18 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Patronato perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Patronato perdeu-o em tudo menos nos papéis.
O San Telmo aceitou o dinheiro. O que o Patronato ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
O Patronato foi ao Independiente Rivadavia com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Facundo Barreto e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Ninguém no Patronato dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Uma cláusula em que alguém insistiu há anos, numa negociação de que ninguém se lembra, acaba de pagar $1.1M ao Patronato. Joaquín Barolín saiu há muito tempo; o papel ficou.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Rui Alleyne. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
25 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Patronato perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Não um mês, não uma série — uma época inteira a ser o melhor futebolista de 18 anos que alguém nesta divisão podia pôr em campo. Este é o galardão que será referido durante o resto da sua carreira.
O Madryn aceitou o dinheiro. O que o Patronato ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Valentín Castillo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Patronato as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Patronato coisas que levam mais de uma semana a retirar.
32 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Patronato perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Tem 18 anos, média de 7.09, e os profissionais mais velhos começaram a dar-lhe a bola nos minutos difíceis. Essa última parte é o verdadeiro relatório de observação.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Patronato podem fingir não ter ouvido.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Lanús ninguém diz, e no Patronato ninguém gosta de estar a adivinhar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Deportivo Riestra fica com o seu homem, e o Patronato volta a uma lista com um nome riscado.
Alan Ríos esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Patronato já telefonou ao Atlético Tucumán. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Em resumo
O bancoMauro Gómez tornou-se um homem de confiança do treinador
53 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Patronato perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Rui Alleyne e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que José Luis Quiroga está nela.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Em resumo
O bancoAlan Ríos pede uma conversa com o treinador
MercadoA história de Rui Alleyne recusa-se a morrer
81 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Patronato perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Patronato ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alan Ríos e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Ninguém no Patronato dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Rui Alleyne. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
95 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Patronato perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O Patronato não queria esta conversa e está a tê-la na mesma. Um treinador cobiçado lá fora é um treinador cuja próxima renovação acabou de ficar mais cara.
Facundo Heredia e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Bartolomé Velásquez está nela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Facundo Heredia assinar alguma coisa — um contrato no Patronato ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Patronato, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
109 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Patronato perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Patronato ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Facundo Heredia esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Ninguém no Patronato dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Noah Domínguez lesiona os ligamentos do joelho — 20 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 20 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 9 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Alan Ríos e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Rui Alleyne, e o treinador deixou.
Noah Domínguez lesiona os ligamentos do joelho — 27 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 27 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Uma média de 7.09 numa idade em que quase todos os da sua geração ainda jogam nos juniores. O Patronato sabe o que tem, e a esta altura já toda a gente sabe.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” José Luis Quiroga e o Patronato acertam mais 5 anos.
Facundo Heredia e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Dribles concretizados: 16. Cada vez que recebia, alguém tinha de decidir, e todas as vezes a decisão foi a errada.
O banco19/08/2030
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑1, ditas por Federico Ojeda a uma sala que já as tinha ouvido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Mauro Gómez está nela.
A proposta ficou muito aquém e em Patronato não precisaram de pensar muito. Ninguém neste negócio lê uma primeira recusa como um fim.
Notas dos jogadores29/07/2030
José Luis Quiroga, 18 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.91
Um 7.91 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 18. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Facundo Barreto e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O relógio fez o que o Unión de Santa Fe não quis fazer, e acabou com aquilo. Os adeptos que seguiram a contagem decrescente vão passar o próximo mercado a fazê-lo outra vez.
Foi preciso José Luis Quiroga marcar para trazer alguma coisa para casa: 1‑1 com o Quilmes, e metade do balneário vai chamar-lhe um ponto ganho.
O banco29/07/2030
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Federico Ojeda não o escondia depois do 1‑1, e no balneário do Patronato também ninguém o escondia.
Alan Ríos lesiona os ligamentos do joelho — 15 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 15 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Patronato, e não vai ser retirado.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Patronato fez a parte difícil com o Estudiantes, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Patronato ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Facundo Heredia esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Patronato perguntou e o Madryn disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
22 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Patronato perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Patronato, e não vai ser retirado.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Patronato já se começa a dizer o nome dele no passado.
Tem 18 anos, média de 7.03, e os profissionais mais velhos começaram a dar-lhe a bola nos minutos difíceis. Essa última parte é o verdadeiro relatório de observação.
A proposta seguiu esta semana para o Gimnasia La Plata, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
29 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Patronato perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Patronato já se começa a dizer o nome dele no passado.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Patronato podem fingir não ter ouvido.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Patronato fez a parte difícil com o Huracán, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Facundo Heredia e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
92 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Patronato perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Patronato coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A perder, e batido em qualquer leitura honesta, até ao minuto 87. O Quilmes tinha os pontos no bolso e um canto do estádio ainda acreditava, que é geralmente quando acontece.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 1‑1, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
O banco15/04/2030
Santino Bizai tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Patronato dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Em resumo
PlantelJosé Luis Quiroga, 17 anos, é o melhor jovem do fim de semana
PlantelUma zanga por causa do esforço no Patronato
106 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Patronato perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Facundo Heredia e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
As contas estão a ser lidas com mais atenção do que os resultados. Salários antes de ambição é a ordem do dia, e o treinador já foi informado.
Plantel01/04/2030
Sagi Pinhas desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Aos 20 anos foi o melhor de todos da sua idade na divisão durante um fim de semana. Ninguém devia construir uma carreira em cima disso, e toda a gente o faz sem dizer.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Patronato disse a Willian Carvalho que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Patronato foi explícito quanto à situação de Valentín Castillo, o que é mais do que muitos recebem.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Maximiliano Rueda: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Patronato a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 30 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Facundo Heredia esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Direção04/02/2030
5 jogadores da formação sobem à equipa principal do Patronato
Números de equipa principal entregues a miúdos que os treinadores conhecem desde os doze anos. A maioria não vai lá chegar, e todos já fizeram a parte difícil.
A formação existe exatamente para esta manhã. Leonardo Ojeda passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
A formação existe exatamente para esta manhã. Toro passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
A formação existe exatamente para esta manhã. Carlos Alberto Ojeda passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Patronato falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Facundo Heredia esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Plantel15/10/2029
Palavras no treino do Patronato sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Sagi Pinhas está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Bartolomé Velásquez assinar alguma coisa — um contrato no Patronato ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e José Luis Quiroga apontou a data.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Patronato, e não vai ser retirado.
Facundo Heredia e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Magnus Bunkenborg estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Ninguém no Patronato dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
O mais difícil de ter 16 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Lucas Otero não precisou: 7.86, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Patronato coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Lucas Otero. 2‑1 sobre o Almagro, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Aos 16 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Todos suspeitavam que havia esta versão dele lá dentro, e aqui está a prova. 8.15, e nem uma objeção no estádio.
O banco09/04/2029
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Federico Ojeda, sobre uma vitória por 2‑1 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 47 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 6 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Patronato podem fingir não ter ouvido.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Francisco Lencinas será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Patronato as despedidas começaram em silêncio.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Facundo Heredia e o Patronato acertam mais 4 anos.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Patronato coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco05/03/2029
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑2 Federico Ojeda saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.