Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Millonarios vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Richardson Rivas não precisou: 8.39, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Carlos Sarabia será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Millonarios as despedidas começaram em silêncio.
Verba acordada, salário acordado, e o Estoril Praia à espera com uma camisola. No Millonarios ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Millonarios podem fingir não ter ouvido.
Estava tudo acordado até deixar de estar, e Santiago Giordana regressa a Millonarios com um verão para esquecer. Nenhum dos clubes diz quem se levantou da mesa.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.11 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Dribles concretizados: 23. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Verba acordada, salário acordado, e o Valledupar à espera com uma camisola. No Millonarios ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Fortaleza CEIF fica com o seu homem, e o Millonarios volta a uma lista com um nome riscado.
O Millonarios ofereceu $1.0M; o Tigres disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Millonarios podem fingir não ter ouvido.
Verba acordada, salário acordado, e o Real Santander à espera com uma camisola. No Millonarios ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Alex Moreno Paz não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Leon fica com o seu homem, e o Millonarios volta a uma lista com um nome riscado.
O Millonarios foi ao Tigres com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Danovis Banguero e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Luca Martínez Dupuy produziu-o, e o 9.10 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Millonarios ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Danovis Banguero desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Santiago Giordana tem a sua resposta do Millonarios; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Sebastián Mosquera e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.17 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Millonarios ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Danovis Banguero estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
200 jogos com esta camisola, através de treinadores, descidas e tudo o resto. Uma entrega assim está a desaparecer do futebol, e a bancada sabe o que está a ver.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Matías de los Santos esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Dribles concretizados: 28. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Millonarios ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Aos 21 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Aos 33 anos, 3 pontos abaixo de onde esteve, e um corpo que começou a cobrar juros. Acontece a todos, e continua a ser o parágrafo mais difícil desta página.
Plantel05/04/2027
Palavras no treino do Millonarios sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Danovis Banguero está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Danovis Banguero e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Acontece a todos e continua a ser o parágrafo mais difícil que um jornal local tem de escrever. 37 anos, 3 pontos abaixo do que era, e um corpo que começou a cobrar juros sobre uma carreira.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Leonardo Castro, e o treinador deixou.
O banco29/03/2027
Rodrigo Ureña tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Millonarios dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Plantel29/03/2027
Palavras no treino do Millonarios sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Samuel Martín está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Vestiu a outra camisola. No sábado joga contra o Atletico Bucaramanga com esta, e tudo o que disser esta semana sobre ser um jogo como os outros será mentira.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Jorge Herrera apontou a data.
Já são 9 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Millonarios ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Javier Burrai e o Millonarios acertam mais 2 anos.
Danovis Banguero e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Minuto 91, frente ao Aguilas Doradas, e um golo que soube a vitória a toda a gente que ficou. Foi um empate. Ninguém à saída do estádio o vai descrever assim.
Jorge Arias esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Um 1‑0 sobre o Independiente Medellin, conquistado e não oferecido, e o tipo de tarde que manda toda a gente para casa a falar da próxima semana em vez desta.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Millonarios lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Ninguém no Millonarios dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Plantel15/02/2027
Samuel Martín desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Posição 2, 24 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Verba acordada, salário acordado, e o Tigres à espera com uma camisola. No Millonarios ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Isto não é profundidade de plantel e ninguém finge que seja. Pagaram-se $3.6M porque Jorman Campuzano é simplesmente melhor do que o que já cá estava, e o clube decidiu deixar de esperar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Fortaleza CEIF fica com o seu homem, e o Millonarios volta a uma lista com um nome riscado.
Às direções dizem-lhes durante anos o que fazem mal e não ouvem nada nos dias em que acertam. Este é um desses dias: Jorman Campuzano do Atletico Nacional por $3.6M, e uma bilheteira a ter uma manhã excelente.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Millonarios coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Toda a gente no Millonarios viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 33 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Millonarios sobre quem trabalha
PlantelDemasiada mudança demasiado depressa no Millonarios
O apuramento está feito e na próxima época os holofotes acendem-se para algo maior. Um palco para os jogadores, oxigénio para as contas e um passaporte para os restantes.
$6.2M era o máximo que o clube pagaria, e o Santos Laguna pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
O tipo de ano que acaba com um nome a ser lido num salão. O Millonarios aproveitou-o todas as semanas e tem agora o problema de todos os outros saberem.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Deportes Tolima fica com o seu homem, e o Millonarios volta a uma lista com um nome riscado.
A perseguição a Jonathan Marulanda terminou com $630.0K a mudar de mãos e o Leones sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Jonathan Marulanda está a viver essa versão no Millonarios, e costuma notar-se no primeiro mês.
Às direções dizem-lhes durante anos o que fazem mal e não ouvem nada nos dias em que acertam. Este é um desses dias: Luca Martínez Dupuy do Godoy Cruz por $9.1M, e uma bilheteira a ter uma manhã excelente.
43 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O La Equidad perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 97 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Os contabilistas vão chamar-lhe bom negócio e terão razão, o que não é o assunto de ninguém fora da administração. Jorge Herrera era uma das razões por que as pessoas vinham, e $990.0K não substitui isso sozinho.
O tipo de ano que acaba com um nome a ser lido num salão. O La Equidad aproveitou-o todas as semanas e tem agora o problema de todos os outros saberem.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Real Cartagena fica com o seu homem, e o La Equidad volta a uma lista com um nome riscado.
Bryan Caicedo era o nome em todos os programas de rádio, e o clube foi buscá-lo por $390.0K. Durante uma semana a direção não faz nada de errado, e é uma semana que a maioria das direções nunca tem.
O America de Cali segue em frente e o Millonarios vai para casa, com um 0‑1 a decidir tudo. O balneário vai agora dizer que a prioridade é o campeonato, porque é isso que os balneários dizem.
O Fortaleza CEIF não queria vender e o número é a razão por que o fez. $1.4M por Richardson Rivas, e a expectativa que chega com ele não é suavizada por nenhum período de adaptação.
O Millonarios perguntou e o La Equidad disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Danovis Banguero e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Fortaleza CEIF aceitou o dinheiro. O que o Millonarios ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
O Millonarios ofereceu $1.7M; o La Equidad disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Danovis Banguero estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
A direção respondeu com dinheiro em vez de incentivo, que é a única resposta que um treinador quer ouvir. Gastá-lo bem passa a ser problema exclusivamente dele.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 115 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do La Equidad, e não vai ser retirado.
A proposta seguiu esta semana para o Leones, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Cristian Torres e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de La Equidad foi explícito quanto à situação de Rafael Borja, o que é mais do que muitos recebem.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jhon Bello, e o treinador deixou.
2‑0 frente ao Atletico Venezuela, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 125 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o La Equidad lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no La Equidad coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Avaliado com 7.95. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
Um jogador que contava ser titular assistiu de fora. O treinador vai chamar-lhe uma decisão pela equipa; Juan Pablo Díaz chama-lhe outra coisa em privado.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que La Equidad podem fingir não ter ouvido.
Cristian Torres e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Notas dos jogadores09/11/2026
Alfredo Cardona jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.16. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Edwin Laszo, e o treinador deixou.
Plantel09/11/2026
No La Equidad ainda são estranhos uns para os outros
8 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Diego Vargas sobre uma tarde de 2‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Alfredo Cardona está nela.
Edwin Laszo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Luis Orejuela está nela.
O sistema mudou e a posição dele não. Um futebolista pode melhorar a forma; não pode melhorar o sistema do treinador, e o problema é todo esse.
O banco02/11/2026
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Diego Vargas escolheu a versão do copo meio cheio do 1‑1; os adeptos saíram com a outra.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
Noventa minutos concretos pediam outro tipo de jogador, e o treinador escolheu um. Não está em má forma e não está na equipa, e as duas coisas são verdade.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Jorge Herrera produziu-o, e o 8.93 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Juan José Aguilar e o La Equidad acertam mais 3 anos.
O Independiente Medellin segurou a vantagem 1 minutos, que não chega para a desfrutar. O La Equidad respondeu antes de o festejo terminar, e com isso mudou a forma da tarde.
O banco26/10/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 2‑3, ditas por Diego Vargas a uma sala que já as tinha ouvido.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o La Equidad joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
0‑2 frente ao Millonarios, e a estrada acaba aqui. As eliminações da taça são mortes rápidas — sem segunda mão, sem próxima semana, só o campeonato daqui até maio.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Rafael Borja quer futebol continental; se o La Equidad o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Jorge Herrera. 1‑0 sobre o Deportivo Pasto, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Diego Vargas sobre uma tarde de 1‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
2‑0 frente ao Atletico Venezuela, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
A primeira derrota em 9 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Deportivo Pereira; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Luis Orejuela, e o treinador deixou.
Cristian Torres e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 2‑3, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Jorge Herrera produziu-o, e o 9.10 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que La Equidad podem fingir não ter ouvido.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o La Equidad joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
Toda a gente deixou de fingir: o Santa Clara vai fazer a chamada por Felipe Mina esta semana. O La Equidad tem um número em mente, e o número não é tímido.
Plantel14/09/2026
No La Equidad ainda são estranhos uns para os outros
6 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
O banco14/09/2026
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Diego Vargas, sobre uma vitória por 3‑1 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Mercado07/09/2026
Tão perto: a transferência de Jorge Herrera morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Bari seguiu em frente, Jorge Herrera apresenta-se de volta no La Equidad, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
Sebastian Cuadrado e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O prémio é pouca coisa com um significado pesado: durante quatro semanas ninguém neste escalão fez melhor o seu trabalho. La Equidad têm o troféu numa prateleira e o jogador na equipa.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Alfredo Cardona sai dessa comparação dentro da equipa, e o La Equidad beneficiou de cada uma dessas tardes.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Luis Orejuela está nela.
A proposta do Antequera por Brian Valencia foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O telefone voltou a tocar por causa de Cristian Mejia, e desta vez do outro lado está o Penafiel. No La Equidad ouvem com educação e não prometem nada.
A série sem derrotas chega aos 7 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Cristian Torres esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Vitória por 1‑0 sobre o Once Caldas, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Cristian Torres e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Participação em 2 golos, de um jogador que passou noventa minutos a fazer aquilo que um treinador quer mesmo: estar onde a bola ia acabar. 7.95 ao lado do nome.
A primeira derrota em 4 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o America de Cali; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Valladolid tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Minuto 96. Cristian Rodriguez encontrou a finalização num tempo que só existia por causa das paragens anteriores, e o Jaguares passou do ponto ao nada num só movimento.
A proposta ficou muito aquém e em La Equidad não precisaram de pensar muito. Ninguém neste negócio lê uma primeira recusa como um fim.
As bancadas17/08/2026
Os adeptos revoltam-se com a venda de Miguel Miranda por $24.8M
Vai para o Feyenoord, o clube tem $24.8M que não tinha na sexta-feira, e os programas de rádio já decidiram como se sentem quanto a isso. Vender bem e vender alguém que amavam não são a mesma competência.
Em resumo
Notas dos jogadoresFábio Rodrigues aparece na área certa — 7.95
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Miguel Miranda e o La Equidad acertam mais 5 anos.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Fábio Rodrigues e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Nota de 7.98. Há um tipo de avançado cujo valor só aparece quando se conta aquilo em que participou em vez daquilo que finalizou, e este é o dia em que esse argumento se demonstra sozinho.
Ambas as partes esperam falar nos próximos dias. O La Equidad vai pedir um valor, e tudo o que vier depois é aritmética.
Plantel10/08/2026
Rafael Borja desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não acontece nada durante meses e depois ele simplesmente chega, a custo zero, tendo assinado um pré-contrato enquanto ainda jogava por outro. É a forma menos dramática de contratar um futebolista e muitas vezes a mais esperta.