15 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Metta/LU sabe dizer em que semana.
Plantel09/04/2029
Gatis Laizans lesiona os ligamentos do joelho — 15 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 15 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Metta/LU coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Não se vê o fim da espera do Metta/LU por uma vitória
Já são 14 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Metta/LU tem de arrancar um resultado de algum lado.
22 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Metta/LU perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
13 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Metta/LU sabe dizer em que semana.
Kelvin Leku e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Vitalijs Laizans está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
29 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Metta/LU perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Mahamud Abdul Karimu e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel26/03/2029
Palavras no treino do Metta/LU sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Vitalijs Laizans está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Metta/LU, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Um treinador perdoa um mau sábado muito mais depressa do que uma má terça, porque um explica-se e o outro escolheu-o. Os relatos desta semana não foram bons.
Não se vê o fim da espera do Metta/LU por uma vitória
Já são 13 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Metta/LU tem de arrancar um resultado de algum lado.
36 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Metta/LU perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
12 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Metta/LU sabe dizer em que semana.
Dribles concretizados: 22. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Mahamud Abdul Karimu esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
14 dias com a cadeira livre, uma lista de nomes que cresce e encolhe todos os dias, e nem uma assinatura. Cada semana que passa retira dela os melhores candidatos.
Plantel19/03/2029
Palavras no treino do Metta/LU sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Vitalijs Laizans está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O comunicado da direção tinha três frases e uma delas mencionava resultados. Davis Rugins treina há tempo suficiente para traduzir: ganhar depressa, ou o próximo comunicado será mais curto.
Todo o departamento de futebol numa sala, numa manhã de dia de semana. Nada foi anunciado depois, que é o que uma direção anuncia quando a paciência acabou.
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 4, saíram 2, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Metta/LU coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Marcis Laizans e o Metta/LU acertam mais 3 anos.
A proposta do Jelgava por Mahamud Abdul Karimu foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Mahamud Abdul Karimu e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Gianluca Scremin estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Abubakar Abubakar, e o treinador deixou.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o Metta/LU terá de responder com minutos ou com uma transferência.
Aos 15 anos foi o melhor de todos da sua idade na divisão durante um fim de semana. Ninguém devia construir uma carreira em cima disso, e toda a gente o faz sem dizer.