Anthony Sosa lesiona os ligamentos do joelho — 119 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 119 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 39 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Agustín de Armas será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Colon as despedidas começaram em silêncio.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Faustino Fernández marcou, foi avaliado com 7.79 e voltou antes de alguém dar pela falta.
Leandro Méndez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
53 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Nacional perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A série sem derrotas chega aos 11 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Juan Cruz de los Santos e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Dribles concretizados: 21. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Plantel28/04/2031
Diego Gaitán desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Lucas Morales está nela.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 85 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Juan Cruz de los Santos e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A série sem derrotas chega aos 7 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Diego Gaitán estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Vejo todos os jogos do Nacional daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Colon segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Lucas Morales está nela.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
O Montevideo City Torque segue em frente e o Colon vai para casa, com um 3‑4 a decidir tudo. O balneário vai agora dizer que a prioridade é o campeonato, porque é isso que os balneários dizem.
Notas dos jogadores17/03/2031
Daniel Castro não podia pedir mais na estreia — 7.58
As estreias sobrevivem-se, não se desfrutam. Esta desfrutou-se: 7.58, 1 golos, e um treinador a quem já perguntam se ele é titular outra vez para a semana.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Colon ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.35 para o resto.
Anthony Sosa e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Jhosep Núñez. 3‑1 sobre o Uruguay Montevideo, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Colon sobre quem trabalha
Notas dos jogadoresLeandro Méndez jogou uma tarde diferente da de toda a gente
119 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Nacional perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Nacional vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Nacional lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Emiliano Ancheta e o Nacional acertam mais 3 anos.
Juan Cruz de los Santos e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Dribles concretizados: 19. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Vejo todos os jogos do Nacional daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Colon segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Nacional vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Juan Cruz de los Santos e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel27/01/2031
Diego Gaitán desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Nacional, e 0 jogos em 5 dizem que merece ser ouvido.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Joaquin Dalmasso, e o treinador deixou.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Nacional. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
39 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Colon perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Agustín de Armas será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Colon as despedidas começaram em silêncio.
Anthony Sosa e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Leandro Méndez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Cerro fica com o seu homem, e o Colon volta a uma lista com um nome riscado.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Colon vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
46 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Colon perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Colon fez a parte difícil com o Nacional, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Jhosep Núñez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Anthony Sosa está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Colon vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Anthony Vilche, e o treinador deixou.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Agustín Olavarría assinar alguma coisa — um contrato no Colon ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.