79 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Universitario Popayan perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Universitario Popayan, e não vai ser retirado.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Yerry Giraldo treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Gustavo Borja estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 9 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
O comunicado da direção tinha três frases e uma delas mencionava resultados. Leonardo Rodriguez treina há tempo suficiente para traduzir: ganhar depressa, ou o próximo comunicado será mais curto.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Universitario Popayan está a esgotar-se.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Universitario Popayan, e não vai ser retirado.
Victor Diaz esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Já são 5 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Universitario Popayan tem de arrancar um resultado de algum lado.
6 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Universitario Popayan e do Alianza Petrolera por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Dribles concretizados: 20. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
Dribles concretizados: 27. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Universitario Popayan pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Universitario Popayan ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Victor Diaz e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Uma média de 7.05 numa equipa principal para a qual lhe sobram vários anos de juventude. Universitario Popayan têm alguma coisa, e a esta altura o escalão inteiro já reparou.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 6 golos entre o Universitario Popayan e o Barranquilla, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Jonathan Lozano e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Fortaleza CEIF segurou a vantagem 3 minutos, que não chega para a desfrutar. O Universitario Popayan respondeu antes de o festejo terminar, e com isso mudou a forma da tarde.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Camilo Lemos está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O banco10/05/2027
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Leonardo Rodriguez não o escondia depois do 2‑2, e no balneário do Universitario Popayan também ninguém o escondia.
Em resumo
O bancoNeste momento há alguém melhor do que Gustavo Vargas
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Jogo17/04/2027
Javier Murillo ganha-o quando o apito já devia ter soado
Minuto 92. Javier Murillo encontrou a finalização num tempo que só existia por causa das paragens anteriores, e o Tigres passou do ponto ao nada num só movimento.
Victor Diaz e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Dribles concretizados: 22. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Universitario Popayan disse a Javier Murillo que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
O banco15/03/2027
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑2, ditas por Leonardo Rodriguez a uma sala que já as tinha ouvido.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Camilo Santos estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Universitario Popayan, e não vai ser retirado.
Victor Diaz esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 2‑3, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 6 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
7.66, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Victor Diaz esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Universitario Popayan foi explícito quanto à situação de Javier Murillo, o que é mais do que muitos recebem.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Camilo Lemos sai dessa comparação dentro da equipa, e o Universitario Popayan beneficiou de cada uma dessas tardes.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Universitario Popayan podem fingir não ter ouvido.
Victor Diaz e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Números de equipa principal entregues a miúdos que os treinadores conhecem desde os doze anos. A maioria não vai lá chegar, e todos já fizeram a parte difícil.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 21 anos que sente como seu. Yerry Giraldo tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Nicolas Uribe está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Oscar Quintero está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Fabian Hernandez está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Victor Diaz esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Universitario Popayan ficou sem tempo com o Barranquilla. Os papéis estavam abertos quando o prazo passou, e uma transferência que estava quase feita é agora uma transferência que nunca aconteceu.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Alejandro Bacca estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Wilmar Zapata treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
O Barranquilla aceitou o dinheiro. O que o Universitario Popayan ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Universitario Popayan, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Universitario Popayan coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Universitario Popayan vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Jefferson Buitrago está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Universitario Popayan, mais uma semana sem a assinatura de Gabriel Albín.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Gustavo Borja treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Juan Hurtado, e o treinador deixou.
Cristian Perez lesiona os ligamentos do joelho — 25 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 25 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Jefferson Buitrago acabou de assinar pelo Universitario Popayan e, por uma vez, a resposta importava.
$150.0K em cima da mesa do America de Cali. O treinador queria-o, a direção acertou um número, e as únicas vozes que faltam ouvir são as do outro clube.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Deportivo Cali fica com o seu homem, e o Universitario Popayan volta a uma lista com um nome riscado.
Perguntou-se ao Independiente Medellin se o emprestaria. Os empréstimos acertam-se depressa ou não se acertam, e este será uma coisa ou outra até ao fim de semana.
Tem 20 anos, e os relatórios dos observadores concordam na única linha que importa: o teto. Contratações assim são bilhetes de lotaria preenchidos por profissionais.
Róbinson García tem 20 anos, e o Universitario Popayan contratou-o pelo jogador que virá a ser, não pelo que já é. A equipa principal pode esperar; o sentido de um negócio destes são os anos que compra.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Luis Caicedo estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Victor Diaz esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Luis Caicedo está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Em resumo
O bancoNicolas Borja pede uma conversa com o treinador
25 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Universitario Popayan perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
1‑8 frente ao America de Cali, e a estrada acaba aqui. As eliminações da taça são mortes rápidas — sem segunda mão, sem próxima semana, só o campeonato daqui até maio.
1-8, e muito antes do fim a bancada visitante tinha passado do incentivo para algo bastante mais afiado. Ninguém liga para um programa de rádio por perder por pouco.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Universitario Popayan, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Universitario Popayan coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Universitario Popayan, e não vai ser retirado.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Ivan Murillo e o Universitario Popayan acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Victor Diaz e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Continua sem haver proposta em cima da mesa, e o contrato de Ivan Murillo continua a encolher. Na língua dos gabinetes, um silêncio tão longo deixa de ser esquecimento e passa a ser resposta.