Isaac Hughes lesiona os ligamentos do joelho — 30 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 30 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Melbourne City já se começa a dizer o nome dele no passado.
O Melbourne City e o Perth Glory acertaram em $1.5M. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
O Melbourne City foi ao Sydney FC com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Direção01/09/2031
O Melbourne City fecha o mercado com um plantel feito por si
13 entradas e 27 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Aidan Powell será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Melbourne City as despedidas começaram em silêncio.
O Melbourne City perguntou e o Brisbane Roar disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
123 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Melbourne City perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Plantel04/08/2031
Patrick Beach consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Patrick Beach acabou de assinar pelo Melbourne City e, por uma vez, a resposta importava.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Max Caputo não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
O Melbourne City foi ao Central Coast Mariners com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Melbourne City coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Saiu miúdo e regressa a saber ainda onde fica a bancada dos visitantes. A maioria dos reforços tem de ser explicada à cidade; a este bastou uma fotografia.
137 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Melbourne City perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Verba acordada, salário acordado, e o Sydney FC à espera com uma camisola. No Melbourne City ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Melbourne City falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
A proposta do Macarthur FC por Aidan Powell foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O nome de Anthony Pantazopoulos apareceu em conversas de que o Melbourne City não fez parte. Nada formal, nada assinado — mas também nada de acidental.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Melbourne City foi explícito quanto à situação de Teenage Hadebe, o que é mais do que muitos recebem.
Daniel Wilmering e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O banco21/07/2031
Awer Mabil tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Melbourne City dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Melbourne City falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Melbourne City perdeu-o em tudo menos nos papéis.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Jing Reec e o Melbourne City acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Toda a gente deixou de fingir: o Sydney FC vai fazer a chamada por Teenage Hadebe esta semana. O Melbourne City tem um número em mente, e o número não é tímido.
James McGarry esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Assinaram hoje, ninguém os vai ver durante anos, e um deles pode um dia ser a razão de o clube existir. É este todo o argumento a favor de uma formação, e é um bom argumento.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Benjamin Mazzeo estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Melbourne City, e não vai ser retirado.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Melbourne City já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Max Caputo não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Melbourne City ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
O Melbourne City tinha feito tudo menos convencer o próprio. Fica no Western Sydney Wanderers, e o treinador volta à estaca zero com o dinheiro ainda no banco.
O negócio com o Western Sydney Wanderers está feito em todos os sentidos menos no que o põe em campo. Nesta fase nada corre mal, exceto nas vezes em que corre.
Não há pior forma de perder um futebolista. Medin Memeti pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Marc Tokich agiu, no Melbourne City, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Melbourne City perdeu-o em tudo menos nos papéis.
A proposta do Macarthur FC por Medin Memeti foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Macarthur FC tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Akol Akon não precisou: 7.88, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Melbourne City coisas que levam mais de uma semana a retirar.
111 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Melbourne City perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
57 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Melbourne City ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Melbourne City coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Aidan Powell e o Melbourne City acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Melbourne City, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
125 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Melbourne City perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Melbourne City ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel30/09/2030
Makai Welch melhorou aos 25, o que ninguém esperava
As carreiras devem estagnar e depois cair, e quem ignora isso é sempre quem estava a ouvir no treino. 4 pontos, ao longo de meses, numa idade em que a direção costuma ser só uma.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Melbourne City coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Awer Mabil tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Melbourne City dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Melbourne City, mais uma semana sem a assinatura de Akol Akon.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Melbourne City. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Em resumo
MercadoContinua sem haver assinatura de Aidan Simmons
28 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Melbourne City perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Macarthur FC tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Josh Brillante e o Melbourne City acertam mais 2 anos.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Melbourne City, mais uma semana sem a assinatura de Teenage Hadebe.
Antonee Burke-Gilroy e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Melbourne City perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Melbourne City, e não vai ser retirado.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Macarthur FC tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Brisbane Roar fica com o seu homem, e o Melbourne City volta a uma lista com um nome riscado.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» James McGarry e o Melbourne City acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Melbourne City perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Melbourne City ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Melbourne City coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Corban Piper desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Uma sondagem ao Sydney FC para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.