“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Nasarawa United pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Sunday Oduya será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Nasarawa United as despedidas começaram em silêncio.
Pius Igwe e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Austin Onyemaechi assinar alguma coisa — um contrato no Nasarawa United ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Nasarawa United coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O prémio de melhor jovem do mês vai para um jogador de 19 anos do Nasarawa United que pareceu um produto acabado durante quatro jornadas seguidas. As quatro seguintes é que decidem se é.
Disseram uma coisa a Emmanuel Kachi e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. Taiwo Adebayor está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Daniel Agara está nela.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
50 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Nasarawa United perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Jogo09/08/2031
Não se vê o fim da espera do Nasarawa United por uma vitória
Já são 11 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Nasarawa United tem de arrancar um resultado de algum lado.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Nasarawa United podem fingir não ter ouvido.
Ameh Godwin e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Nasarawa United perguntou e o Rivers United disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Nasarawa United joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.