Um desempate por grandes penalidades fica na memória pelo fim, e este acaba em Gabriel Altino: 3 travadas, e uma bancada que vai descrever cada uma delas nos próximos vinte anos.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Horizonte falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Daniel Souza será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Horizonte as despedidas começaram em silêncio.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Bortolucci estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Tiago Cavalcante e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 60 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Horizonte podem fingir não ter ouvido.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Bruno Goiaba estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
200 vezes com estas cores, com qualquer tempo e sob quatro ou cinco treinadores diferentes. Este tipo de serviço está a desaparecer do futebol sem fazer barulho.
81 dias de fora para Marllon depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Horizonte vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 21 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Horizonte já falam dele no passado.
Plantel24/04/2034
Palavras no treino do Horizonte sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Bruno Goiaba está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Bortolucci, e o treinador deixou.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Jhonatan Almeida treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
88 dias de fora para Marllon depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Horizonte vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
28 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Horizonte perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Horizonte, e não vai ser retirado.
Arthur Nardo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Direção17/04/2034
5 jogadores da formação recebem número de equipa principal no Horizonte
A manhã em que o percurso deixa de ser um folheto e passa a ser uma ficha de jogo. A maioria não estará cá daqui a três anos; todos já fizeram a parte difícil, que era chegar a hoje.
Plantel17/04/2034
Bruno Goiaba desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A formação existe exatamente para esta manhã. Rodrygo Rocha passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
109 dias de fora para Marllon depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Horizonte vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 49 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Horizonte ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Horizonte coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Gabriel Altino treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Plantel27/03/2034
Ignacio Da Silva desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Victor Santos assinar alguma coisa — um contrato no Horizonte ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Arthur Nardo e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel27/02/2034
Bortolucci desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Tiago Cavalcante, e o treinador deixou.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Victor Santos assinar alguma coisa — um contrato no Horizonte ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Horizonte. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Faltam 5 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Horizonte pode pedir e sobe o salário que Jhonatan Almeida pode exigir.
A língua chegou, o encolher de ombros foi-se, e discute nos treinos como um homem que conta estar cá para o ano. Nada disto aparece num valor de transferência, e tudo isto aparece no relvado.
Em resumo
O bancoO treinador crava a sua bandeira em Marko Orsic
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Daniel Souza será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Horizonte as despedidas começaram em silêncio.
Plantel30/01/2034
Bruno Goiaba desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Victor Santos assinar alguma coisa — um contrato no Horizonte ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Rafael Porto apontou a data.
Faltam 6 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Horizonte pode pedir e sobe o salário que Jhonatan Almeida pode exigir.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Horizonte, e não vai ser retirado.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Horizonte fez a parte difícil com o Náutico, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Daniel Souza será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Horizonte as despedidas começaram em silêncio.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Emerson e o Horizonte acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
O buraco voltou a ser tapado lá de cima. Os adeptos têm direito a ficar aliviados e direito a perguntar o que acontece no mês em que não for tapado, e os dois sentimentos costumam chegar juntos.
O Horizonte perguntou e o Atlético Goianiense disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Plantel02/01/2034
Bruno Goiaba desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Mercado02/01/2034
César Xavier regressa de um empréstimo que resultou
30 jogos e 6 golos longe daqui, e um jogador que o treinador não tinha em agosto. Os empréstimos são feitos à espera exatamente disto e a maioria não o entrega.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Horizonte fez a parte difícil com o Grêmio, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Horizonte ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
O buraco nas contas voltou a ser tapado lá de cima. Os adeptos têm o direito de agradecer e de perguntar o que acontece no mês em que não for, e os dois sentimentos chegam juntos.
Toda a gente o viu antes de alguém o dizer. Aos 34 anos, os números dizem 3 pontos abaixo do que foi, e a pergunta para o Horizonte é como lidar com um homem a quem deve muito.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Bortolucci estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Jeisson Vargas e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Horizonte podem fingir não ter ouvido.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Horizonte ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
4 vitórias seguidas fora de casa. Os adeptos que viajam são os mais verdadeiros, e esta época estão a ser pagos na única moeda que conta.
Plantel07/11/2033
Palavras no treino do Horizonte sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Arthur Nardo está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
É dinheiro que mantém as luzes acesas, não dinheiro que compra um central, e essa diferença é a história toda. Um clube que vive do dono e não do futebol tem apenas uma conversa pela frente.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Daniel Souza será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Horizonte as despedidas começaram em silêncio.
Plantel10/10/2033
Arthur Nardo desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Toda a gente o viu antes de alguém o dizer. Aos 36 anos, os números dizem 3 pontos abaixo do que foi, e a pergunta para o Horizonte é como lidar com um homem a quem deve muito.
Jeisson Vargas e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Horizonte sabem-no.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Horizonte. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Em resumo
Emprestados5 golos por empréstimo para César Xavier
JogoO futebol europeu está ao alcance do Horizonte
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Daniel Souza será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Horizonte as despedidas começaram em silêncio.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Bortolucci estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Caio Barone, e o treinador deixou.
Dribles concretizados: 18. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Jeisson Vargas e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Bortolucci treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.