“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Pau Navarro não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Nicolás Rojas será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Millonarios as despedidas começaram em silêncio.
Plantel12/02/2035
Yerson Mosquera desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Santi Comesaña, e o treinador deixou.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Konstantin Tyukavin. 1‑0 sobre o Union Magdalena, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Marco Miori quer futebol continental; se o Millonarios o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
14 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Millonarios perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Posição 2, 104 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Millonarios, e não vai ser retirado.
Konstantin Tyukavin esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Facundo Giacopuzzi será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Millonarios as despedidas começaram em silêncio.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Luis Quintero estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Junior fica com o seu homem, e o Millonarios volta a uma lista com um nome riscado.
A qualificação está garantida, e para a época que vem as grandes noites de holofotes são continentais. Para os jogadores é um palco; para as contas, uma tábua de salvação; para os adeptos, passaportes.
23 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Millonarios perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Millonarios, e não vai ser retirado.
1‑3 frente ao Cerro Porteno. O futebol continental não perdoa aquilo que uma liga interna deixa passar, e esta foi uma noite passada a descobrir quais dessas coisas o clube ainda arrasta.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Millonarios perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Millonarios ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o Millonarios beneficiou disso.
Uma média de 7.50 na época, com 17 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 30 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Millonarios podem fingir não ter ouvido.
Konstantin Tyukavin e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Fernando Juárez será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Millonarios as despedidas começaram em silêncio.
Plantel11/12/2034
Palavras no treino do Millonarios sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Yerson Mosquera está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Millonarios sabem-no.
3‑0 frente ao River Plate, numa noite que vai ser revista neste clube durante uma geração. As reputações europeias fazem-se em noites soltas, e esta foi a noite.
37 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Millonarios perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A proposta do Defensa y Justicia por Luis Quintero foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Uma média de 7.59 na época, com 18 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Millonarios podem fingir não ter ouvido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Millonarios coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Millonarios sobre quem trabalha
Dribles concretizados: 44. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
16 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Millonarios perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Plantel07/08/2034
43 dias de fora para Fausto Vera depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Millonarios vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Posição 2, 76 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Konstantin Tyukavin esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Jogo05/08/2034
Ninguém quer jogar contra o Millonarios neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Millonarios ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Millonarios ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Millonarios perdeu-o em tudo menos nos papéis.
24 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Millonarios perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 50 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Millonarios, e não vai ser retirado.
Konstantin Tyukavin e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Luifer Hernández será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Millonarios as despedidas começaram em silêncio.
Plantel31/07/2034
Palavras no treino do Millonarios sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Luis Quintero está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para David Romero, e o treinador deixou.
33 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Millonarios perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Eliminado, 0‑1 com o Atletico Bucaramanga, e a longa discussão sobre qual dos pequenos momentos o decidiu. Agora só resta o campeonato, e toda a gente o sabe.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 57 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Aos 34 anos, todas as boas tardes são chamadas de regresso ao passado, e esta foi: 8.10, e ninguém melhor em campo.
Direção24/07/2034
Fecha o mercado: 15 entradas, 19 saídas no Millonarios
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 15, saíram 19, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
Já são 29 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
40 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Millonarios perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Verba acordada, salário acordado, e o Barracas Central à espera com uma camisola. No Millonarios ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Millonarios ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
O negócio que levaria Dexter Lembikisa para o America de Cali caiu na fase final e ele reapresenta-se no Millonarios com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
A primeira derrota em 12 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Independiente Medellin; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
Aos 37 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.00 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Ninguém quer jogar contra o Millonarios neste momento
12 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
48 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Millonarios perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Posição 2, 66 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Millonarios, e não vai ser retirado.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Millonarios a ouviu como outra coisa.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Millonarios já se começa a dizer o nome dele no passado.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 55 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. David Romero produziu-o, e o 9.26 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Em resumo
Notas dos jogadoresBis, e a tarde é de Álvaro Montoro — 8.25
Ninguém quer jogar contra o Millonarios neste momento
10 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 62 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Millonarios, e não vai ser retirado.
Verba acordada, salário acordado, e o Real Cartagena à espera com uma camisola. No Millonarios ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Millonarios fez a parte difícil com o Atletico Nacional, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
70 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Millonarios perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Millonarios perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Jogo17/06/2034
Ninguém quer jogar contra o Millonarios neste momento
9 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Jogo17/06/2034
O Millonarios torna a sua casa um sítio difícil de visitar
17 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
79 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Millonarios perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Já são 8 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
O Millonarios e o Farense acertaram em $6.1M. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
Verba acordada, salário acordado, e o Tigres à espera com uma camisola. No Millonarios ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Atletico Nacional fica com o seu homem, e o Millonarios volta a uma lista com um nome riscado.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 87 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Deportivo Pereira tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Uma média de 7.74 na época, com 21 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
A proposta do Atletico Nacional por Victor Orakpo foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
16 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Jogo03/06/2034
Ninguém quer jogar contra o Millonarios neste momento
7 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Millonarios perdeu-o em tudo menos nos papéis.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 95 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
O Aguilas Doradas vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Millonarios foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
20 golos e uma média de 7.72 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Andres Rodriguez será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Millonarios as despedidas começaram em silêncio.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Millonarios podem fingir não ter ouvido.
Konstantin Tyukavin e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Em resumo
PlantelLuis Quintero desentende-se com um colega por causa das exigências
103 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Millonarios perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Millonarios podem fingir não ter ouvido.
Dois golos e um 8.42 a acompanhar. Os avançados são julgados por tardes como esta e recordados por muito menos delas do que se imagina.
Jogo20/05/2034
Ninguém quer jogar contra o Millonarios neste momento
5 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Millonarios coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel22/05/2034
Palavras no treino do Millonarios sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Luis Quintero está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
111 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Millonarios perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
19 golos e uma média de 7.70 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Millonarios podem fingir não ter ouvido.
Konstantin Tyukavin esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel15/05/2034
Palavras no treino do Millonarios sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alysson Edward está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.