Andres Montero e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel16/11/2026
Palavras no treino do La Equidad sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Rafael Romero está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de La Equidad ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
O banco16/11/2026
Freddy Lemos tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no La Equidad dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Jefferson Sinisterra. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
19 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O La Equidad perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Andres Montero e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de La Equidad ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Andres Montero assinar alguma coisa — um contrato no La Equidad ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Julian Medina apontou a data.
Júnior Batista lesiona os ligamentos do joelho — 27 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 27 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
As bancadas02/11/2026
A raiva no La Equidad transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no La Equidad a ouviu como outra coisa.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. Gustavo Caicedo está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O La Equidad sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Júnior Batista lesiona os ligamentos do joelho — 35 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 35 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Francisco Quintero esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Rafael Romero estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Jefferson Sinisterra está nela.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O La Equidad sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
42 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O La Equidad perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Francisco Quintero e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Rafael Romero estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O banco19/10/2026
Freddy Lemos tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no La Equidad dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Julian Medina apontou a data.
49 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O La Equidad perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Jefferson Sinisterra produziu-o, e o 8.93 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Francisco Quintero e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Jefferson Sinisterra quer futebol continental; se o La Equidad o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
A perder, e batido em qualquer leitura honesta, até ao minuto 97. O Deportivo Cali tinha os pontos no bolso e um canto do estádio ainda acreditava, que é geralmente quando acontece.
Foi preciso Jefferson Sinisterra marcar para trazer alguma coisa para casa: 2‑2 com o Deportivo Cali, e metade do balneário vai chamar-lhe um ponto ganho.
O banco12/10/2026
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Javier Cuadrado escolheu a versão do copo meio cheio do 2‑2; os adeptos saíram com a outra.
57 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O La Equidad perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Andres Montero quer futebol continental; se o La Equidad o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no La Equidad coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel05/10/2026
Palavras no treino do La Equidad sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Rafael Romero está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Dribles concretizados: 17. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
65 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O La Equidad perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o La Equidad lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Júnior Batista e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Ivan Zapata estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
72 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O La Equidad perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Jogo19/09/2026
Não se vê o fim da espera do La Equidad por uma vitória
Já são 9 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no La Equidad tem de arrancar um resultado de algum lado.
Júnior Batista esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Rafael Romero, e o treinador deixou.
Plantel21/09/2026
Palavras no treino do La Equidad sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ivan Zapata está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O banco21/09/2026
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 2‑3 Javier Cuadrado saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Segue-se a equipa do topo da tabela, e a medida honesta de onde esta equipa realmente está. Qualquer um ganha ao clube que tem abaixo; a pergunta é o que acontece contra o Atletico Nacional.
79 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O La Equidad perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no La Equidad a ouviu como outra coisa.
Plantel14/09/2026
Rafael Romero desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A música estava desligada e os duches correram até tarde. O que se disse naquele balneário fica lá, mas o sábado publicará a ata.
O banco14/09/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑3, ditas por Javier Cuadrado a uma sala que já as tinha ouvido.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o La Equidad joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
87 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O La Equidad perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
O negócio que levaria Júnior Batista para o Pacos de Ferreira caiu na fase final e ele reapresenta-se no La Equidad com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
Júnior Batista e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 1‑2, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Rafael Romero
94 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O La Equidad perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do La Equidad já se começa a dizer o nome dele no passado.
Francisco Quintero esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Ninguém no La Equidad dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Júnior Batista lesiona os ligamentos do joelho — 103 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 103 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
8 defesas, e um resultado a que os dez à frente dele não tinham direito. Nos guarda-redes só se repara nos dias maus; este foi dos outros.
Jogo22/08/2026
Não se vê o fim da espera do La Equidad por uma vitória
Já são 5 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no La Equidad tem de arrancar um resultado de algum lado.
Francisco Quintero e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
6 golos num jogo, Jefferson Sinisterra na ficha e um resultado que vai parecer uma gralha. Os neutros não podiam pedir mais ao La Equidad nem ao Santa Fe.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
112 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O La Equidad perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Um desempate por grandes penalidades fica na memória pelo fim, e este acaba em Miguel Garcia: 2 travadas, e uma bancada que vai descrever cada uma delas nos próximos vinte anos.
Francisco Quintero e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Minuto 88, frente ao America de Cali, e um golo que soube a vitória a toda a gente que ficou. Foi um empate. Ninguém à saída do estádio o vai descrever assim.
Um ponto arrancado aos 93 minutos vale exatamente um ponto e consideravelmente mais do que isso para um balneário. Esta equipa não para, e essa reputação vale mais do que o resultado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Freddy Lemos, e o treinador deixou.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Francisco Diaz e o La Equidad acertam mais 5 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Andres Montero esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de La Equidad ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Ivan Zapata estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em La Equidad, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 9 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Gustavo Gonzalez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 6 golos entre o La Equidad e o Santa Fe, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.