«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Juan Torres e o São Luiz acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Matheus Lagoa esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel28/09/2026
Claudivan desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Edílson, e o treinador deixou.
Avaliado com 7.98. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
12 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
O banco28/09/2026
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Matheus Fonseca foi breve depois da vitória por 2‑1, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
33 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O São Luiz perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Robson e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Faz aos sábados coisas a que ninguém à sua volta consegue responder: durante uma temporada é lisonjeiro e depois é um problema. O São Luiz não o segura a fingir o contrário.
11 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Matheus Fonseca depois do empate por 2‑2, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 34 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
1 no marcador na estreia e uma nota de 7.07 ao lado. A maioria das estreias sobrevive-se; esta desfrutou-se, por ele e por toda a gente que a viu.
As bancadas10/08/2026
Os assobios descem de três lados
«Pagamos isto de quinze em quinze dias. O mínimo é alguém a quem se note que lhe importa.» 4 dos 12 do plantel principal saíram para aquilo; os outros não jogaram.
Toda a estreia é uma de duas histórias, e esta foi a mais difícil: 5.78, e um caminho longo até ao túnel. É o segundo jogo que decide o que o primeiro quis dizer.
9 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do São Luiz e do São José por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Aos 16 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Sérgio Nardo é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Guilherme Braga está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.