46 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O GAS perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do GAS, e não vai ser retirado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Guilherme Tavares estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Marcelo Nardo sobre uma tarde de 2‑1 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
53 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O GAS perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Alex Nardo não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
A proposta do Sumgayit por Vini foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Cobra esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Guilherme Tavares estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
0‑4 frente ao Internacional, e a estrada acaba aqui. As eliminações da taça são mortes rápidas — sem segunda mão, sem próxima semana, só o campeonato daqui até maio.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Márcio Borges produziu-o, e o 8.45 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
O mais difícil de ter 20 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Henrique Martins não precisou: 8.13, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
O Parnahyba vai querer esquecer isto depressa: 8‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O GAS foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no GAS coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.