Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 77 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Banfield ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Francisco Ortega esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Disseram uma coisa a Benjamín Acosta e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Lucas Ríos assinar alguma coisa — um contrato no Banfield ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
O banco24/03/2031
Nahuel Junco tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Banfield dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Faltam 3 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Banfield pode pedir e sobe o salário que Ulises Piedrabuena pode exigir.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Favio Álvarez: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Banfield a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Banfield foi explícito quanto à situação de Denis Aebischer, o que é mais do que muitos recebem.
Verba acordada, salário acordado, e o Estudiantes à espera com uma camisola. No Banfield ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
As bancadas30/12/2030
Os adeptos revoltam-se com a venda de Ian Subiabre por $21.6M
Vai para o Racing Club, o clube tem $21.6M que não tinha na sexta-feira, e os programas de rádio já decidiram como se sentem quanto a isso. Vender bem e vender alguém que amavam não são a mesma competência.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Máximo Gómez agiu, no Banfield, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Banfield, e não vai ser retirado.
Francisco Ortega esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Inter fica com o seu homem, e o Banfield volta a uma lista com um nome riscado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Juan Luis Alfaro estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Rafa será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Banfield as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Banfield coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Javier Arellano acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Banfield substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
Plantel09/09/2030
Juan Luis Alfaro desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Rodrigo Auzmendi. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Banfield disse a Enzo Avaro que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
45 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Banfield perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O Estudiantes aceitou o dinheiro. O que o Banfield ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Banfield já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Banfield, e não vai ser retirado.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Boca Juniors fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Banfield coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O San Miguel fica com o seu homem, e o Banfield volta a uma lista com um nome riscado.
Plantel24/06/2030
Tomás Adoryan desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.