45 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Atlantas perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Atlantas falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 116 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Lionel Dahlkvist será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Atlantas as despedidas começaram em silêncio.
4 chegadas, uma média de idades que ninguém chamaria plantel, e pais a quem mostram um edifício onde os filhos passarão mais tempo do que em casa. A prospeção já aconteceu; hoje é só papelada.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 9 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Atlantas, e não vai ser retirado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Marius Cernych, e o treinador deixou.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Vikintas Jankauskas e o Atlantas acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Atlantas toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
A versão oficial será que foi de rotina. Não foi, o momento diz isso, e toda a gente naquela sala sabe quanto custa o próximo mau resultado.
Plantel06/12/2032
Darius Satkus tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Atlantas dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todo o plantel tem homens contratados por um treinador concreto e homens que foram simplesmente herdados. Arnas Klimavicius está no primeiro grupo, e quem o quis aqui já não está no edifício.
Em resumo
MercadoAxel Onana está livre para procurar outro sítio