O Deportivo Tachira está fora e o Llaneros segue em frente, com um 2‑1 como palavra final. O quadro abre-se um pouco, e toda a gente se permite espreitá-lo.
Minuto 95. Chiqui encontrou a finalização num tempo que só existia por causa das paragens anteriores, e o Deportivo Tachira passou do ponto ao nada num só movimento.
Já são 6 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Richard Moreno estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Victor Rincon e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Aos 17 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Carlos Soteldo. 2‑0 sobre o Portuguesa, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Chiqui agarrou este contra o Caracas. 2‑0 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Llaneros.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Chiqui produziu-o, e o 8.86 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Há exatamente uma destas por carreira e normalmente não corre assim. 0 no marcador, 7.62 ao lado do nome e uma bancada que nunca o tinha visto a cantá-lo no final.
Tem 18 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Richard Moreno e o Llaneros acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Sergio Rincon. 3‑1 sobre o Deportivo Lara, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Plantel10/08/2026
Richard Moreno desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Llaneros coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Rafael Gonzalez, e o treinador deixou.
2 golos em vinte minutos com Sergio Rincon no meio de tudo, e o Deportivo Lara sem conseguir chegar à bola tempo suficiente para mudar seja o que for. Há jogos que se ganham antes da primeira bebida.