Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Juan Camilo Moreno produziu-o, e o 8.61 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bogota coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel20/08/2035
Cristián Mosquera desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Colete de aquecimento, noventa minutos a ver, e um aperto de mão no fim que não enganou ninguém. Os jogos grandes dizem em quem o treinador confia; este disse-o a Jorge Martínez.
Foi preciso Juan Camilo Moreno marcar para trazer alguma coisa para casa: 2‑2 com o America de Cali, e metade do balneário vai chamar-lhe um ponto ganho.
Culpa de ninguém e inteiramente sua: um golo que entra na ficha com o seu nome sem que nada nele fosse intencional. O Bogota merecia melhor, e ele também.
Neto Borges esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Cristián Mosquera está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
Foi preciso Benjamín Villarruel marcar para trazer alguma coisa para casa: 1‑1 com o Fortaleza CEIF, e metade do balneário vai chamar-lhe um ponto ganho.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Universitario Popayan coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Juan Martín Russo está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Um médio mede-se por saber se a equipa funciona quando ele está em campo, algo quase impossível de ver e completamente óbvio em retrospetiva. 9 ações, 6.69, e um treinador que não o vai substituir tão cedo.
Contrato liquidado, apertos de mão, nenhuma verba a mudar de mãos. Edwin Palacios deixa o Universitario Popayan pela porta discreta, e a folha salarial respira um pouco melhor.