Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.47 aos 38, e ninguém no campo esteve melhor.
Vitinho esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Já são 9 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 7 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Brasil de Pelotas coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Sérgio Amaral estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Foi preciso Guilherme Santos marcar para trazer alguma coisa para casa: 1‑1 com o Operário-MS, e metade do balneário vai chamar-lhe um ponto ganho.
O banco09/11/2026
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Rodrygo Barbosa não o escondia depois do 1‑1, e no balneário do Brasil de Pelotas também ninguém o escondia.
Dribles concretizados: 12. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Em resumo
Notas dos jogadoresAs ocasiões vieram e foram-se para Arthur Ribeiro
7 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Uma média de 7.03 numa equipa principal para a qual lhe sobram vários anos de juventude. Brasil de Pelotas têm alguma coisa, e a esta altura o escalão inteiro já reparou.
Dodô esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Fábio Costa está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
A direção respondeu com dinheiro em vez de incentivo, que é a única resposta que um treinador quer ouvir. Gastá-lo bem passa a ser problema exclusivamente dele.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Brasil de Pelotas lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Sérgio Amaral estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Brasil de Pelotas coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Sérgio Amaral estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Aos 19 anos foi melhor do que todos da sua idade na divisão durante quatro semanas seguidas, o que é mais difícil do que uma boa tarde. O Brasil de Pelotas vai tentar não fazer disso um caso.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Caio Rocha, e o treinador deixou.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Renato Souza está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
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MercadoA história de Sérgio Amaral recusa-se a morrer
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
O mais difícil de ter 19 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Renato Souza não precisou: 8.29, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
6 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Brasil de Pelotas e do Joinville por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Plantel10/08/2026
Fábio Costa desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.