Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
Todos os plantéis são metade jogadores que o treinador escolheu e metade jogadores que herdou. Wellington Manzoli foi escolhido, o homem que o escolheu foi-se, e ele recomeça do zero com o próximo.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Cassiano treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Ceilândia foi explícito quanto à situação de Danilo Soares, o que é mais do que muitos recebem.
O banco01/02/2027
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Willian Lima
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Em resumo
PlantelÉdson Magal passou a ter companhia no lugar
A raiva no Ceilândia transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
O negócio com o GAS morreu na enfermaria. Ninguém dirá o que se encontrou, e até sexta-feira toda a gente no futebol vai saber.
Plantel04/01/2027
Juan Martín López desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Faz todos os sábados coisas a que ninguém à volta dele consegue responder. É lisonjeiro durante uma época e um problema a partir daí, e o Ceilândia sabe em que fase está.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Ceilândia podem fingir não ter ouvido.
Plantel07/12/2026
Palavras no treino do Ceilândia sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Juan Martín López está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Tem 18 anos e ninguém em Ceilândia o contratou para esta época. Negócios destes julgam-se daqui a quatro anos, por gente que talvez já não esteja na casa.
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
Direção07/12/2026
Aberto para negócios: o Ceilândia entra no mercado
O período de inscrições está aberto e o telefone já começou. Daqui até ao fecho, este clube vai ser associado a quarenta jogadores e contratar três, que é a proporção do costume.
Em resumo
PlantelAlguém anda atrás da camisola de Édson Magal
A formação existe exatamente para esta manhã. Pedro Fonseca passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Antevisão12/10/2026
O Ceilândia mede-se com a equipa que todos perseguem
O Portuguesa chega como líder. Uma equipa no topo perde mais ou menos uma vez por mês, e o clube que o consegue ganha uma semana de que se lembra durante um ano.
O banco12/10/2026
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Willian Lima
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 16 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
0‑5 para o Mixto, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
O CSA fechou tudo por 0‑9. A época reduz-se ao campeonato, e no estádio já se sabia muito antes do apito final.
As bancadas17/08/2026
A vergonha da taça no CSA segue o Ceilândia até casa
0-9. Ser eliminado de uma taça é uma tarde; ser eliminado assim é uma semana de programas de rádio, e o treinador vai ouvir todos.
Jogo12/08/2026
Ninguém conseguiu parar de marcar
9 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Ceilândia e do CSA por igual; os restantes divertiram-se imenso.
3 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.