Jairo lesiona os ligamentos do joelho — 102 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 102 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Notas dos jogadores18/10/2027
Kaique, 19 anos, joga como se cá estivesse há anos — 8.09
Um 8.09 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 19. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Gerson estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Vitor Oliveira e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Aos 19 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Isto não é rotação. André Nardo está fora dos planos do treinador há algum tempo, e ninguém no Porto Vitória finge o contrário.
O banco18/10/2027
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Danilo Santos foi breve depois da vitória por 2‑1, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
131 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Porto Vitória perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 9 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
5 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Porto Vitória sabe dizer em que semana.
Plantel20/09/2027
Palavras no treino do Porto Vitória sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Gerson está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
145 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Porto Vitória perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Gerson estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Toda a gente no Porto Vitória viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 38 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
Direção06/09/2027
Em Porto Vitória, 143% das receitas vão para salários
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Porto Vitória pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Francisco Cifuentes esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Danilo Santos depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Dribles concretizados: 14. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
O banco23/08/2027
Neste momento há alguém melhor do que Daniel Souza
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Lucas Bala será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Porto Vitória as despedidas começaram em silêncio.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Gerson estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Rhuan treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Jackson assinar alguma coisa — um contrato no Porto Vitória ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Em resumo
MercadoAndré Nardo colocado na lista de transferências
PlantelOs relatórios de treino sobre Rafael Mendes não são bons
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Porto Vitória falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Francisco Cifuentes e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Gabriel Costa é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Wesley Costa é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Renato Porto, e o treinador deixou.
Em resumo
O bancoAndré Nardo pede uma conversa com o treinador
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Porto Vitória pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Francisco Cifuentes e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Horizonte fica com o seu homem, e o Porto Vitória volta a uma lista com um nome riscado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Porto Vitória, mais uma semana sem a assinatura de Rhuan.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Porto Vitória, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
A série chega a 10 e as perguntas em torno do Porto Vitória já não são delicadas.
Jogo05/10/2026
Para o Porto Vitória, cada ponto é agora uma discussão
Posição 16 e 1 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
Dois ou mais sofridos em cada um dos últimos 10 jogos. Não é um erro a repetir-se, o que seria mais fácil de corrigir; é um diferente todas as semanas.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Porto Vitória podem fingir não ter ouvido.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Porto Vitória, mais uma semana sem a assinatura de Líbano.
Direção05/10/2026
Os salários engolem 98% das receitas do Porto Vitória
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
O banco05/10/2026
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 1‑2 Danilo Santos saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Adriano Bispo sai dessa comparação dentro da equipa, e o Porto Vitória beneficiou de cada uma dessas tardes.
Não se vê o fim da espera do Porto Vitória por uma vitória
Já são 5 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Porto Vitória tem de arrancar um resultado de algum lado.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Danilo Santos depois do 2‑3, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Adriano Bispo estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para João Araujo, e o treinador deixou.
Em resumo
Notas dos jogadoresUm dia para esquecer de Bruno Rangel
Uma estreia que Rafael Mendes não vai esquecer — 8.63
Há exatamente uma destas por carreira e normalmente não corre assim. 2 no marcador, 8.63 ao lado do nome e uma bancada que nunca o tinha visto a cantá-lo no final.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Porto Vitória podem fingir não ter ouvido.
6 golos num jogo, Rafael Mendes na ficha e um resultado que vai parecer uma gralha. Os neutros não podiam pedir mais ao Porto Vitória nem ao Pouso Alegre.
Um médio mede-se por saber se a equipa funciona quando ele está em campo, algo quase impossível de ver e completamente óbvio em retrospetiva. 13 ações, 6.64, e um treinador que não o vai substituir tão cedo.
Tem 16 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. André Nardo está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Paulo Farias é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Luiz Nogueira está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.