão no fim que não enganou ninguém. Os jogos grandes dizem em quem o treinador confia; este disse-o a Dario Marešić.
Em resumo
O bancoBertrand Traoré tornou-se um homem de confiança do treinador
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Hajduk Split ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Hajduk Split lida com um homem que quer outro país.
Michele Šego e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Bertrand Traoré estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
18 tentativas, nenhuma lá dentro. Esteve nos sítios certos a tarde toda, que é a parte difícil, e fez mal a parte fácil: com isso um treinador consegue viver.
O banco28/10/2030
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Petar Modric a uma sala que já as tinha ouvido.
O NK Varazdin vai querer esquecer isto depressa: 4‑1, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Hajduk Split foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Michele Šego produziu-o, e o 9.91 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Hajduk Split ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel07/10/2030
Palavras no treino do Hajduk Split sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Bertrand Traoré está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Uma média de 7.25 na época, com 9 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Hajduk Split coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Em resumo
O bancoNikita Haikin tornou-se um homem de confiança do treinador