Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Aragua está a esgotar-se.
56 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Aragua perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 31 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Juan Tineo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Wilken Ramírez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Leonel Moreno está nela.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Juan Ramirez, e o treinador deixou.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Darwin Arango treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Os adeptos organizam-se contra a direção do Aragua
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Plantel10/11/2031
Juan Ramirez lesiona os ligamentos do joelho — 63 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 63 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 38 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Aragua, e não vai ser retirado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Wilken Ramírez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Aragua, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Aragua, mais uma semana sem a assinatura de Rodrigo Gadea.
84 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Aragua perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Wilken Ramírez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Os adeptos organizam-se contra a direção do Aragua
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Plantel13/10/2031
Juan Ramirez lesiona os ligamentos do joelho — 91 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 91 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Ibrahim Diabaté estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Aragua, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Darwin Arango apontou a data.
112 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Aragua perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Aragua, e não vai ser retirado.
Juan Tineo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Ibrahim Diabaté estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Raí Ramos treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
O banco22/09/2031
Leonel Moreno tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Aragua dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
133 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Aragua perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Aragua coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel01/09/2031
Ibrahim Diabaté desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Javier Villafraz, e o treinador deixou.
Todos os plantéis são metade jogadores que o treinador escolheu e metade jogadores que herdou. Riquelmy foi escolhido, o homem que o escolheu foi-se, e ele recomeça do zero com o próximo.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no Aragua admitiria. Nota-se aos sábados.
Em resumo
MercadoA história de Leonel Moreno recusa-se a morrer
O bancoLuiyi Rincón pede uma conversa com o treinador
2 golos de vantagem e depois uma rendição lenta de tudo o que fora ganho. Sebastián González não será o apontado, mas ninguém no Aragua escapa à conversa que se segue a um colapso destes.
Leonel Moreno esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Ismael Páez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
100 jogos com esta camisola, através de treinadores, descidas e tudo o resto. Uma entrega assim está a desaparecer do futebol, e a bancada sabe o que está a ver.
Foi preciso Sebastián González marcar para trazer alguma coisa para casa: 2‑2 com o Mineros de Guayana, e metade do balneário vai chamar-lhe um ponto ganho.
107 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Aragua perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Aragua está a esgotar-se.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Aragua, e não vai ser retirado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Wilken Ramírez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O Aragua perguntou e o Deportivo Tachira disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
A formação existe exatamente para esta manhã. Darwin Arango passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
A formação existe exatamente para esta manhã. Roberto Ramirez passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Victor Martinez é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.