Não se vê o fim da espera do Hapoel Acre por uma vitória
Já são 33 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Hapoel Acre tem de arrancar um resultado de algum lado.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
20 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Hapoel Acre perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
0‑6 para o Maccabi Tel Aviv, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Hapoel Acre nada responderam, o que também é uma resposta.
Jogo20/11/2027
Ninguém conseguiu parar de marcar
6 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Hapoel Acre e do Maccabi Tel Aviv por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Plantel22/11/2027
Palavras no treino do Hapoel Acre sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Junior Traoré está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
28 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Hapoel Acre perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Omer Dahan estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Ginjiro Ikegaya esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco15/11/2027
Ofek Antman tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Hapoel Acre dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Omer Dahan treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
O banco15/11/2027
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Roei Shukrani
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Osama Khalaila: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Hapoel Acre a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no Hapoel Acre admitiria. Nota-se aos sábados.
Não se vê o fim da espera do Hapoel Acre por uma vitória
Já são 32 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Hapoel Acre tem de arrancar um resultado de algum lado.
35 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Hapoel Acre perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Omer Dahan e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
6 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Hapoel Acre e do Bnei Sakhnin por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Plantel08/11/2027
Palavras no treino do Hapoel Acre sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Junior Traoré está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Uri Cohen depois do 1‑5, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Não se vê o fim da espera do Hapoel Acre por uma vitória
Já são 31 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Hapoel Acre tem de arrancar um resultado de algum lado.
42 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Hapoel Acre perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Hapoel Acre, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Hapoel Acre coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Junior Traoré estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Aos 21 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Avaliado com 7.24. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
Já são 30 jogos sem vencer, e o estádio ganhou aquele silêncio especial de quem espera o pior. Um 1-0 feio curava quase tudo; é isso que enlouquece.
Plantel25/10/2027
Nir Natcho lesiona os ligamentos do joelho — 49 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 49 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
As bancadas25/10/2027
A raiva no Hapoel Acre transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
1‑3 para o Beitar Jerusalem, e nenhuma queixa que valha a pena imprimir. A exibição não pediu mais do que aquilo que recebeu.
Plantel25/10/2027
Omer Dahan desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Hapoel Acre coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O banco25/10/2027
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑3, ditas por Uri Cohen a uma sala que já as tinha ouvido.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Roei Shukrani tem a sua resposta do Hapoel Acre; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
A série chega a 29 e as perguntas em torno do Hapoel Acre já não são delicadas.
Plantel18/10/2027
Nir Natcho lesiona os ligamentos do joelho — 56 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 56 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Junior Traoré marcou, foi avaliado com 7.34 e voltou antes de alguém dar pela falta.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Junior Traoré estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
O banco18/10/2027
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Uri Cohen não o escondia depois do 1‑1, e no balneário do Hapoel Acre também ninguém o escondia.
O banco18/10/2027
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Nitai Greis
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Nir Natcho lesiona os ligamentos do joelho — 63 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 63 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Hapoel Acre podem fingir não ter ouvido.
Plantel11/10/2027
Palavras no treino do Hapoel Acre sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Junior Traoré está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ofek Antman, e o treinador deixou.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Hapoel Acre lida com um homem que quer outro país.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Osama Khalaila está nela.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
Segue-se o Hapoel Haifa, e há um homem no balneário do Hapoel Acre que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Hapoel Acre sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
70 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Hapoel Acre perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Derrota por 1‑3, e justa. O treinador foi curto nas palavras no final, o que provavelmente foi sensato.
Plantel04/10/2027
Palavras no treino do Hapoel Acre sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Omer Dahan está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Tomi Tzizoshvili, e o treinador deixou.
78 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Hapoel Acre perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
As bancadas27/09/2027
Os adeptos organizam-se contra a direção do Hapoel Acre
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
O Hapoel Beer Sheva segue em frente e o Hapoel Acre vai para casa, com um 2‑7 a decidir tudo. O balneário vai agora dizer que a prioridade é o campeonato, porque é isso que os balneários dizem.
0‑3 para o Maccabi Petach Tikva, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Notas dos jogadores27/09/2027
Ange Messi, 21 anos, joga como se cá estivesse há anos — 8.37
Um 8.37 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
2-7, e muito antes do fim a bancada visitante tinha passado do incentivo para algo bastante mais afiado. Ninguém liga para um programa de rádio por perder por pouco.
9 golos num jogo, Ange Messi na ficha e um resultado que vai parecer uma gralha. Os neutros não podiam pedir mais ao Hapoel Acre nem ao Hapoel Beer Sheva.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Junior Traoré estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não se vê o fim da espera do Hapoel Acre por uma vitória
Já são 25 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Hapoel Acre tem de arrancar um resultado de algum lado.
Plantel20/09/2027
Nir Natcho lesiona os ligamentos do joelho — 85 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 85 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Aos 23 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Plantel20/09/2027
Palavras no treino do Hapoel Acre sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Junior Traoré está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Recuperou e depois fez alguma coisa com isso, que são dois trabalhos e a razão de o marcador ter o aspeto que tem. 10 ações combinadas e uma nota de 6.58, e nenhuma delas entrará num resumo.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O banco20/09/2027
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Uri Cohen não o escondia depois do 0‑0, e no balneário do Hapoel Acre também ninguém o escondia.
92 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Hapoel Acre perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O relógio fez o que o Hapoel Tel Aviv não quis fazer, e acabou com aquilo. Os adeptos que seguiram a contagem decrescente vão passar o próximo mercado a fazê-lo outra vez.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ofek Antman, e o treinador deixou.
Plantel13/09/2027
Palavras no treino do Hapoel Acre sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Omer Dahan está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Rauof Jbareen e o Hapoel Acre acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.