39 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Mineros de Guayana perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Plantel12/02/2029
41 dias de fora para Rody Gómez depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Mineros de Guayana vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Mineros de Guayana ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Mineros de Guayana a ouviu como outra coisa.
Notas dos jogadores12/02/2029
Um golo e uma assistência para Tomás Zamora — 7.85
Participação em 2 golos, de um jogador que passou noventa minutos a fazer aquilo que um treinador quer mesmo: estar onde a bola ia acabar. 7.85 ao lado do nome.
57 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Mineros de Guayana perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 58 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Mineros de Guayana, e não vai ser retirado.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Mineros de Guayana lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Junior Cedeño e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
3 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
86 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Mineros de Guayana perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Mineros de Guayana, e não vai ser retirado.
Verba acordada, salário acordado, e o Metropolitanos à espera com uma camisola. No Mineros de Guayana ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Mineros de Guayana coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Sandro Notaroberto e o Mineros de Guayana acertam mais 2 anos.
Plantel01/01/2029
Maiker Rivas desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Mineros de Guayana perguntou e o Botafogo disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
125 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Mineros de Guayana perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Alejandro Gonzalez quer futebol continental; se o Mineros de Guayana o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Luis Corredor e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel27/11/2028
Franco Provenzano desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O banco27/11/2028
Maiker Rivas tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Mineros de Guayana dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Mineros de Guayana, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Jesús Duarte. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Faltam 1 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Mineros de Guayana pode pedir e sobe o salário que Eliseo Vázquez pode exigir.
141 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Mineros de Guayana perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Luis Corredor esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Maiker Rivas estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Carlos Espinoza será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Mineros de Guayana as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Mineros de Guayana coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Maiker Rivas está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Carlos Espinoza e o Mineros de Guayana acertam mais 2 anos.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Dipson Meza será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Mineros de Guayana as despedidas começaram em silêncio.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Luis Corredor e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O banco25/09/2028
Ángelo Peña tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Mineros de Guayana dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Luis Corredor. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Manco apontou a data.
Em resumo
EmprestadosOs golos continuam a chegar do exílio de Juan Méndez
Junior Cedeño e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O prémio de melhor jovem do mês vai para um jogador de 16 anos do Mineros de Guayana que pareceu um produto acabado durante quatro jornadas seguidas. As quatro seguintes é que decidem se é.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Tomás Zamora sai dessa comparação dentro da equipa, e o Mineros de Guayana beneficiou de cada uma dessas tardes.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Maiker Rivas está nela.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Mineros de Guayana, mais uma semana sem a assinatura de Sandro Notaroberto.
18 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Mineros de Guayana perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
O Aragua vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Mineros de Guayana foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. José Pinto será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Mineros de Guayana as despedidas começaram em silêncio.
O Zamora aceitou o dinheiro. O que o Mineros de Guayana ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
Direção24/07/2028
O prazo passa com 5 contratações e 5 saídas
Está feito o negócio no Mineros de Guayana até o mercado voltar a abrir. Se chegou, responde-se aos sábados e não numa coluna, e o primeiro sábado está perto.
O negócio que levaria Carlos Espinoza para o Deportivo La Guaira caiu na fase final e ele reapresenta-se no Mineros de Guayana com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
José Pinto e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Deportivo Tachira fica com o seu homem, e o Mineros de Guayana volta a uma lista com um nome riscado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. José Pinto está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Osnel García, e o treinador deixou.
O banco29/05/2028
Ángelo Peña tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Mineros de Guayana dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 0‑0, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
As bancadas esperaram por um golo que nunca chegou. O Zamora defendeu com muita gente e levou aquilo que veio buscar, e as duas equipas podiam ainda estar a jogar sem incomodar o marcador.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jesús Lobo, e o treinador deixou.
Um 1‑1 com o Llaneros deixa o balneário entre o alívio e a frustração.
O banco22/05/2028
Luis Corredor tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Mineros de Guayana dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 1‑1, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
78 dias de fora para Juan Flórez depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Mineros de Guayana vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Mineros de Guayana pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Mineros de Guayana lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
José Pinto esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Dribles concretizados: 21. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Luis Corredor tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Mineros de Guayana dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
O banco20/03/2028
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Rafael Arango não o escondia depois do 0‑0, e no balneário do Mineros de Guayana também ninguém o escondia.
As bancadas esperaram por um golo que nunca chegou. O Zulia defendeu com muita gente e levou aquilo que veio buscar, e as duas equipas podiam ainda estar a jogar sem incomodar o marcador.
Já são 15 jogos sem vencer, e o estádio ganhou aquele silêncio especial de quem espera o pior. Um 1-0 feio curava quase tudo; é isso que enlouquece.
Plantel06/03/2028
94 dias de fora para Juan Flórez depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Mineros de Guayana vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 7 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. José Pinto está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O treinador reorganizou as ideias e Renzo Zambrano saiu delas mais abaixo. Vão dizer-lhe que é temporário, e os jogadores que já ouviram isso antes vão desviar o olhar.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Mineros de Guayana, e 5 jogos em 11 dizem que merece ser ouvido.
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.17 aos 38, e ninguém no campo esteve melhor.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Alejandro Gonzalez quer futebol continental; se o Mineros de Guayana o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Junior Cedeño e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
5 miúdos sobem, e algures no edifício as pessoas que os treinaram aos doze anos estão a ter, em silêncio, a melhor manhã do seu ano de trabalho. Nada disto aparece num resultado, e é para isto que a formação existe.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e José Pinto estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
19 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Mineros de Guayana perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Mineros de Guayana podem fingir não ter ouvido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Mineros de Guayana coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Alejandro Gonzalez, e o treinador deixou.
Plantel17/01/2028
Tomás Zamora desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O banco17/01/2028
Jesús Duarte tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Mineros de Guayana dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Miguel Otero lesiona os ligamentos do joelho — 27 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 27 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Plantel10/01/2028
Uma transferência que Osnel García teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Osnel García está a viver essa versão no Mineros de Guayana, e costuma notar-se no primeiro mês.
$800.0K era o máximo que o clube pagaria, e o Carabobo pedia mais. Negócios destes ressuscitam na última semana do mercado mais ou menos metade das vezes, e todos os envolvidos o sabem.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Alejandro Gonzalez e o Mineros de Guayana acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
O relógio fez o que o Aragua não quis fazer, e acabou com aquilo. Os adeptos que seguiram a contagem decrescente vão passar o próximo mercado a fazê-lo outra vez.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O banco10/01/2028
Luis Corredor tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Mineros de Guayana dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
$4.9M é muito dinheiro, e dinheiro não joga a ponta de lança. No balneário toda a gente sabe para quem se olhava quando as coisas corriam mal.
Plantel03/01/2028
Gustavo Russo lesiona os ligamentos do joelho — 26 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 26 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Atletico Venezuela vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Atletico Venezuela, e não vai ser retirado.
Vai para o Mineros de Guayana, o clube tem $4.9M que não tinha na sexta-feira, e os programas de rádio já decidiram como se sentem quanto a isso. Vender bem e vender alguém que amavam não são a mesma competência.
O tipo de ano que acaba com um nome a ser lido num salão. O Atletico Venezuela aproveitou-o todas as semanas e tem agora o problema de todos os outros saberem.
Alvos de mercado03/01/2028
Os exames médicos acabam com o negócio de Jesús Gamarra
Estava tudo acordado com o Estudiantes de Caracas, e então o médico falou. O Atletico Venezuela desistiu de uma contratação por conselho de alguém que nunca o viu jogar, que é exatamente como deve funcionar.
Junior Soteldo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Mineros de Guayana, e não vai ser retirado.
O Mineros de Guayana foi ao Carabobo com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Junior Cedeño esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alejandro Gonzalez era o nome em todos os programas de rádio, e o clube foi buscá-lo por $4.9M. Durante uma semana a direção não faz nada de errado, e é uma semana que a maioria das direções nunca tem.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Alejandro Gonzalez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Atletico Venezuela perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Plantel27/12/2027
Gustavo Russo lesiona os ligamentos do joelho — 34 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 34 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Atletico Venezuela, e não vai ser retirado.
O Atletico Venezuela foi ao Carabobo com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Atletico Nacional fica com o seu homem, e o Atletico Venezuela volta a uma lista com um nome riscado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Atletico Venezuela coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Victor Martinez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Uma sondagem ao Huachipato para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Mineros de Guayana fez a parte difícil com o Atletico Venezuela, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Saiu miúdo e regressa a saber ainda onde fica a bancada dos visitantes. A maioria dos reforços tem de ser explicada à cidade; a este bastou uma fotografia.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Mineros de Guayana coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jair Andara está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
5 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
41 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Atletico Venezuela perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Atletico Venezuela podem fingir não ter ouvido.
O tipo de ano que acaba com um nome a ser lido num salão. O Atletico Venezuela aproveitou-o todas as semanas e tem agora o problema de todos os outros saberem.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Deportivo Tachira fica com o seu homem, e o Atletico Venezuela volta a uma lista com um nome riscado.
Junior Soteldo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Victor Martinez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Uma sondagem ao Caracas para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 18 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Mineros de Guayana, e não vai ser retirado.
A perseguição a Fabián Pacheco terminou com $170.0K a mudar de mãos e o Trujillanos sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Mineros de Guayana coisas que levam mais de uma semana a retirar.
É a sequência mais rara do futebol: os adeptos pedem uma coisa e o clube vai e fá-la. $170.0K por Fabián Pacheco, e durante uma semana ninguém se queixa de nada.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. José Pinto está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Ninguém no clube vai dizer em voz alta para quem é esta contratação, que é exatamente como se percebe para quem é. Franco Provenzano chegou para ficar com uma camisola que alguém ainda veste.
Junior Soteldo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Victor Martinez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Atletico Venezuela, mais uma semana sem a assinatura de Francisco La Mantia.
Uma sondagem ao Lanús para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
Perguntou-se ao Mineros de Guayana se o emprestaria. Os empréstimos acertam-se depressa ou não se acertam, e este será uma coisa ou outra até ao fim de semana.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Atletico Venezuela foi explícito quanto à situação de Dylan Pepe, o que é mais do que muitos recebem.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Alejandro Gonzalez será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Atletico Venezuela as despedidas começaram em silêncio.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Jesús Villarroel e o Atletico Venezuela acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Victor Martinez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Plantel29/11/2027
Uma lesão muscular afasta Sergio Casais durante 16 dias
Ninguém faz um documentário sobre um isquiotibial e toda a gente nisto o teme. No Atletico Venezuela vão ter cuidado com a data de regresso, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Atletico Venezuela podem fingir não ter ouvido.
Junior Soteldo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Jesús Villarroel e o Atletico Venezuela acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Atletico Venezuela sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Daniel Otero treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Sergio Arango pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
A mensagem era tanto para as bancadas como para o balneário: Alejandro Gonzalez joga, e a discussão fica encerrada até o treinador decidir o contrário.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Atletico Venezuela podem fingir não ter ouvido.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Atletico Venezuela ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Junior Soteldo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Victor Martinez desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Uma convocatória elogia o jogador e o clube que o formou na mesma frase. O Atletico Venezuela gostava de o receber inteiro e sabe que não vai ser consultado.
Parte para ser jogador de outros durante quinze dias. O Atletico Venezuela perde-o durante a paragem e gostava que lho devolvessem no estado em que saiu.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Atletico Venezuela podem fingir não ter ouvido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Atletico Venezuela coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Alejandro Gonzalez pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Atletico Venezuela, e não vai ser retirado.
Junior Soteldo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel25/10/2027
Victor Martinez desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Atletico Venezuela sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Atletico Venezuela, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Um treinador perdoa um mau sábado muito mais depressa do que uma má terça, porque um explica-se e o outro escolheu-o. Os relatos desta semana não foram bons.
A língua chegou, o encolher de ombros foi-se, e discute nos treinos como um homem que conta estar cá para o ano. Nada disto aparece num valor de transferência, e tudo isto aparece no relvado.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Atletico Venezuela podem fingir não ter ouvido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Atletico Venezuela coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Victor Martinez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Atletico Venezuela foi explícito quanto à situação de Fabrizio Fazzolari, o que é mais do que muitos recebem.
Parte para ser jogador de outros durante quinze dias. O Atletico Venezuela perde-o durante a paragem e gostava que lho devolvessem no estado em que saiu.
Victor Martinez desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Atletico Venezuela sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Atletico Venezuela, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Sergio Arango será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Atletico Venezuela as despedidas começaram em silêncio.
Junior Soteldo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Victor Martinez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O banco13/09/2027
Salomon Herrera tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Atletico Venezuela dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Atletico Venezuela ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Atletico Venezuela coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Victor Martinez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Darwin Murillo, e o treinador deixou.
Junior Soteldo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Atletico Venezuela, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Atletico Venezuela sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Uma paragem ao serviço da seleção, e uma camisola do Atletico Venezuela que por uns dias também faz de anúncio. Uma convocatória elogia o jogador e o clube que o formou na mesma frase.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o Atletico Venezuela terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
O último jogo do campeonato está jogado e a tabela parou de mexer: 46 pontos. O verão começa na segunda-feira, e com ele a discussão sobre o que tudo isto quis dizer.
Noventa minutos de muito pouco e depois tudo de uma vez. O golo chegou aos 86, e o Carabobo passou o resto do jogo a reclamar com o árbitro em vez de perseguir a bola.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Atletico Venezuela podem fingir não ter ouvido.
A série sem derrotas chega aos 7 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Victor Martinez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Atletico Venezuela coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Atletico Venezuela podem fingir não ter ouvido.
7.95, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Atletico Venezuela ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
A série sem derrotas chega aos 6 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Junior Soteldo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Victor Martinez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Atletico Venezuela, e não vai ser retirado.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Salomon Herrera produziu-o, e o 9.02 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Alejandro Gonzalez será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Atletico Venezuela as despedidas começaram em silêncio.
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Atletico Venezuela coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Atletico Venezuela, e não vai ser retirado.
Junior Soteldo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O relógio fez o que o Carabobo não quis fazer, e acabou com aquilo. Os adeptos que seguiram a contagem decrescente vão passar o próximo mercado a fazê-lo outra vez.
Nota de 7.74 em 11 ações nas duas áreas. Médios assim são descritos como pouco vistosos por quem nunca tentou jogar contra um.
Plantel02/08/2027
Victor Martinez desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Dribles concretizados: 16. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Verba acordada, salário acordado, e o Mineros de Guayana à espera com uma camisola. No Atletico Venezuela ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O mais difícil de ter 20 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Juan Aguilar não precisou: 8.05, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Atletico Venezuela, e não vai ser retirado.
9 jogos sem vencer é o tipo de série que muda a forma como uma cidade fala do seu clube, e o Zulia foi a tarde em que parou. Um resultado não resolve nada, e um resultado faz tudo parecer diferente.
20 golos e uma média de 7.25 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 2, saíram 1, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Deportivo Tachira fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Recuperou e depois fez alguma coisa com isso, que são dois trabalhos e a razão de o marcador ter o aspeto que tem. 14 ações combinadas e uma nota de 7.19, e nenhuma delas entrará num resumo.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Mineros de Guayana fez a parte difícil com o Atletico Venezuela, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Mineros de Guayana podem fingir não ter ouvido.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jair Andara estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Dois clubes atolados, um jogo entre eles, e um estádio que vai estar mais barulhento e mais assustado do que em qualquer outro momento da época. O Mineros de Guayana sabe o que está em jogo, e toda a gente na bancada visitante também.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Ángelo Peña está nela.
Em resumo
O bancoMeio satisfeito: Rafael Arango sobre o empate
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Atletico Venezuela podem fingir não ter ouvido.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Salomon Herrera e o Atletico Venezuela acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Atletico Venezuela coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Ambas as partes esperam falar nos próximos dias. O Atletico Venezuela vai pedir um valor, e tudo o que vier depois é aritmética.
Plantel12/07/2027
Victor Martinez desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Atletico Venezuela já telefonou ao Metropolitanos. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
O banco12/07/2027
Salomon Herrera tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Atletico Venezuela dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Atletico Venezuela podem fingir não ter ouvido.
Já são 7 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Atletico Venezuela tem de arrancar um resultado de algum lado.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Atletico Venezuela fez a parte difícil com o Carabobo, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Deportivo Tachira fica com o seu homem, e o Atletico Venezuela volta a uma lista com um nome riscado.
Juan Aguilar esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Mineros de Guayana podem fingir não ter ouvido.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
A proposta seguiu esta semana para o Atletico Venezuela, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Mineros de Guayana nada responderam, o que também é uma resposta.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Mineros de Guayana coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Verba acordada, salário acordado, e o Mineros de Guayana à espera com uma camisola. No Atletico Venezuela ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Atletico Venezuela, e não vai ser retirado.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Junior Soteldo e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Notas dos jogadores28/06/2027
Manco jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.07. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
O Atletico Venezuela aceitou o dinheiro. O que o Mineros de Guayana ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
Já são 8 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Mineros de Guayana tem de arrancar um resultado de algum lado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Mineros de Guayana, e não vai ser retirado.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 3 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jair Andara está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
A proposta do Deportivo Tachira por Alejandro Gonzalez foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Junior Soteldo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Manco tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
A direção respondeu com dinheiro em vez de incentivo, que é a única resposta que um treinador quer ouvir. Gastá-lo bem passa a ser problema exclusivamente dele.
Uma sondagem ao Estudiantes de Merida para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
Perguntou-se ao Deportivo Tachira se o emprestaria. Os empréstimos acertam-se depressa ou não se acertam, e este será uma coisa ou outra até ao fim de semana.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Atletico Venezuela, e não vai ser retirado.
Uma média de 7.20 na época, com 14 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Junior Soteldo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Yamil Silva, e o treinador deixou.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 1‑4, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Dribles concretizados: 14. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.