Lucas Gomes fez o trabalho que ninguém conta — 6.91
20 ações combinadas e 6.91. O trabalho dele aparece sob a forma de outros parecerem bons, e a única maneira fiável de o notar é ver o que acontece nas tardes em que ele falta.
Há um nível em que um futebolista deixa de ser posto à prova e passa apenas a ser contido, e ele chegou lá há algum tempo. No Ceilândia sabem-no, e também todos os que o veem.
«Estamos muito longe um do outro, e fingir o contrário não ajuda ninguém.» Nada se moveu, e o calendário não joga a favor do clube.
O banco05/10/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑2, ditas por Daniel Moura a uma sala que já as tinha ouvido.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Ceilândia podem fingir não ter ouvido.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Daniel Moura depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
Uma cara nova na posição dele e uma camisola que julgava sua de repente em discussão. O Ceilândia não prometeu nada, que é o que os clubes prometem nesta fase.
Noventa minutos concretos pediam outro tipo de jogador, e o treinador escolheu um. Não está em má forma e não está na equipa, e as duas coisas são verdade.
“Não peço a ninguém que seja melhor do que é. Peço a todos que sejam tão bons como são, todas as semanas.” Dito em voz alta, à frente de todos, e o balneário do Ceilândia ficou diferente depois.
Em resumo
Notas dos jogadoresA tarde passou toda por Matheus Lemos
Notas dos jogadoresJúnior Gomes passa por eles um de cada vez
O painel dos descontos já estava levantado, a vitória já estava dada, e então o Maricá marcou. Não há pior minuto para sofrer, e o estádio esvaziou-se no silêncio que se segue a um desses.
Plantel21/09/2026
7 caras novas e o Ceilândia ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Acabou 1‑1, e de certa forma sempre pareceu que ia acabar assim. Uma daquelas tardes em que a tabela mexe menos do que os nervos.
O banco21/09/2026
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Daniel Moura não o escondia depois do 1‑1, e no balneário do Ceilândia também ninguém o escondia.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O desenho queria outro perfil frente a este adversário, o que é uma resposta futebolística a sério e nenhum consolo para o visado. Não fez nada de errado e não jogou.
«Se nos vão ganhar, que não seja porque alguém aqui não se quis chatear.» Levantou-se e disse-o à frente de todos, e isso é algo que um grupo recorda de um homem durante anos.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 10 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
O Porto Velho vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Ceilândia foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Aos 15 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Fábio Machado é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Éder Lima é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Em resumo
Notas dos jogadoresNoventa minutos de Matheus Lemos no seu melhor
O bancoO veredicto do treinador
Notas dos jogadoresAs ocasiões vieram e foram-se para Júnior Gomes