«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Juan Soto e o Águia de Marabá acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Jadson e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Júnior Costa depois do empate por 1‑1, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
Juan Soto e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Duas equipas do topo da tabela, uma tarde, e um mês de conversa decidido em noventa minutos. O Águia de Marabá não vai usar a palavra título esta semana e não vai deixar de a pensar.
Uma exibição de 8.00 não aparece com frequência e, quando aparece, o resto da equipa passa a cenário. Esteve magnífico.
O banco26/10/2026
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Júnior Costa, sobre uma vitória por 2‑0 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 18 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Jadson e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Samuel Queiroz é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. João Victor agiu, no Águia de Marabá, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Faz o seu trabalho e não se está a instalar. O Águia de Marabá devia ser um passo em frente nas contas dele, e as contas dele foram revistas desde que chegou.
Faz todos os sábados coisas a que ninguém à volta dele consegue responder. É lisonjeiro durante uma época e um problema a partir daí, e o Águia de Marabá sabe em que fase está.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
Eliminado, 0‑16 com o Criciúma, e a longa discussão sobre qual dos pequenos momentos o decidiu. Agora só resta o campeonato, e toda a gente o sabe.
As bancadas17/08/2026
As bancadas viraram-se
“Chega. Há meses que estamos a ver isto.” 12 dos 12 jogadores seniores saíram do campo a ouvi-lo, e a mensagem não era para nenhum deles em particular.
0-16, e muito antes do fim a bancada visitante tinha passado do incentivo para algo bastante mais afiado. Ninguém liga para um programa de rádio por perder por pouco.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 8 golos entre o Águia de Marabá e o Maranhão, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Jogo12/08/2026
Ninguém conseguiu parar de marcar
16 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Águia de Marabá e do Criciúma por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Um erro na defesa é um momento; um erro na baliza é um golo. Daniel Porto sabe-o, a bancada percebeu-o de imediato, e não havia mais ninguém atrás dele para o transformar noutra coisa.
A porta ficou fechada muito depois do apito final. O que ali se disse é com eles; se resultou, decide-se no sábado.
O banco17/08/2026
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑8 Júnior Costa saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Em resumo
Notas dos jogadoresUm momento caríssimo de Vitor Alves