Matheus Lagoa esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A forma vai e vem; esta não foi. Caio Oliveira tem 17 anos, e a versão que treina agora não teria entrado na equipa em que estava há um ano.
Plantel12/04/2027
Camilo Saíz desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Camilo Saíz e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel25/01/2027
Palavras no treino do São Luiz sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Felipe Dias está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
Camilo Saíz esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no São Luiz, mais uma semana sem a assinatura de Camilo Saíz.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Daniel Cordero sai dessa comparação dentro da equipa, e o São Luiz beneficiou de cada uma dessas tardes.
Aos 20 anos foi o melhor de todos da sua idade na divisão durante um fim de semana. Ninguém devia construir uma carreira em cima disso, e toda a gente o faz sem dizer.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Claudivan. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
O período de inscrições está aberto e o telefone já começou. Daqui até ao fecho, este clube vai ser associado a quarenta jogadores e contratar três, que é a proporção do costume.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do São Luiz, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no São Luiz coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel02/11/2026
Palavras no treino do São Luiz sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Claudivan está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Tem 20 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Quatro ou cinco fins de semana de regularidade, medidos contra todos os outros da divisão. Um elogio mais discreto do que um prémio, e mais fiável.
O banco02/11/2026
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Matheus Fonseca, sobre uma vitória por 1‑0 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
Quando isto acontece nada se anuncia, e toda a gente sabe. É uma parte maior do plano do São Luiz do que era há um mês, e o centro de treinos percebeu-o antes de a ficha de jogo o dizer.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Pajé agiu, no São Luiz, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Matheus Lagoa e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel12/10/2026
Claudivan desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Danilo Soares está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Vitor Santos está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O São Luiz vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no São Luiz, mais uma semana sem a assinatura de Pajé.
Antevisão12/10/2026
O São Luiz mede-se com a equipa que todos perseguem
O Brasil de Pelotas chega como líder. Uma equipa no topo perde mais ou menos uma vez por mês, e o clube que o consegue ganha uma semana de que se lembra durante um ano.
Guilherme Braga lesiona os ligamentos do joelho — 25 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 25 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Daniel Cordero esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Caio Oliveira sai dessa comparação dentro da equipa, e o São Luiz beneficiou de cada uma dessas tardes.
Em resumo
PlantelO melhor da divisão no último fim de semana foi um jogador do São Luiz
O bancoO treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Carlos Nogueira
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 42 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
0‑6 para o Uberlândia, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Edílson agiu, no São Luiz, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Matheus Lagoa e o São Luiz acertam mais 2 anos.
A camisola ainda lhe serve. Matheus Lagoa está de volta ao São Luiz, e metade do estádio ainda o lembra com estas cores. Há contratações que é preciso vender à cidade; esta vendeu-se sozinha.
Matheus Lagoa e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Jogo15/08/2026
Ninguém conseguiu parar de marcar
6 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do São Luiz e do Uberlândia por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 34 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
1 no marcador na estreia e uma nota de 7.07 ao lado. A maioria das estreias sobrevive-se; esta desfrutou-se, por ele e por toda a gente que a viu.
As bancadas10/08/2026
Os assobios descem de três lados
«Pagamos isto de quinze em quinze dias. O mínimo é alguém a quem se note que lhe importa.» 4 dos 12 do plantel principal saíram para aquilo; os outros não jogaram.
Toda a estreia é uma de duas histórias, e esta foi a mais difícil: 5.78, e um caminho longo até ao túnel. É o segundo jogo que decide o que o primeiro quis dizer.
9 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do São Luiz e do São José por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Aos 16 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Sérgio Nardo é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Guilherme Braga está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.